A Argentina deixou de ser modelo para a campanha de Flávio Bolsonaro?

Lula perguntou a Flávio Bolsonaro se ee sabia de quanto era a pobreza na Argentina. O candidato do PL não respondeu.
Os dados oficiais argentinos indicam que Milei recebeu um país com uma altíssima taxa de pobreza, que atingiu 52,9% no primeiro semestre de 2024, depois de a taxa de inflação ter chegado a 25% em dezembro de 2023. Foi a herança do governo kirchnerista.
No segundo semestre de 2024, a taxa de pobreza caiu para 38,1%. No primeiro semestre de 2025, a taxa recuou para 31,6% e, no segundo semestre do mesmo ano, continuou caindo e fechou o ano passado em 28,2%. Mas essa evolução positiva se interrompeu: no primeiro semestre deste ano, a pobreza alcançou 32,3%.
A Argentina de Milei, coincidem economistas locais, aplicou um ajuste fiscal brutal, cortando recursos para saúde, educação e aposentadorias, enxugando o Estado como nunca antes se viu no país. A economia não decolou, e o país não recebeu a enxurrada de investimentos que esperavam os eleitores do presidente argentino. Milei abriu a economia, estima-se que mais de 30 mil empresas já fecharam suas portas, e o desemprego está em alta —chegou a 7,9% no primeiro trimestre de 2026.
As classes média e média baixa vivem asfixiadas, e o número de inadimplentes superou os seis milhões de argentinos, um recorde nacional. Os cortes na educação levaram os estudantes às ruas e, na semana passada, a marcha das universidades públicas foi reprimida pelo governo, trazendo de volta cenas de confrontos entre manifestantes e policiais nas ruas de Buenos Aires.
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