8h. ASPP-PSP inicia hoje protestos no Porto
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Oito e dois. As notícias com o jornalista Luís Soares. A Sociedade Portuguesa de Autores está a ser acusada de não pagar a realizadores e a guionistas. Além da falta de pagamentos, os profissionais da cultura alegam condições ilegais e falam em monopolização da gestão de direitos.
Há pagamentos em atraso há vários anos por filmes, séries e telenovelas. O relato é feito ao Observador por vários profissionais da cultura. Queixam-se também de falta de transparência e da forma como são feitas as contas, dos valores que correspondem a cada obra ou emissão. O jornalista do Observador, António Moura dos Santos, que ouviu estas denúncias, explica como funcionam os contratos neste meio e o que está a levar às queixas dos trabalhadores.
Os autores acreditam que esses valores que têm a receber por parte da SPA, que faz a recolha, a SPA está a impor uma série de condições, que eles acreditam serem injustas, para terem esse acesso a essas obras, para poderem receber.
Por exemplo, de que é que eles se queixam?
Eles queixam-se de que a SPA, para fazer a gestão dos seus direitos, obriga-os a passar, ou seja, quando eles fazem um contrato com uma produtora, o contrato tem que passar pelo departamento legal da SPA e é cobrado 15% do valor que foi negociado entre o autor e a produtora.
Tipo um agente.
Exatamente. No artigo, inclusive, há mais do que uma queixa de que a SPA supostamente está a atuar como um agente sem trazer as mais-valias que um agente traz a um autor.
O jornalista do Observador, António Moura dos Santos, na história do dia de hoje, confrontada com estas acusações, a Sociedade Portuguesa de Autores nega qualquer condicionamento. Ainda assim, a cooperativa admite que não tem cumprido o regulamento na distribuição dos direitos do audiovisual. O caso já chegou aos tribunais e uma fonte judicial ouvida pelo Observador admite que algumas das práticas denunciadas podem estar em conflito com a lei.
Este é um artigo que faz manchete no Observador. É da autoria do jornalista António Moura dos Santos. Está em destaque também na história do dia. As negociações para o orçamento do Estado do próximo ano começam hoje. O governo reúne-se esta tarde com os grupos parlamentares do Chega e do PS.
O Chega é o primeiro partido a ser recebido pelos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares, às 17h. Depois, é a vez do PS, numa reunião marcada para às 18h. São os dois partidos que podem assegurar a aprovação na generalidade, se um deles votar a favor ou optar pela abstenção. Na antecipação destas negociações, o governo fala num momento importante para garantir estabilidade política e fazer com que Portugal continue a crescer economicamente. As reuniões continuam amanhã com os restantes partidos com assento parlamentar, terminam na quarta-feira. Também o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, tem agendada para amanhã uma reunião, neste caso, com o primeiro-ministro, igualmente sobre o orçamento de Estado para o próximo ano.
Luís, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia faz hoje no Porto a primeira de várias manifestações. O objetivo é exigir melhores condições de trabalho, mas também envolver a população que se queixa de falta de segurança.
Um protesto que vai contar também com a participação da Associação de Profissionais da Guarda, da GNR. É a primeira de uma série de manifestações previstas para várias cidades. Apesar do ministro da Administração Interna estar em negociações com as forças de segurança, o presidente da ASP, Paulo Santos, explica que o objetivo, além de reivindicar melhores condições, é também envolver a população e autarcas que se queixam da falta de segurança nas ruas.
O nosso propósito é não só colocar cá para fora aquilo que são as reivindicações e as matérias que consideramos que não estão a ser bem tratadas por parte do governo, mas também envolver os autarcas, as populações, os comerciantes, que tanto se queixam de falta de policiamento de proximidade e de efetivos policiais, e convidá-los também a juntarem-se a esta luta, porque esta luta já não é uma questão só socioprofissional, mas também uma questão de segurança pública e de necessidade de reforço de efetivos e de investimento para a instituição.
Paulo Santos, presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia, ouvido pela Agência Luz, na antecipação da manifestação de hoje no Porto. É um protesto que começa às 17h30, em frente ao Comando Metropolitano do Porto da PSP, termina em frente à Câmara Municipal.
A Seleção Nacional venceu a Noruega por 2 x 1, na Liga das Nações. Portugal soma assim duas vitórias em dois jogos com Jorge Jesus e é líder isolado do grupo quatro com seis pontos.
Jesus promoveu quatro alterações no 11 inicial, com destaque para a saída de Cristiano Ronaldo, que ficou no banco. João Félix abriu o marcador aos 17 minutos, Haaland fez o empate aos 51, mas Gonçalo Ramos fez o gol da vitória pouco depois. O selecionador Jorge Jesus afirma que a seleção ainda não está no melhor nível, mas sublinha a evolução da equipa face ao último jogo.
Voltámos a ser muito bem organizados defensivamente e fomos mais criativos ofensivamente, que era aquilo que eu queria também com a entrada de alguns jogadores mais criativos no princípio do jogo, fez com que a equipa fosse mais criativa ofensivamente, como eu disse. Fomos uma equipa sempre muito serena dentro do campo, mas podemos, volto a acrescentar, fazer melhor.
Análise do selecionador nacional Jorge Jesus, que somou a segunda vitória em dois jogos. O próximo jogo da seleção portuguesa nesta Liga das Nações é na quinta-feira, frente à Dinamarca.
Um jogo que vai ter relato, claro, e comentários em direto aqui na Rádio Observador. São agora 08h07, Luís Soares. Daqui a pouco temos nova edição do Momentos de Glória. Primeiro que outras notícias estão em destaque.
Flávio Bolsonaro desafia Lula da Silva para o debate televisivo que vai realizar-se na próxima quinta-feira, antes das eleições presidenciais no Brasil. O principal candidato da oposição ao presidente brasileiro já confirmou a presença no debate organizado pela TV Globo, mas Lula da Silva ainda não o fez. Daí o desafio de Flávio Bolsonaro. Nesta altura, as sondagens apontam para um empate técnico entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com ligeira vantagem para o atual presidente do Brasil. Pelo menos duas pessoas morreram e oito ficaram feridas numa nova vaga de ataques russos. Kiev, Odessa, Sumy e Kharkiv foram as regiões atingidas. A Rússia afirma que atacou centros logísticos, instalações portuárias e de transporte, depósitos de drones e também estruturas militares.
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