Carros eléctricos já são os mais vendidos

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Começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda das manhãs da T360. Paulo, houve erros no pagamento de pensões da Caixa Geral de Aposentações.
É, foi ontem divulgado. A Caixa Geral de Aposentações cometeu um erro de cálculo das reformas que foram atribuídas entre maio e agosto deste ano. Houve uma falha no sistema que afetou cerca de 3 mil pensionistas em todo o país. Estamos aqui a falar de pensionistas da função pública, uma vez que é a Caixa Geral de Aposentações. A Ministra do Trabalho já confirmou esse problema, essa situação. Trata-se, de facto, de um lapso informático que atribuiu valores acima do que a lei prevê a estes cerca de 3 mil pensionistas. Em média, os reformados afetados receberam mais 93 € por mês, entre maio, junho, julho e agosto, em quatro meses.
E agora têm de devolver ou descontam?
Vão devolver ou vai ser descontado. Vai também ser tida em conta a condição de cada um. Vai ser visto com cada um. Podem não ter agora este dinheiro todo de uma vez, que receberam em quatro meses. Vai ser corrigido, obviamente, o valor para o patamar legal e isso vai ser agora visto com eles. Obviamente que está a provocar uma reação política, é evidente, com os partidos da oposição a exigirem uma audição urgente com a Ministra e com o presidente da Caixa Geral de Aposentações no Parlamento. Mas há aqui a garantia da CGA que o erro está identificado e que todos os reformados vão passar a receber agora o valor exato que a lei determina. É um daqueles erros mais incomuns, que é receber a mais.
Normalmente é o contrário.
As pessoas não reparam muitas vezes.
E já usaram o dinheiro, provavelmente. Agora é difícil recolher.
Exatamente. São reformas começadas a atribuir nestes meses. É a primeira vez que as pessoas estão a receber a reforma, não têm um valor ainda definido, de referência, que lhes permita perceber se estão a receber de mais ou não, mas tudo agora há de acabar em banho com a devolução do dinheiro, visto com cada um deles, se podem devolver tudo de uma vez ou se vão descontando ao longo de alguns meses agora.
Paulo, entretanto, não sei se era uma questão de tempo, mas os carros elétricos já são os mais vendidos em Portugal.
Sim, dá a ideia que era tempo, porque são tempo. Há uma fase desta tecnologia, uma fase inicial, para perceber se é a tecnologia vencedora, porque muitas vezes há várias tecnologias concorrentes. Quando se trata de substituir uma antiga, claramente a elétrica está a ser a tecnologia a afirmar-se como a vencedora, aquela que vai, durante algum tempo, pelo menos, fazer andar os nossos automóveis e de facto, os carros 100% elétricos alcançaram o primeiro lugar de vendas em Portugal. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Ultrapassaram os modelos híbridos, aqueles que têm um motor tradicional, se quisermos, a combustão, e também um motor elétrico. E isto aconteceu no mês de setembro, esta liderança do mercado dos elétricos. Neste mês de setembro, quase metade dos carros novos vendidos eram elétricos e o crescimento das vendas acelerou de forma expressiva em todo o país. Não será alheio a isto, obviamente, os meses passados de subida do preço dos combustíveis. Também é um clássico, quando há uma mexida de preços num bem qualquer que é importante, isso acaba por ser um fator que empurra as pessoas, sempre que há alternativas, obviamente, para bens que o podem substituir, neste caso, automóveis. Em sentido inverso, os motores a gasóleo continuam em forte queda. Atualmente, o diesel representa menos de 3% das escolhas dos condutores quando compram carro. Já foi dominante o gasóleo.
Exatamente, era o mais barato.
Era o mais barato e havia muito a ideia de que os motores duravam mais, a manutenção era mais barata do que a gasolina. E com estes novos dados, Portugal já conta com cerca de 300 mil carros elétricos em circulação. O segmento ligeiro de passageiros é o principal responsável, obviamente, por este número. Também é o segmento que mais vende, carros de passageiros ligeiros. Há incentivos fiscais para frotas, para empresas e para empresários em nome individual, o que ajuda também na opção, e é muito vantajoso, de facto, o IVA e imposto de automóvel. Portanto, isto faz parte da transição energética do país, na parte mais importante em relação aos combustíveis, que é a mobilidade. Mas agora há aqui uma parte do caminho também que é preciso fazer, que é reforçar a rede de carregadores e de carregamento, porque as filas nas autoestradas, eu sou utilizador e bem sei que nas horas de ponta das autoestradas é difícil. É um clássico na A2 para o Algarve, de Lisboa para o Algarve, no verão, nos fins de semana e dias mais concorridos de férias. Na A1, que é a outra mais concorrida, sobretudo às horas de ponta também, sextas-feiras, segundas-feiras, quando há mais circulação de pessoas, as estações de serviço, os postos de carregamento, muitas vezes têm fila de espera. É preciso alguns truques para sair da autoestrada ou então gerir de outra forma a bateria, mas é preciso reforçar a rede, claramente.
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