InquirerHybrid rice seeds bring bumper harvests for Agusan del Sur farmersDaily MaverickUganda imposes 21-day quarantine on citizens returning from CongoESPN DeportesCruz Azul acaricia la Liguilla tras gran triunfo en QuerétaroESPNSeahawks dominate to hand Chiefs first loss of seasonThe Jerusalem PostBolsonaro refuses to concede, says he will seek annulment of Brazil voteGIGAZINE皮膚がんの見分け勝負で最新の汎用AIが10年前のAIに敗北ZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioAntara NewsGovt prepares scheme for MSME involvement in free meal programThe Sydney Morning HeraldDickson wows America with AFL-style puntSözcüFlavio Bolsonaro seçim sonuçlarını tanımadı: İptal talep edecekABC News (Australia)Second death increases call for action on health system in 'crisis'El ComercioTemblor en Perú: últimos sismos reportados este lunes 26 de octubre
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, October 26, 2026

Lula vira sobre Flávio em Minas, espelho eleitoral do país; veja como votaram regiões, estados e capitais

Translate

O segundo turno da eleição presidencial confirmou um Brasil dividido entre a direita, representada por Flávio Bolsonaro (PL), e a esquerda, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se uma linha imaginária for traçada no centro do mapa do país, há dois cenários distintos. Na parte de cima, Nordeste e Norte formaram um grande território petista. Abaixo do traço, Centro-Oeste, Sul e Sudeste impulsionaram a candidatura bolsonarista.

Dentro de cada grande região, porém, disputas locais foram fundamentais para a vitória de Lula na contagem geral. A divisão nacional colocou no centro das atenções a escolha dos votantes no Sudeste, onde estão os três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Rio de Janeiro e, principalmente, Minas Gerais.

Os gráficos abaixo mostram como votaram para presidente os brasileiros por região, estados, capitais e demais municípios. Os dados são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As urnas mineiras são historicamente um espelho do país. Os contrastes dentro do estado tendem a replicar diferenças culturais e socioeconômicas entre as grandes regiões do país. Nunca um presidente foi eleito sem ter vencido em Minas desde a redemocratização.

Vitorioso na eleição geral no primeiro turno, Flávio também tinha levado o estado na primeira rodada com 48,2% contra 43,3% do rival.

No segundo turno, a disputa mineira foi travada voto a voto. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro largou na frente no início da apuração, impulsionado por uma apertada vitória na capital Belo Horizonte. Em uma apuração com diversas viradas, o revés bolsonarista se deu no interior. Lula abriu vantagem em cidades como Juiz de Fora e fechou a disputa com 50,4% dos votos mineiros, contra 49,6% de Flávio.

Cidades interioranas de estados com economias com grande participação do agronegócio consolidaram-se como redutos bolsonaristas. Mas petismo voltou a mostrar força ao levar colégios decisivos.

Flávio venceu nos demais estados do Sudeste. Mas foi da maior capital brasileira que Lula tirou uma reserva de votos importante para o resultado geral. A cidade de São Paulo —que tem mais de 9 milhões de eleitores— elegeu o petista com uma diferença de dez pontos percentuais.

No Nordeste, Lula repetiu a vitória do primeiro turno e manteve a sua liderança histórica na região. Em oito dos nove estados nordestinos, o presidente reeleito venceu com índices próximos ou acima de 70%. Em Alagoas, onde o petista teve o seu pior resultado regional, a vitória veio com pouco mais de 60%.

O Norte foi cenário de uma disputa acirrada. Flávio levou quatro dos sete estados –Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins, mas entre os três estados que escolheram Lula estão os dois maiores colégios eleitorais da região: Pará e Amazonas. O presidente também ganhou no Amapá.

O senador dominou as urnas no Sul, que tem histórico de preferir representantes da direita. Das capitais, a exceção é Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, conhecido reduto petista na região. Lula recebeu 55,8% dos votos, crescendo a vantagem em relação ao primeiro turno, quando teve 48,5%.

Já em Florianópolis (SC), a disputa foi mais acirrada: o senador recebeu 51,6% e o presidente, 48,3%. Em Curitiba (PR), Flávio manteve uma liderança mais folgada, com 62,2%.

A região Centro-Oeste, lar do agronegócio, reforçou a preferência pelo candidato da direita, como era esperado. Flávio Bolsonaro alcançou 62,4% dos votos em Goiânia (GO), 61,1% em Campo Grande (MS) e 59,5% em Cuiabá (MT). Em Brasília (DF), teve 54,2%.

O segundo turno repetiu o cenário do primeiro, olhando os resultados por região. Espelhou também as eleições de 2022: Jair Bolsonaro liderou no Centro-Oeste, Sul e Sudeste –com exceção de Minas Gerais, que deu vitória a Lula, favorito no Nordeste. No Norte, além de Acre e Roraima, Rondônia também deu preferência ao representante da direita.

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.