Sobrinho de Dolly Parton nega ter feito ameaças em tentativa de anular a ordem de restrição

Bryan Seaver afirmou que muitas mensagens citadas em uma denúncia recente contra ele foram tiradas de contexto
Rolling Stone
O sobrinho de Dolly Parton rebateu as acusações de que teria enviado mensagens ameaçadoras a alguns dos sócios da falecida lenda da música country, argumentando que muitas mensagens de texto e e-mails citados em uma queixa recente foram tirados de contexto.
No início deste mês, Bryan Seaver — que atuou como chefe de segurança de Parton por muitos anos e apareceu no vídeo anunciando sua morte — foi alvo de uma ordem de restrição temporária após uma queixa da She’s Alive, LLC. A empresa foi criada para administrar os empreendimentos comerciais de Parton postumamente e é supervisionada por seu empresário de longa data, Danny Nozell.
A denúncia acusava Seaver de lançar “uma campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças” para extorquir dinheiro do espólio de Parton. Alegava também que não havia nada de convencional na empresa de segurança de Seaver, descrevendo-a como “uma força paramilitar fortemente armada, capaz de projetar ameaças e coerção”.
A denúncia citou diversas mensagens de Seaver, que continham declarações chocantes como: “Vou sabotar com todas as entidades [parceiras de negócios da Dollywood] que eu conseguir imaginar”; “Eu não sou uma pessoa do entretenimento. Sou um assassino”; e “Vendi 27 milhões de dólares em munição e armas para a polícia haitiana no dia em que Dolly morreu”.
Mas Seaver alegou que muitas dessas mensagens foram tiradas de contexto de comunicações diretas entre ele e Nozell, a quem descreveu como “meu amigo próximo, colega e aliado” até as semanas após a morte de Parton. Sobre muitas das mensagens citadas na queixa, Seaver disse: “Elas foram enviadas no decorrer de conversas privadas entre dois amigos que estavam frustrados, de luto e discutindo estratégias após a doença e morte da Sra. Parton.”
Ele também refutou as alegações de que ele e funcionários de sua empresa de segurança, Squadron Augmented Protection Services (SAPS), “ameaçaram e intimidaram” funcionários de um novo hotel e museu com temática de Dolly Parton em Nashville.
“Nunca ameacei causar danos físicos ao Sr. Nozell, a qualquer funcionário, contratado, advogado, consultor ou sócio da SAL, ou a qualquer outra pessoa associada à SAL”, disse Seaver. “Não tenho intenção de fazê-lo.”
Os advogados de Nozell não responderam imediatamente ao pedido de comentário. Os advogados de Seaver também não responderam ao pedido de comentário.
A declaração contesta a interpretação dada a uma série de mensagens de texto enviadas após Seaver começar a receber solicitações da mídia em decorrência de seu papel no anúncio da morte de Parton. Nessas mensagens, Seaver se descreveu como “não exatamente uma pessoa da mídia”, acrescentando: “Sou literalmente um traficante internacional de armas e mercenário”.
Seaver observou que, em outro momento da conversa, Nozell o encorajou a divulgar sua experiência profissional. E acrescentou que Nozell chegou a “curtir” a mensagem em que Seaver dizia ser traficante de armas e mercenário.
“Claramente, ele não estava assustado nem intimidado”, disse Seaver sobre Nozell.
Seaver reconheceu que sua linguagem às vezes era “grosseira”, como quando usou a palavra “sabotar”. Mas alegou que a usou no sentido de tentar “minar ou superar alguém nos negócios ou na política. Não significa dano físico, e não era essa a minha intenção.”
Nesse sentido, a declaração juramentada de Seaver esclareceu algumas preocupações que ele tinha sobre alguns dos sócios de Parton. Ela faz referência à construção do SongTeller Hotel, o hotel temático de Parton em Nashville, que, segundo ele, foi “atormentado por” atrasos na construção e nas inspeções de incêndio. Ele também alegou ter “observado e comentado sobre má conduta da empresa de segurança contratada”, como fumar maconha na propriedade e dormir durante o expediente. (Como observado na denúncia, a SAPS não foi contratada para cuidar da segurança do SongTeller.)
Algumas das mensagens que Seaver enviou sobre o assunto foram citadas na queixa da She’s Alive, e Seaver admitiu que elas “eram diretas e, às vezes, profanas”. Mas, continuou ele, “eram reclamações sobre baixo desempenho e atrasos… Não eram ameaças de violência”.
Seaver também afirmou ter “discutido essas comunicações diretamente” com Parton, e que ela lhe disse que, se ele “acreditasse que o assunto valia a pena ser levado adiante, eu deveria dizer o que precisava ser dito”.
Ao pedir ao juiz a revogação da ordem de restrição temporária, Seaver observou que a ordem, tal como está, o proíbe de se aproximar a menos de 300 metros de qualquer pessoa ou entidade que possa ter alguma relação com a She’s Alive. Devido à abrangência dos empreendimentos comerciais de Parton, Seaver afirmou que isso inclui “uma grande parte das comunidades de música, entretenimento, hotelaria, direito e setor bancário de Nashville”, o que significa que ele poderia facilmente violar a ordem “simplesmente exercendo minhas atividades comerciais em Nashville”.
Ele também abordou a enxurrada de atenção da mídia que recebeu desde que a organização She’s Alive apresentou sua queixa, alegando que inúmeras pessoas apareceram em sua casa ou ligaram para sua família. Sobre fotos recentes que mostravam arame farpado e fita de isolamento do lado de fora de sua casa, Seaver disse que os colocou lá a pedido de seu filho adolescente. “O objetivo era proteger minha família de abordagens indesejadas, não para evitar a intimação judicial”, disse ele.
Seaver encerrou sua declaração juramentada dizendo: “Eu me importo com a Sra. Parton, sua música, seu legado e sua família. Não quero que essa disputa prejudique seu legado.”
Uma audiência de acompanhamento sobre a ordem de restrição está agendada para o dia 20 de outubro.
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