00h. Dominado incêndio em Aveiro
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Às notícias. Jornal da meia-noite com edição da jornalista Laura Figueiredo e começamos na atualidade internacional. Donald Trump anunciou um acordo com a Dinamarca que dá a Washington controle permanente sobre a segurança na Gronelândia.
Anúncio feito por Donald Trump através da rede social Truth Social. Segundo o presidente norte-americano, o acordo não terá qualquer custo para os Estados Unidos e vai impedir que países rivais instalem bases militares ou realizem investimentos estratégicos na Gronelândia sem a autorização de Washington. Na mesma publicação, Donald Trump explica que houve um trabalho conjunto com representantes da Dinamarca e da Gronelândia para garantir que os Estados Unidos terão para sempre total capacidade para fazer o que for necessário naquele território. Donald Trump diz estar orgulhoso de ser o presidente que resolveu de forma permanente e definitiva a questão da Gronelândia, depois de mais de um século de tentativas de líderes norte-americanos para adquirir a maior ilha do mundo.
E entretanto, Laura, a Dinamarca confirmou a assinatura deste acordo.
Foi através de um comunicado no site oficial da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, fala num grande acordo para a Gronelândia, Dinamarca e Estados Unidos. Diz que fortalece a segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte. O líder da Dinamarca classifica ainda este acordo como vantajoso para a NATO e para toda a Europa. O acordo vitalício deve ser assinado na próxima semana na Assembleia Geral das Nações Unidas.
E Donald Trump baniu a CNN, o Político e a MSNBC da Casa Branca.
Uma decisão com efeitos imediatos, é o que dá conta o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social. Numa publicação, Donald Trump alega que se trata de um resultado da constante cobertura de fake news. Mais tarde, na Sala Oval da Casa Branca, o presidente norte-americano detalhou a decisão.
Porque são notícias falsas. E fico tão cansado de ler e ver notícias falsas. Quando olho pra CNN, é tudo falso. É por isso que as audiências deles não são boas. Quando olho pra NBC, que antes era MSNBC, que até algumas pessoas chamavam de MSDNC, referindo-se a Comitê Nacional de Democratas, porque são notícias falsas. E olho pro Político, o governo do presidente Biden deu-lhes oito milhões de dólares para mantê-los em pé. As histórias que eles escrevem são falsas. E talvez ainda venham mais notícias, e talvez fiquem melhores, e seria bom tê-las. Mas o nosso país tem que ter notícias honestas.
Declarações do presidente norte-americano na Sala Oval da Casa Branca.
Ainda na atualidade internacional, na Rússia, esta sexta-feira começaram as eleições legislativas, as primeiras desde o início da guerra na Ucrânia.
E perante uma oposição limitada pelas autoridades, o Partido Rússia Unida, apoiante de Vladimir Putin, procura conservar a maioria. O único partido que quebra o consenso sobre a guerra na Ucrânia é o Yabloko, que o Supremo Tribunal Russo excluiu já das eleições. Na análise, apesar de afirmar que a gênese do regime não vai mudar, Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais, acredita que um dos partidos que vai a votos pode ainda assim conseguir uma representação significativa.
A única esperança, e mais uma vez, mesmo que os resultados sejam muito controlados, há ainda uma pequena esperança que um partido ecologista, que não é necessariamente antiguerra, mas que preocupa-se bastante com as condições de vida de pessoas que têm sofrido muito com este conflito entre a Ucrânia e a Rússia, e a possibilidade de esse partido conseguir algum tipo de representação significativa, pode ser importante para essa população e é um partido que não tem grande simpatia por Vladimir Putin. Portanto, este é o momento em que estamos da política russa, sabendo que independentemente do resultado, a agenda do governo, a agenda do regime, não irá mudar.
Bernardo Valente foi o convidado do Gabinete de Guerra desta noite. Professor de Relações Internacionais considera ainda que um dos objetivos do Kremlin com estas eleições é demonstrar que é possível levar a cabo eleições durante o conflito, algo que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem recusado.
O que Vladimir Putin vai dizer depois destas eleições é precisamente que, se por um lado a Rússia avança com o ato eleitoral, a Ucrânia não teve a capacidade de o fazer, nem Volodymyr Zelensky teve a vontade política de levar a cabo esse ato eleitoral. E, portanto, vai usar isso para legitimar também a sua narrativa, mais uma vez, de que Zelensky não tem vontade de ir a sufrágio e não tem essa vontade de ir a sufrágio porque não é um líder democrático.
Análise de Bernardo Valente, professor de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, ouvido no Gabinete de Guerra.
Inspeção-Geral das Atividades em Saúde propõe taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e um sistema de checkout para evitar fugas a pagamentos.
