Ibovespa retoma alta após correção com Petrobras; dólar ronda R$ 5 após rali eleitoral
Depois do forte rali e das duas correções seguidas, o Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira, 8 de outubro, sustentado pelas ações da Petrobras e de outras empresas ligadas ao petróleo, com a alta da commodity no exterior. O cenário eleitoral e dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos também movem os ativos. Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice da B3 avançava 0,86%, aos 206.056,75 pontos, enquanto o dólar comercial ronda a estabilidade com ligeira alta de 0,09%, cotado a R$ 5,016.
A Petrobras sobe 2,25% (PETR3) e 1,80% (PETR4), enquanto a Prio (PRIO3) ganha 2,72% e a Brava Energia (BRAV3), 1,56%. Na outra ponta, Vale (VALE3) recua 1,09% e limita o desempenho do índice.
Os bancos também operam no campo negativo, com Bradesco em queda de 1,24% (BBDC3) e 1,14% (BBDC4), Itaú (ITUB4) recuando 0,71% e Banco do Brasil (BBAS3) caindo 0,45%.
Entre os maiores ganhos do índice aparecem Assaí (ASAI3), com alta de 3,73%, Vamos (VAMO3), 3,63%, e Azzas 2154 (AZZA3), 1,92%. Já Vibra Energia (VBBR3) cai 2,10%, Vivara (VIVA3) perde 1,89%, Tim (TIMS3) recua 1,83% e Ultrapar (UGPA3) cede 1,81%.
Pesquisas para o 2º turno entram no radar
Levantamento do Poder/Aya mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos no segundo turno, contra 47% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pesquisa ouviu 3.000 eleitores em 705 cidades entre os dias 5 e 7 de outubro. O Datafolha também divulga uma nova rodada sobre a disputa presidencial hoje.
Para o head de análise da GTF Capital, Artur Horta, o comportamento dos ativos brasileiros ainda reflete o otimismo observado desde o resultado do primeiro turno. "Hoje a abertura do Ibovespa reflete a continuidade do rally, continuidade do otimismo com a possível eleição do Flávio Bolsonaro."
"Apesar da bolsa estar bem perto do zero a zero, a gente vê aqui que os juros futuros estão em queda, mesmo com o dólar subindo no exterior. E as quedas aqui estão concentradas em ações que hoje subiram muito ou ações dolarizadas; ao passo que, entre as principais altas do Ibovespa, a gente vê as ações cíclicas domésticas performando muito bem", detalha.
O analista acrescenta que o movimento também estaria sendo sustentado pela entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro. Nos Estados Unidos, o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego caiu para 197 mil na semana encerrada em 3 de outubro, ante expectativa de 200 mil.
O dado indica que as demissões seguem em nível baixo, apesar da forte desaceleração da criação de vagas registrada em setembro, ao passo que os pedidos continuados, que funcionam como uma medida da dificuldade para conseguir um novo emprego, subiram em 17 mil, para 1,716 milhão.
Wall Street cai com petróleo e Treasuries em alta
As bolsas americanas operam em queda, pressionadas pela alta dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O Dow Jones recua 0,25%, enquanto o S&P 500 cai 0,34% e o Nasdaq perde 0,50%. O Nasdaq 100 cede 0,58%.
O rendimento do Treasury de dez anos sobe para 5,331%, próximo dos maiores níveis desde 2002, enquanto o papel de 30 anos opera a 5,702%.
A alta dos juros ocorre depois de declarações do diretor do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Christopher Waller, de que novas elevações podem ser necessárias para conter a inflação.
Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio
O Brent sobe 3,66%, a US$ 104,86 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avança 3,98%, a US$ 91,79, em meio a novas preocupações com a oferta no Oriente Médio e relatos de que os EUA avaliam possíveis operações militares de maior escala contra o Irã nas próximas semanas.
Europa: principais índices operam em queda
As principais bolsas europeias operam majoritariamente em queda. O Stoxx 600 recua 0,40%, o DAX, de Frankfurt, cai 0,62% e o CAC 40, de Paris, perde 0,19%. Em Milão, o FTSE MIB recua 0,65%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, registra leve alta de 0,10%.
Ásia fecham em queda; Nikkei recua 1,4%
Os mercados asiáticos encerraram o pregão no campo negativo. No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,42%, enquanto o Topix recuou 1,51%. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 2,62% e o Kosdaq caiu 0,69%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 0,77%. Em Hong Kong, o Hang Seng caía 1,43% na reta final da sessão, enquanto o CSI 300, da China continental, fechou em baixa de 1,09%.
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