13h. Base das Lajes. 17 aviões dos EUA estacionados
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começamos este jornal da Uma, Miguel, com o ministro da Administração Interna. Garante que não há abraço de ferro com os manifestantes que lutam pelo direito à habitação.
Luís Neves nega estar contra os protestos e reconhece que são uma parte essencial da democracia.
Não há abraço de ferro nenhum. Eu já disse e vou voltar a repetir e dir-lo-ei sempre, porque é aquilo que penso há muito tempo: 52 anos de democracia dá-nos a possibilidade dos cidadãos se manifestarem de uma forma livre, aberta, e isso é saudável para a democracia.
Declarações do ministro da Administração Interna, recolhidas pela CNN. Luís Neves diz que o tema da habitação é legítimo e acredita que os protestos de hoje vão ser ordeiros e pacíficos.
É um tema absolutamente legítimo, humano, é constitucionalmente protegido. Estamos a falar de direitos humanos. Vemos estas manifestações com toda a tranquilidade. Os promotores das manifestações estão em articulação com a Polícia de Segurança Pública e, por isso, o que nós estamos a crer que irá suceder e vai ocorrer é as manifestações, como regularmente acontecem no nosso país, que são manifestações ordeiras, pacíficas, em que as pessoas manifestam efetivamente aquilo que é a sua intenção.
Luís Neves, no dia em que estão marcadas várias manifestações pelo país. Em Lisboa, começa às 15h, no Marquês de Pombal, no Porto, às 16h, na Praça da Batalha, e estendem-se também a outras cidades como Aveiro, Braga, Coimbra e Faro.
A ex-vereadora da Habitação na Câmara de Lisboa, Filipa Roseta, diz que para haver uma boa lei de arrendamento, é preciso haver consenso entre todos os partidos.
A arquiteta e ex-vereadora foi convidada do Explicador desta manhã da Rádio Observador e diz que a resolução dos problemas na habitação passa por existir um consenso entre os partidos para que o mercado não perca a confiança.
O mercado só vai ter confiança quando sentir isto. Enquanto sentir que está tudo muito dividido, não vai ter confiança. Agora, também é preciso, obviamente, ver que não é a lei do arrendamento que vai produzir aqui qualquer espécie de milagre. Nós temos que realmente ter mais casas no mercado de habitação acessível. A lei do arrendamento, o que tem que ser, e a grande responsabilidade de todos os partidos, é conseguir um consenso multipartidário. Isto tem que ficar bem claro. É a única coisa que vai dar confiança ao mercado. O mercado não confia quando uma lei está de X em X anos a mudar.
A antiga vereadora social-democrata sublinha que o agravamento do mercado nada tem a ver com as medidas de apoio à compra de casa pelos jovens. Diz também Filipa Roseta que o Estado está a acabar um levantamento de 81 mil imóveis públicos e quando esse processo terminar, defende a intervenção das autarquias.
O Estado está a acabar este grande levantamento dos 81 mil imóveis públicos, que está espalhado por todo o país. A minha sugestão é que os entregue rapidamente às câmaras e que sejam elas a executar estes programas, porque dificilmente o Estado terá capacidade para conseguir agir com a velocidade necessária.
Filipa Roseta a defender maior ação do poder local. A arquiteta e ex-vereadora na Câmara de Lisboa diz ainda que é preciso mais oferta acessível na habitação, com a cedência de terrenos públicos para a construção.
A líder da Iniciativa Liberal diz que está mais preocupada com a inação do que com o silêncio do primeiro-ministro.
Mariana Leitão mostra-se preocupada com a falta de medidas do governo perante a crise da habitação, que afeta milhares de pessoas, e pede mais propostas e soluções.
Em relação ao silêncio do senhor primeiro-ministro, preocupa-me bastante mais a sua inação do que propriamente o silêncio. Eu quero que o governo, perante a situação grave que se está a viver, perante um problema que afeta milhares de pessoas, desde os mais jovens aos mais velhos, mas com particular enfoque nos jovens agora, por uma razão, porque os jovens, neste momento, aquilo que todos nós sentimos é que os jovens, neste momento, arriscam-se a viver pior que os seus pais. E enquanto o problema da habitação não for resolvido, isso será quase uma inevitabilidade. E, portanto, preocupa-me é que o governo não esteja a conseguir pôr em prática propostas, medidas, soluções para a tal necessidade premente que nós temos, que é de construir muito mais.
Mariana Leitão aos jornalistas, à margem da quinta Conferência Leiria + Liberal. A líder da IL defende que é preciso construir mais através da utilização de imóveis devolutos do Estado. Diz que esse levantamento já existe, mas questiona onde está a lista e quando é que podem ser postos à disposição das pessoas.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, defende um bloco central para combater o crescimento do Chega.
Ferro Rodrigues diz que só com acordo entre PS e PSD é que pode travar o crescimento da extrema-direita. Em entrevista à Sic Notícias, o antigo presidente da Assembleia da República diz que já defendeu no passado um bloco central e que essa pode voltar a ser a solução para impedir o Chega de atingir o poder.
Julgo que a única forma da democracia se bater contra a extrema-direita é que exatamente possa haver um compromisso, não sei em que termos, entre o PS e o PSD, para que haja uma governação estável com mudanças que sejam importantes do ponto de vista estrutural, mas que não sejam feitas à custa de apenas uma parte da população.
Mas está a falar do Bloco Central?
Sim.
Eduardo Ferro Rodrigues à Sic, o antigo presidente do Parlamento, que defende ainda António Costa no que toca à crise da habitação, ao considerar que o ex-primeiro-ministro reagiu a tempo face a um problema que foi crescendo em toda a Europa.
No futebol, o treinador do Bayern de Munique vai ficar internado mais uns dias.
Vincent Kompany foi internado ontem depois de ter desmaiado enquanto assistia a um treino. O estado de saúde do técnico do Bayern de Munique é estável, mas o diretor desportivo marcou hoje presença na conferência de imprensa, diante visão ao jogo frente ao Friburgo, onde revelou que o treinador falou ontem à noite com a família, mas vai continuar internado mais alguns dias e que só regressará quando o problema de saúde estiver totalmente resolvido, o que pode durar algumas semanas. O técnico de 40 anos estava a passar por uma infecção viral e chegou a falhar um treino, tendo desmaiado ontem e sido transportado para o hospital. O Bayern de Munique diz também que nunca ponderou adiar o jogo frente ao Friburgo, marcado para amanhã.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
Regressamos ainda às manifestações desta tarde. A PSP diz que está atenta a apelos nas redes sociais para atacar os manifestantes pela habitação. A PSP diz, em resposta à Observador, que está atenta a contramanifestações que estão a ser promovidas nas redes sociais e diz que o direito à manifestação não pode ser confundido com a prática de atos ilícitos. A base de dados do recenseamento nacional de bombeiros portugueses foi alvo de um ciberataque. Os piratas informáticos que levaram a cabo este ataque acederam a uma base de dados com 60 mil registos de dados de bombeiros portugueses. A Proteção Civil já enviou alerta aos comandos regionais e também aos responsáveis dos Açores e da Madeira. Estes piratas informáticos tiveram acesso a nomes completos, números de cartão de cidadão, identificação fiscal, contactos e até de moradas. A Proteção Civil pede para que os bombeiros estejam atentos a contactos através de números indevidos durante as próximas horas.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.