BABYMONSTER abre o coração sobre amadurecimento e sonho de cantar no Brasil

Crescer ao lado umas das outras, descobrir a própria voz e aprender a reconhecer conquistas que nem sempre aparecem nos números. Para o BABYMONSTER, a nova fase da carreira também é feita dessas experiências. Em entrevista exclusiva à Quem, as integrantes falam sobre o amadurecimento que acompanha ‘DESERVE’, balada pop que dá espaço à delicadeza dos vocais, e sobre os vínculos que as ajudam a encontrar segurança em meio às mudanças.
“Acho que queremos mostrar nossa trajetória de crescimento. Quando estreamos, fomos apresentadas como um grupo que era ‘bebê’ no nome, mas tinha um talento de ‘monstro’. Agora, com a maioria das integrantes entrando na casa dos 20 anos, queremos mostrar aos fãs como estamos nos tornando adultas aos poucos, tanto como pessoas quanto como artistas”, afirma RUKA.
Com sintetizadores e uma atmosfera retrô, ‘DESERVE’ fala sobre guardar as memórias de alguém que se amou e desejar que essa pessoa esteja feliz. Quatro meses depois de ‘SUGAR HONEY ICE TEA’, lançado em junho, o grupo apresenta uma interpretação mais contida, na qual pequenas nuances da voz ajudam a contar a história. O videoclipe acompanha esse sentimento com uma narrativa de estética cinematográfica e tom melancólico.
Para AHYEON, dar vida a essas emoções exigiu um cuidado especial: “Um dos nossos maiores desafios foi aprender a expressar emoções de uma maneira mais delicada e cheia de nuances. Durante os ensaios, pensamos muito em como encontrar nossa própria maneira de transmitir as emoções da música e fazer com que elas soassem verdadeiras.”
RORA encontra na canção um retrato do esforço que o público nem sempre vê. Ao imaginar a reação de sua versão mais jovem, ainda na época de trainee, ela pensa em tudo o que precisou aprender até chegar à interpretação que consegue entregar hoje.
“Esta música realmente nos permite mostrar nossas habilidades vocais, então acho que minha versão mais jovem ficaria mais surpresa ao ouvir como cantamos hoje. Isso tem um significado especial porque a música reflete todo o tempo e esforço que dedicamos a aprimorar nossos vocais nos bastidores, mesmo quando esse empenho nem sempre era visível para outras pessoas.”
A vontade de experimentar também vem acompanhada da preocupação em preservar aquilo que as une. Para RORA, a identidade do BABYMONSTER permanece nos objetivos compartilhados pelas integrantes, mesmo quando a sonoridade muda.
“Acho que, mesmo quando experimentamos estilos diferentes, nossos objetivos e a direção que seguimos continuam os mesmos. Essa constância é o que nos torna BABYMONSTER. É uma parte da nossa identidade que nos permite explorar coisas novas e, ao mesmo tempo, continuar fiéis a quem somos!”
Esse crescimento também chega aos palcos. O grupo realiza sua segunda turnê mundial, a “2026–2027 BABYMONSTER WORLD TOUR [춤 (CHOOM)]”, iniciada em junho, em Seul, na Coreia do Sul. A agenda inclui apresentações na Ásia e na Oceania, com expansão prevista para América do Norte, América do Sul e Europa.
ASA percebe uma diferença na maneira como as integrantes vivem os shows: há mais espaço para aproveitar o encontro com o público. O frio na barriga, porém, continua presente: “Em comparação com a primeira turnê, acho que todas estamos mais à vontade no palco, o que nos permite aproveitar ainda mais os shows. Mas ainda fico nervosa e sinto aquele frio na barriga antes de subir ao palco, porque sempre quero entregar uma apresentação perfeita para os nossos fãs. Esse sentimento não mudou desde a primeira turnê!”
Nos bastidores, a confiança também é construída na convivência. Vindas de países e realidades diferentes, as integrantes passaram parte da juventude treinando juntas. Para CHIQUITA, ter as integrantes por perto significa contar com pessoas capazes de reconhecer seu potencial até nos momentos em que ela própria ainda não o percebe.
“Às vezes, as integrantes enxergam qualidades em mim que eu ainda não reconheci. O incentivo delas me ajuda a acreditar mais em mim mesma e a descobrir novos lados de quem sou. Conviver com elas me ensinou que, às vezes, as pessoas que mais conhecem você conseguem enxergar seu potencial antes de você mesma.”
Essa troca alimenta o desejo de construir músicas cada vez mais pessoais. PHARITA quer experimentar o rap e escrever letras, mas seu plano também envolve as companheiras.
“Pessoalmente, adoraria experimentar o rap ou escrever letras para nossas próximas músicas. Seria muito especial ter uma música com a contribuição de todas nós, porque acho que isso a tornaria ainda mais pessoal e significativa para nós como grupo.”
Para RUKA, o valor dessas relações ficou mais claro com o tempo. Se antes o sucesso estava associado principalmente aos objetivos que desejava alcançar, hoje ela também o reconhece nas pessoas que acompanham o caminho.
“Com o tempo, acho que minha definição de sucesso deixou de se concentrar no resultado final e passou a estar na própria trajetória. Antes, meu foco estava principalmente em alcançar nossos objetivos, mas hoje as relações que construímos entre nós, como integrantes, e com nossos fãs, que sempre estiveram ao nosso lado, significam muito mais para mim.”
A artista diz encontrar realização quando o grupo consegue transmitir aquilo em que acredita. “Em vez de medir nosso sucesso em comparação com o dos outros, sinto uma verdadeira realização e a segurança de que estamos no caminho certo quando conseguimos expressar as mensagens que queremos compartilhar por meio da identidade única do BABYMONSTER.”
ASA espera olhar para esse período com orgulho da coragem de tentar, mesmo quando algo não sair como o esperado. “Mesmo que seja algo pequeno ou que não saia como planejado, acredito que ter coragem de tentar, aprender com nossos erros e seguir em frente é o que torna este momento tão significativo. Espero que possamos olhar para trás e sentir que aproveitamos ao máximo cada oportunidade de nos desafiar e crescer.”
Entre as experiências que ainda desejam viver está o encontro com os fãs brasileiros. A presença do Cristo Redentor em um teaser da turnê alimentou a expectativa por uma passagem pelo país, embora a referência ainda não represente a confirmação de um show no Brasil.
Enquanto esse momento não chega, as integrantes afirmam que o carinho dos MONSTIEZ brasileiros já faz parte de sua história.
“MONSTIEZ do Brasil! Muito obrigada por sempre nos apoiarem de longe. Embora ainda não tenhamos tido a oportunidade de nos conhecer pessoalmente, conseguimos sentir todo o amor que vocês nos enviam do Brasil. Estamos ansiosas pelo dia em que finalmente poderemos encontrar vocês e nos apresentar aí. Esperamos ver vocês o quanto antes! Te amo!”
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