Com 32,2% de mulheres na liderança, Brasil ultrapassa potências europeias; revela estudo
O Brasil ultrapassou potências consolidadas do mercado internacional na corrida das mulheres por cargos de liderança.
Segundo o estudo inédito "The State of Women in Leadership", divulgado pelo LinkedIn e assinado por Silvia Lara e Matthew Baird, o país registra 32,2% de liderança feminina e aparece à frente de França, Itália, Reino Unido e Suécia no ranking global.
A distância para o primeiro colocado, a Finlândia, com 45,1%, ainda é de 13 pontos percentuais. Mas o levantamento mostra um avanço consistente da América do Sul: Colômbia, Costa Rica e Chile também pontuam entre as nações com maior presença de mulheres na liderança, o que reforça o aquecimento do mercado latino-americano nesse quesito.
O Brasil na dianteira da América Latina
O resultado do LinkedIn não é isolado. Em outro levantamento, o da consultoria Grant Thornton, o país já chegou a ocupar a 12ª posição em participação feminina em cargos de liderança, segundo relato de uma fonte do setor.
O estudo do LinkedIn também mapeia a presença feminina por geração no mercado de trabalho: 27,4% entre os Baby Boomers, 38,6% na Geração X, 45,4% entre os millennials e 48% na Geração Z. A progressão mostra uma força de trabalho cada vez mais equilibrada entre as gerações mais jovens.
A Geração X, nascida entre 1965 e 1980, é apontada como a "ponte" entre esses dois extremos. Segundo o relatório Ipsos Generation Report, essa geração corresponde à "idade do sucesso" entre os CEOs da Fortune 500, tendo enfrentado desde cedo os desafios de escolaridade, paridade no setor e as lacunas da maternidade.
O avanço aparece em números, mas se sustenta em quem já ocupa a cadeira: uma geração de executivas que abriu caminho antes de existir ranking para medir.
LEIA MAIS: Advanced Boardroom Program for Women (ABP-W), da Saint Paul
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.