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Wednesday, September 23, 2026

Apoio a Trump na guerra com Irã cai entre republicanos, indica pesquisa CNN

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A oposição dos americanos à guerra no Irã se intensificou, segundo uma nova pesquisa da CNN realizada pela SSRS, com quase dois terços afirmando que os EUA não estão vencendo o conflito e um número maior dizendo que o presidente Donald Trump não está fazendo o suficiente para encerrá-lo.

Os americanos nunca tiveram uma visão positiva da guerra e, quase sete meses após seu início, amplas maiorias dizem que o conflito prejudicou os interesses dos EUA, que não valeu os custos e que o presidente não tem um plano claro para lidar com a situação.

Os resultados foram divulgados no dia em que Donald Trump discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, e insistiu que o Irã não pode ter armas nucleares.

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No total, 29% dos adultos americanos aprovam a maneira como Trump conduz a política externa, o menor índice nas pesquisas da CNN durante seus dois mandatos como presidente, enquanto 71% desaprovam.

Mais pessoas veem as decisões de política externa de Trump neste mandato como prejudiciais à imagem dos Estados Unidos no mundo do que como benéficas.

Apenas 26% dizem aprovar a maneira como o presidente está lidando com a situação no Irã, uma queda em relação aos 33% registrados um mês após o início da guerra.

Grande parte da queda na aprovação da condução da situação no Irã ocorre entre os republicanos.

As opiniões entre democratas e independentes têm sido consistentemente negativas durante o conflito. Em março, porém, 73% dos republicanos aprovavam a maneira como Trump estava lidando com a situação. Agora, esse índice está em 60%.

Entre os adultos republicanos e aqueles que tendem a votar nos republicanos, a aprovação da condução de Trump no Irã fica em território negativo entre os menores de 45 anos (53% desaprovam) e entre aqueles que dizem não fazer parte do movimento Make America Great Again (54% desaprovam).

Os republicanos também estão menos positivos agora do que estavam no início deste ano sobre o impacto da política externa de Trump de maneira geral: cerca de metade dos republicanos afirma atualmente que as decisões dele ajudaram a imagem dos EUA no mundo, uma queda de 13 pontos desde março.

Três quartos de todos os adultos afirmam agora que Trump não tem um plano claro para lidar com a situação no Irã, e 78% dizem que ele não está fazendo o suficiente para encerrar a guerra. Cerca de 7 em cada 10 afirmam que é pelo menos um pouco provável que o conflito se prolongue, incluindo maiorias entre os diferentes grupos partidários. Cerca de um terço, 32%, considera agora muito provável um conflito prolongado, o maior percentual a ter essa opinião desde o início da guerra.

Mais pessoas dizem que a guerra prejudicou os interesses americanos do que as que afirmam que ela os beneficiou (70% a 18%), e 76% dizem que a guerra não valeu a pena, considerando tanto o número de vidas americanas perdidas quanto o impacto financeiro sobre o governo dos EUA.

Democratas e independentes apresentam opiniões quase unânimes de oposição à guerra: 97% dos democratas e 82% dos independentes afirmam que ela não valeu a pena. E poucos em ambos os grupos consideram que Trump esteja fazendo o suficiente para pôr fim aos combates.

Os republicanos estão mais divididos em ambas as questões: 55% dizem que a guerra valeu seus custos, e 53% afirmam que Trump está fazendo o suficiente para encerrá-la. Mas os partidários do presidente são muito mais propensos do que os demais a considerar que os EUA estão vencendo a guerra: 70% dizem isso, contra 31% dos independentes e 13% dos democratas.

O gabinete de guerra do presidente registra índices negativos de aprovação, com o secretário de Estado Marco Rubio em 40% de aprovação, o vice-presidente JD Vance em 36% e o secretário de Defesa Pete Hegseth em 34%.

Entre os republicanos, cerca de 8 em cada 10 aprovam Rubio (81%) e Vance (79%), enquanto Hegseth tem 72% de aprovação. Essa diferença reflete alguma insatisfação com Hegseth entre os integrantes da coalizão republicana que não fazem parte do movimento MAGA. Entre republicanos e independentes que tendem a votar nos republicanos e que não apoiam o MAGA, 70% aprovam Rubio e 68% aprovam Vance, enquanto apenas 58% aprovam Hegseth.

Opiniões estáveis sobre Rússia e China, mas mudanças em relação ao Canadá e a Israel

As opiniões dos americanos sobre Rússia e China permanecem em grande parte iguais às do início deste ano: amplas maiorias consideram cada um dos países hostil ou inimigo, mas a pesquisa aponta mudanças nas opiniões sobre vários países que têm sido foco da política externa de Trump.

A parcela dos que consideram a Ucrânia uma aliada ou um país amigo caiu de 76% em janeiro para 70% agora. Por outro lado, mais pessoas consideram Cuba um país amigo do que em janeiro (26%, contra 21%).

No caso do Canadá, a maioria continua considerando o país um aliado ou amigo, mas a parcela dos que o consideram um aliado caiu de 51% em março de 2025 para 38% agora, após a guerra tarifária de Trump com o vizinho ao norte. A queda ocorre entre os diferentes grupos partidários, mas é mais acentuada entre os republicanos (queda de 9 pontos entre democratas, 10 entre independentes e 23 entre republicanos).

E a parcela dos que consideram Israel um aliado ou país amigo caiu para 61%, enquanto 15% o classificam como inimigo, o maior percentual a dar essa resposta nas pesquisas da CNN desde 2000 e aproximadamente o dobro da parcela que tinha essa opinião em março de 2025. Essa mudança ocorre principalmente entre democratas e independentes que tendem a votar nos democratas — 17% desse grupo descrevem Israel como inimigo, contra 8% em março de 2025. Essa opinião também está concentrada entre os americanos mais jovens: 23% dos menores de 45 anos consideram Israel um inimigo, contra 9% há um ano e meio.

A pesquisa da CNN foi realizada pela SSRS pela internet e por telefone entre 16 e 17 de setembro, com uma amostra nacional aleatória de 1.206 adultos. Os resultados para a amostra total têm margem de erro de amostragem de mais ou menos 3,5 pontos percentuais.

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