Malévola Alves aparece aos prantos após prisão no Egito: 'Fui muito humilhada'; vídeo

Malévola Alves, de 22 anos, apareceu nas redes sociais abalada e chorando muito em um vídeo publicado nesta quinta-feira (22). A influenciadora e sua amiga, Bruna Mercatelli, que são mulheres trans, estão retornando ao Brasil após serem presas por dois dias no Egito por "comportamento obsceno". A gravação foi feita durante uma escala do voo no Marrocos.
"Fui muito humilhada, muito humilhada. Eu não paro de chorar desde que eu cheguei aqui no Marrocos. Vou gravar um vídeo contando tudo", afirmou Malévola. Na legenda do post feito no X, antigo Twitter, foi informado: "Gente, a Ma não tá com celular porque não devolveram pra ela ainda, mas ela pediu pra postar esse vídeo pra tranquilizar vocês. Ela teve a liberdade e estamos voltando para o Brasil".
Procurado pela Quem, o advogado da influenciadora, Jonatha Carvalho Matos, confirmou a veracidade do vídeo e também confirmou que sua cliente está sem o celular. Malévola deve desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ainda hoje, por volta das 22h.
Malévola aparece abalada após prisão no Egito
O que aconteceu?
Na terça-feira (20), Malévola e a amiga, ambas mulheres trans, foram detidas em Alexandria, no Egito, após a divulgação de vídeos gravados em espaços públicos da cidade. O Ministério do Interior do Egito confirmou a detenção e afirmou que as imagens continham gestos e danças considerados de teor sexual pelas autoridades locais. Antes da confirmação oficial da detenção, a influenciadora havia usado os Stories do Instagram para relatar a abordagem policial e pedir ajuda aos seguidores.
Em conversa prévia com a Quem, o advogado negou que a fiança teria ficado em torno de R$ 10 mil reais após a informação circular nas redes sociais. Por outro lado, ele confirmou que contou com a cooperação da Embaixada Brasileira no Cairo, afirmando que a pasta foi responsável por passar informações iniciais do caso. Apesar disso, destacou o trabalho da própria equipe jurídica, que conta com representação de advogados no Egito.
Em nota, o Itamaraty declarou: "O Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil no Cairo, acompanha o caso desde a noite do dia 20/10, quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito. A Embaixada tem prestado assistência consular às nacionais e a seus familiares no Brasil, disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais".
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