Parlamentares correm para salvar partidos antes do novo Congresso chegar

Essa é uma emenda anti-influencer, anti-Pavanato, anti-Nikolas. No voto distrital misto, não adianta o candidato ter 3 milhões de votos, porque ele não vai eleger mais 9 deputados federais nas sobras que ele teve.
José Roberto de Toledo
Toledo explica que, no modelo em discussão, o eleitor passaria a votar duas vezes para deputado federal. Metade das cadeiras seria preenchida por vencedores em distritos eleitorais, com um eleito por distrito.
Já a outra metade viria de uma lista partidária: o voto iria para o partido, federação ou coligação, e a legenda definiria uma ordem de nomes. Na prática, segundo Toledo, isso reduz a força individual de candidatos que hoje "puxam" votos e ajudam a eleger colegas pela soma do partido.
Para ele, o desenho dos distritos vira um ponto sensível porque pode influenciar o resultado. O jornalista cita o termo "gerrymandering", usado nos Estados Unidos para descrever manipulações no mapa eleitoral, e diz que o recorte territorial passa a ser decisivo.
O desenho do mapa é absolutamente fundamental. Gerrymandering é justamente como você manipula o mapa para forjar a eleição de alguém que, teoricamente, não teria votos suficientes para se eleger. Eu traduzi esse termo como salamandragem.
José Roberto de Toledo
Toledo afirma que a pressa para votar o tema tem um motivo: partidos do chamado "Arenão" - como PSD, PP e União Brasil - teriam sido os mais prejudicados pelo crescimento de bancadas impulsionadas por figuras com votação expressiva, em especial no PL.
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