וואלהסעודיה: הופעלה התרעה מוקדמת בשארוורהESPN DeportesPuebla castigó al Necaxa en el añadido y se llevó la victoriaESPNSources: Bears, Swift agree to $33.75M extensionThe Jerusalem PostNYC Mayor Mamdani shares Rosh Hashanah message with Jewish communityPunchNCAA fines RwandAir N15mColliderKeanu Reeves' Bonkers 79% RT Fantasy Finds Redemption on StreamingLa TerceraLady Gaga se convierte en madre por primera vez junto a su novio Michael PolanskyHet Laatste NieuwsIrak ontslaat commandant na droneaanval op Saoedi-Arabië - Volledige westkust van Jemen in handen van Houthi’sNew Straits TimesShelton powers past Tiafoe to book US Open title clash with ZverevLenta.ruТакер Карлсон назвал способ отказаться от доллараEl ComercioJuntos por el Perú, Obras y Ahora Nación solicitan nuevo pedido de facultades legislativasThe Sydney Morning Herald‘One tough kid’: Boy, 15, found after days clinging to capsized boat in frigid water off Alaska
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, September 12, 2026

Por que a Holanda retirou toneladas de ouro de Nova York

Translate

Nos últimos seis meses, o Banco Nacional Holandês (DNB) retirou cerca de 86 toneladas de ouro das reservas localizadas em Nova York, nos Estados Unidos, e em Ottawa, no Canadá. 

De acordo com o próprio DNB, a mudança se deu por necessidade de mais facilidade para uma eventual venda de parte dessa reserva. O ouro foi enviado ao Banco da Inglaterra, localizado em Londres.

Segundo a nota oficial, a capital britânica possui um mercado mais aquecido na venda de minerais preciosos e abriga um importante centro de negociação de ouro físico. 

“A combinação dos processos de compra e venda com o transporte físico permitiu ao DNB diluir os riscos associados a uma operação de realocação física de ouro tão complexa, garantindo, ao mesmo tempo, eficiência e controle de custos”, alega a diretoria do banco na nota.

Com a nova configuração, Nova York, que tinha 31,3% das reservas de ouro, passou a ser a menor em representação total. Atualmente, os estoques holandeses em minério precioso se dividem desta forma:

  • 32,1% em Londres, na Inglaterra

  • 30,8% em Zeist, na Holanda

  • 18,5% em Nova York, nos EUA

  • 18,5% em Ottawa, no Canadá

Por que isso acontece?

Para além da explicação formal dada pelo DNB, especialistas alertam para um movimento de precaução diante da instabilidade política e econômica nos Estados Unidos e no Canadá.

Em agosto os países trocaram imposições de taxas de importação e a relação econômica deixou de ser amigável, como no passado.

“É importante observar que o ouro não foi repatriado, o percentual que fica depositado no país permanece o mesmo. Na prática, uma parcela significativa do ouro que ficava nos EUA foi transferido pro Reino Unido, o que mostra que de fato existe uma preocupação que é específica com os EUA”, explicou à Esfera Brasil Matheus Pereira, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Para ele, os Estados Unidos deixaram de ser o fiador da ordem que eles mesmos construíram, e passaram a atuar como uma força desestabilizadora, em vez de garantidora, dessa mesma ordem.

Reservas em ouro

A maioria dos países ao redor do mundo tem reservas econômicas baseadas no mineral precioso. Por sofrer pouca desvalorização e ter alta fluidez de mercado, essa passou a ser uma atividade comum.

O Brasil possui, oficialmente, 172 toneladas de ouro guardadas em outros países.

“A prática de armazenar parte do ouro no exterior se relaciona à necessidade de facilitar sua transação em momentos de necessidade. Londres, por exemplo, é um dos principais centros mundiais de negociação de ouro, permitindo que bancos centrais vendam ou emprestem suas barras com rapidez, daí a racionalidade de manter reservas guardadas lá”, falou o professor, que também é pesquisador do Instituto de Estudos sobre os Estados Unidos (INEU).

“Países como a Alemanha, por exemplo, tem acentuado muito o debate sobre a necessidade de repatriação do ouro custodiado nos Estados Unidos. À medida que a imprevisibilidade do governo Trump se mantém, o mais provável é que mais governos façam isso, embora seja mais provável que este movimento se dê de forma calculada e não como uma espécie de corrida bancária”, concluiu ele.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.