Flávio Bolsonaro diz que discussão do fim da 6x1 é oportunista e pró-Lula

A PEC altera esse regime de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de folga por semana, e propõe um período de transição de um ano para a mudança completa. Se aprovada, os contratantes terão seis meses para reduzir a jornada para 42 horas semanais e depois mais seis meses para reduzir as outras duas horas.
O texto da chegou hoje ao plenário do Senado. Em entrevista, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse que a tramitação seguirá o regimento e não irá acelerar esse processo.
Mesmo sem comentar de forma direta se votará contra ou a favor da diminuição da carga horária de trabalho, o plano de governo do senador, para caso assuma a presidência, enfatiza a flexibilização da jornada de trabalho, propondo que a negociação entre empregado e patrão se sobreponha ao que está na legislação trabalhista.
"Vamos também dar mais liberdade a quem trabalha, com jornada flexível que caiba na vida de mães, jovens e de quem tem mais dificuldade de entrar no mercado. Por isso defendemos o negociado sobre o legislado, ou seja, permitir que trabalhador e empresa combinem diretamente as condições de trabalho que funcionam para os dois, dentro da lei, em vez de seguir uma regra única imposta a todos", descreve o documento do plano de governo de Flávio Bolsonaro.
Já Lula disse que o adversário terá de decidir se mandará sua bancada votar contra ou a favor da mudança trabalhista. "Na hora em que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair."
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