Daily MaverickBOOK EXCERPT: A Fatal Love — Reimagining the story of the last woman executed in BritainESPNWhat this year's final four says about the labor battle -- and the game's futureInquirerBARMM leaders firm up coalition to rule regionESPN DeportesArrestados por tiroteo que hirió a jugador de 49ersPunchTinubu campaign: Accord leaders urge Adeleke to clarify loyaltyRTL BoulevardMeer dan 250 mensen klopten aan bij hulppunt voor slachtoffers van sektesCapital FMRaila and the politics of compromise: What changed, what didn’tZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioSözcüUzmanlardan İstanbul için kritik uyarı: Asıl risk şimdi!CumhuriyetArnavutluk'ta öğrenciler ayaklandı: Polisle çatışmalar çıktı, hükümet binaları ateşe verildiNew Straits TimesUS military weighs use of 'mother of all bombs' in potential future strikes on IranSeeking AlphaMusk says U.S. military and Trump control Ukraine’s Starshield access
The Daily Newsstand · Free, Always
Thursday, October 15, 2026

Indústria critica fim da escala 6x1, e Fiesp fala em 'PEC boca de urna'

Translate

Minutos após o Senado aprovar nesta quarta-feira (14) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1, empresários da indústria demonstraram insatisfação com as novas regras e avaliaram a medida como um retrocesso para o Brasil.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) diz que a aprovação é preocupante, pois causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país.

"Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados", disse em nota Ricardo Alban, presidente da CNI.

A confederação já fala em revisar o texto para encontrar uma alternativa ao setor produtivo. A revisão é prometida pelo senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), que nos últimos dias tem dito a aliados e empresários que vai rever pontos da proposta caso seja eleito.

"Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira", afirmou Alban.

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), presidida por Paulo Skaf, disse que mudanças desse tipo exigem um debate profundo e fora do calendário eleitoral, "sem o risco de se tornar uma PEC boca de urna".

Em nota, a entidade afirma que a PEC trará impactos ainda incalculados para o funcionamento de setores essenciais, como saúde, educação, transporte, supermercados e químico.

A Fiesp fala ainda nos impactos sobre a migração ao trabalho informal e em assuntos mais cotidianos, como o aumento no "boleto do condomínio", por exemplo.

"É importante relembrar que nenhum país no mundo engessou a escala de trabalho na sua Constituição. Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade", disse Skaf.

Representante dos industriais de Minas Gerais, a Fiemg também se posicionou contra a PEC e acrescentou preocupações com o aumento dos custos do trabalho e a insegurança jurídica, além dos impactos sobre setores intensivos em mão de obra.

A federação mineira afirma que a redução compulsória da jornada, sem redução proporcional dos salários e sem ganhos correspondentes de produtividade, aumenta o custo da hora trabalhada e compromete a competitividade das empresas.

"Não podemos tomar uma decisão dessa magnitude ignorando seus efeitos sobre emprego, renda e crescimento do país", afirma Flávio Roscoe, presidente da entidade e ex-candidato ao governo de Minas pelo PL.

Folha Mercado

Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

Alinhado ao governo Lula, o Sebrae avalia que o fim da escala 6x1 é uma grande vitória para o povo brasileiro e uma oportunidade para os pequenos negócios.

"Várias atividades devem ser beneficiadas diretamente com o tempo mais livre destas pessoas, que poderão investir mais nas áreas de lazer, turismo, bares e restaurantes, por exemplo. Na medida em que você estabelece ao ser humano uma condição menos agressiva naquilo que é a exigência do processo produtivo com a sua jornada de trabalho, naturalmente você vai trazer um ambiente muito mais humanizado", disse o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Já a CUT (Central Única dos Trabalhadores) afirma que a redução da jornada de trabalho sem redução de salários é essencial contra a exploração e a precarização do trabalho.

"Garantir o fim da escala 6x1 é garantir dignidade, saúde, convivência familiar, tempo livre, cultura e lazer para a classe trabalhadora. É reconhecer e reparar problemas estruturais acumulados pela ganância capitalista, permitindo que a inovação e os avanços tecnológicos sirvam ao bem-estar social, e não apenas à acumulação privada."

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.