São propostas que foram apresentadas aos hospitais e à administração central do sistema de saúde para evitar a prestação de cuidados de saúde a não residentes, que depois não pagam pelos serviços. Surgem na sequência de um estudo feito em 2024 No qual foi feita a análise do acesso de estrangeiros não residentes às 39 unidades locais do país. A conclusão revela que só nos primeiros nove meses desse ano, mais de 92 mil não residentes tinham sido atendidos nas urgências, sendo que 49% não tinham seguro ou protocolos de saúde que assegurassem o pagamento dos cuidados que receberam. Em resposta ao Observador, a IGAS avança com algumas das recomendações que fez aos hospitais, por exemplo, a cobrança de taxas moderadoras à entrada nos serviços de urgência e não à saída, como acontece atualmente. Também a instalação de pontos obrigatórios de check-out dos doentes, ainda a revisão dos custos dos cuidados prestados e a divulgação pública dos valores em dívida de cidadãos estrangeiros atendidos nos hospitais públicos. Estas propostas estão em linha com o que a ministra da Saúde defendeu no ano passado, altura em que prometeu mecanismos para travar despesas não pagas.
Este é um artigo assinado pelo jornalista Tiago Caeiro e que pode ler com mais detalhe no site do Observador. E agora viajamos até à Feira do Livro, em Belém. O Presidente da República recusou comentar as medidas anunciadas ontem pelo governo, mas apela à partilha.
E também ao fortalecimento do chão comum, princípios que António José Seguro associa aos livros. Quanto às medidas anunciadas ontem por Luís Montenegro para fazer face ao custo de vida, nem uma palavra.
E elogio a vossa inteligência em colocar a mesma pergunta de várias formas. Mas esta é a festa do livro, um livro que permite encontros e que nos permite ouvir, escutar com uma felicidade enorme e relembrarmos que o essencial da vida passa por sabermos partilhar o mesmo chão comum e nós precisamos de frutificar esse chão comum, porque é esse chão comum que nos permite afirmar as nossas diferenças. E as diferenças nunca devem segregar. As diferenças são dimensões de integração numa sociedade em que muitos teimam em deslaçar e que nós queremos verdadeiramente cimentar.
Declarações do Presidente da República, António José Seguro, na Festa do Livro, em Belém.
E o Chega já entregou no Parlamento o novo requerimento a pedir uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
Confirmação dada esta tarde por André Ventura, que diz esperar que à terceira seja de vez. O líder do Chega esteve ontem reunido com o presidente da Assembleia e admitiu que o partido ia agora limitar um pouco mais o objeto do inquérito parlamentar. Está então confirmado que o Chega já entregou essa nova proposta para a constituição de uma comissão de inquérito aos mandatos do atual ministro Luís Neves, enquanto diretor da PJ. André Ventura explica que deixou bem claro a Aguiar Branco que não espera mais obstáculos.
Tive a oportunidade de dizer ao senhor presidente da Assembleia da República que é um mau sinal e um mau princípio quando nós começamos a obstaculizar, uma vez, duas vezes, três vezes, um requerimento que é potestativo e que é um requerimento que é um poder de um grupo parlamentar. Por isso eu disse que nós íamos tentar, e fomos mesmo. Eu amanhã darei mais esclarecimentos sobre isso, que espero que agora possa ser definitivamente admitida e que possamos na próxima semana começar a trabalhar.
Declarações de André Ventura esta tarde em Gaia, com a promessa de que amanhã, na Madeira, vai falar mais sobre o tema. Entretanto, o Parlamento autorizou André Ventura e outros deputados do Chega a testemunharem sobre a alegada invasão do gabinete no Parlamento. André Ventura diz que já esperava esta decisão. Deseja agora celeridade no processo para descobrir quem foi o responsável.
E agora, Laura, com nove minutos para lá da meia-noite, que outras notícias marcam a atualidade?
O incêndio que começou esta tarde num povoamento florestal em Aveiro já está dominado, sem registro de vítimas nem danos em habitações. O comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da região de Aveiro confirmou à Lusa que o incêndio foi dado como dominado por volta das 22h30. O responsável referiu ainda que o combate às chamas foi dificultado pelo vento forte que se fez sentir e também pela pouca ou nenhuma limpeza do povoamento florestal de eucalipto. Este incêndio chegou a ser combatido por mais de três centenas de bombeiros. Obrigou também ao corte da A1 durante cinco horas. O secretário-geral da ONU pede aos estados-membros um financiamento previsível para as missões de manutenção da paz. António Guterres alerta para o aumento da complexidade dos conflitos modernos e para a escassez de recursos das tropas. Como solução, apontou cinco prioridades, que incluem a modernização tecnológica e o reforço das parcerias regionais, defendendo ainda que estas operações de manutenção da paz das Nações Unidas devem servir como apoio a soluções políticas duradouras.
E assim fechamos o Jornal da Meia-Noite, edição da jornalista Laura Figueiredo, que está de saída. Bom fim de semana, Laura. Mas regressa amanhã, não é?
Amanhã volto.
Eu é que estou de fim de semana. Obrigada e até amanhã. Não, até amanhã, não. Até segunda.
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