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Enquanto dormia… |
… centenas de jovens no Porto entravam no 10º. dia de protestos contra o preço das casas, passando a noite na Praça D. João I, enquanto em Lisboa, no Rossio, os manifestantes faziam o mesmo. Isto apesar de, nos dois locais, a PSP ter dado ordens para saírem e avisar que se não o fizessem incorriam num crime de desobediências. No Porto, os jovens, que decidiram continuar acampados até 31 de dezembro, convidaram Pedro Duarte a ir falar com eles.Em Lisboa, a polícia frisou que “não houve repressão” e “nem há vontade disso”. |
Num outro cenário, em França, continuaram os tumultos, com pilhagens de lojas e confrontos com a polícia, o que levou Macron a falar ao país. “Nada o desculpa, nada o desculpa”, repetiu o Presidente francês avisando que os causadores desta “destruição” vão ter “de pagar”. Hoje, o chefe de Estado fez saber que recusou o pedido de demissão do ministro da Administração Interna, depois de as ruas de Paris e outras cidades estarem a ser, há vários dias, palco de protestos violentos contra o custo de vida, os cortes nos serviços públicos e as más condições nas escolas. Trump não perdeu a oportunidade para dizer que a França está a arder e a culpa é dos imigrantes. |
A onda de manifestações estendeu-se também a Milão — depois de Bolonha e Turim —, que viveu o seu segundo dia de saque a lojas, com a polícia italiana a tentar dispersar as pessoas, que protestam também contra o custo de vida e os baixos salários, com gás lacrimogéneo e canhões de água. |
José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva começam hoje a ser julgados por branqueamento de capitais, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês. O antigo primeiro-ministro socialista já veio dizer que se trata de um “absurdo” argumentando que já está a ser julgado por esses factos noutro tribunal. Nas últimas semanas, o julgamento da Operação Marquês tem sido marcado pelo processo TGV, em que o depoimento de várias testemunhas está a dificultar a tarefa do Ministério Público. Pois não só ex-governantes como administradores da RAVE desmentiram quaisquer orientações políticas, bem como o acesso privilegiado a informação e a intervenção de Sócrates no dossier. |
Do outro lado do Atlântico, um amigo de Sócrates teve o primeiro debate, muito aceso, com o seu opositor na corrida às presidenciais brasileiras. Lula da Silva disse só querer “distância de um miliciano”, enquanto Flávio Bolsonaro, o filho do polémico ex-Presidente atirou que “vai aposentar” o atual Presidente e candidato do PT. Este é o tema do Contra-Corrente de hoje. |
Se gostou de ouvir a “Caça ao Estripador de Lisboa”, tem agora uma oportunidade para uma experiência nova: um espectáculo imersivo criado a partir do Podcast Plus do Observador com o mesmo nome. O guião original da jornalista Tânia Pereirinha foi adaptado para uma peça de teatro e vai permitir-lhe mergulhar na investigação ao assassino em série que aterrorizou Lisboa nos anos 90. Coproduzido pelo Observador e pela agência Kilt, esta é uma criação do ator e encenador Simão Biernat e estreia-se a 28 de outubro. Estará em cena todas as quintas, sextas e sábados até ao final do ano. Pode comprar o seu bilhete aqui. |
Nesta newsletter encontra as notícias de que precisa para começar esta segunda-feira bem informado. E já sabe que, ao longo do dia, continuamos a acompanhar o que se passa em Portugal e no mundo no jornal, na rádio e nos nossos canais no WhatsApp, no Instagram e no Facebook. Para uma pausa, tem desafios novos no Sudoku, no AbraPalavra e, claro, no SudoCrime.
Até já e um bom dia! |
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Sentir alívio, rir ou voltar a namorar: tudo cabe no luto. Sofrer muito e achar que não vai passar, também. Um episódio para quem já perdeu alguém e para quem não sabe o que dizer a quem perdeu.
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Saúde
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A geração de 80/90 é possivelmente a última geração que teve de esperar pela maior das coisas e consequentemente lidar com a expetativa e frustração. Será que hoje já ninguém sabe esperar?
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Os activistas podem ocupar e incendiar que não há risco de os acusarem de violar a lei ou serem violentos – se houver uma flor no cabelo é essa flor que se vai ver, não o lenço que lhes esconde a cara
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Não há bebés, não há coesão social e não há crescimento económico. Nestes protestos está, assim, em jogo também o futuro da democracia liberal. E não se revela risonho.
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O que é uma renda, quantas espécies há, e quais delas uma máquina que sabe as regras vai pôr em causa. Mais do que parece; menos do que devia.
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As manifestações são apenas um sinal. Podemos debater a atuação da polícia alguns dias mas a crise ficará connosco por muitos anos. É sobre ela que o país deveria estar a estudar, discutir e resolver.
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O brincar e o tempo de brincar são indispensáveis como factores que definem a qualidade de uma escola, sendo um e outro, no receio e na sala de aula, factores indispensáveis de aprendizagem.
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