Trump anuncia acordo de segurança 'permanente' sobre Groenlândia
Durante o fórum econômico de Davos, em janeiro, Trump fechou um suposto acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, cujos termos permanecem vagos.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, saudou "a perspectiva de um bom acordo para a Groenlândia, o reino da Dinamarca e os Estados Unidos". Segundo ela, isso seria "bom para a Otan e a Europa". Já o chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, ressaltou que o pacto "fortalece" a segurança no território.
- Tensão -
Trump não deu detalhes sobre o acordo, e não se sabe se ele tem relação com o que foi negociado com Rutte. Segundo vários veículos, os Estados Unidos querem abrir três novas bases militares no sul da Groenlândia, além da base de Pituffik, que possuem no norte do território.
Um acordo de defesa de 1951, atualizado em 2004, já permite a Washington aumentar o envio de tropas e as instalações militares na ilha, desde que informe previamente a Dinamarca e a Groenlândia.
No auge da crise, Trump não descartou o uso da força para tomar o território, que tem uma população de 57.000 habitantes, o que preocupou a União Europeia e a Otan. Desde então, a tensão diminuiu, e, em uma aparente tentativa de apaziguar Trump, a Otan lançou uma nova missão para reforçar a segurança no Ártico.
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