Racha familiar: irmãos Trad mudam de partido para apoiar Lula e Flávio

Seu partido apoia a reeleição de Riedel. A coligação conta com a federação União Progressista (União Brasil e PP), PL, PSDB/Cidadania, Podemos, Avante, Republicanos, PSD e MDB. Os candidatos ao Senado ficaram para o PL, com Azambuja e Capitão Contar.
Marquinhos apoia o posicionamento de Fábio. Ele afirma que, desde a atuação na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) até os mandatos na Câmara, o irmão "sempre esteve ao lado dos menores e dos mais vulneráveis", o que explica sua associação com o PT. "O Fábio não escolheu a política para criar divisões na família. Ele escolheu defender aquilo que ele acredita, que é a justiça social."
Irmãos foram da mesma sigla por anos. Filhos do ex-deputado federal Nelson Trad (1930-2011), que foi líder do PMDB, partido original da família, Fábio e Nelsinho foram da mesma legenda por anos, chegando até a mudar para o PSD na mesma época, em 2016. Até que, em agosto de 2025, Fábio saiu da sigla para se filiar ao PT.
Fábio, Nelsinho e Marquinhos negam que divergências na política afetem a relação. Os três dizem que a família não será afetada pelos diferentes posicionamentos políticos e que todos têm a liberdade, dentro da democracia, de defender aquilo que acreditam. "Somos irmãos e como tais mantemos nossa relação próxima e afetuosa", afirma Fábio.
Família não pode ser refém da política. Continuamos irmãos e o respeito permanece. Na eleição, cada um vai defender suas posições e o projeto em que acredita, sem misturar as coisas
Senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e candidato a suplente de senador
PT apostou em candidatura própria no estado. A princípio, Fábio pretendia disputar vaga na Câmara dos Deputados, mas acabou decidindo, ao lado do partido, concorrer para o governo. O presidente da sigla, Edinho Silva, ressaltou a candidatura: "Fábio sempre foi um defensor inquestionável da democracia e da Constituição. Sua candidatura é extremamente importante".
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