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Thursday, October 15, 2026

3h. Governo diz ser "erro histórico" não privatizar TAP

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As notícias com Maria Miguel Marques. Começamos pela privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas apela para um consenso em torno da privatização total da companhia aérea, com a mira no PS. Miguel Pinto Luz avisa que quem bloquear o processo está a desperdiçar uma oportunidade para o país e para os portugueses. Do lado do governo, Miguel Pinto Luz promete humildade.

Nós temos que encontrar esse consenso. Temos que apelar ao Partido Socialista, temos que apelar a maiorias na Assembleia da República que permitam isso com humildade. Este governo não é um governo maioritário, é um governo de maioria, mas relativa, e portanto, nós precisamos desses consensos. Como conseguimos construir o consenso para os 49,9%. Mas agora temos tangível em cima da mesa uma proposta. Uma proposta de sermos o segundo maior acionista do quarto maior operador do mundo e devolver aos portugueses € 3,2 mil milhões. Repare, um partido político que se coloque fora desta possibilidade, está a perder a oportunidade de poder devolver aos portugueses os € 3,2 mil milhões, de ser acionista do grupo maior e de fazer da TAP, de facto, uma grande companhia.

O ministro Miguel Pinto Luz assegura que a AD, incluindo o CDS, está absolutamente unida em torno da privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas rejeita qualquer carga ideológica neste processo e defende que a companhia aérea será melhor gerida por privados.

O drama da urgência da privatização da TAP prende-se com a incapacidade do Estado poder injetar, enquanto acionista, capital na empresa. E, portanto, ela tem que ser privada. Essa é a dimensão que eu quero alertar os portugueses. Nós não temos qualquer tipo de deriva ideológica e obrigatoriedade ideológica que temos que privatizar a TAP. A TAP é melhor gerida por privados, sim, nós acreditamos convictamente que sim. Temos que garantir todos os interesses estratégicos para o país, mas fazemo-lo também com a consciência de que a TAP não está imune a crises futuras.

Ministro das Infraestruturas, em entrevista à TVI CNN Portugal. Miguel Pinto Luz garante que a Lufthansa acredita no Estado português e na TAP e sublinha que é a primeira vez que o grupo alemão aceita um país como acionista. No mesmo sentido, o ministro das Finanças diz que seria um erro histórico o país não avançar com a privatização total da TAP. Em entrevista à RTP, Joaquim Miranda Sarmento sublinha que o Estado português pode tornar-se no segundo maior acionista da companhia aérea alemã.

Há a possibilidade apresentada pela própria Lufthansa, e a Air France também o fez, de uma segunda fase em que o Estado português se tornaria o segundo maior acionista da Lufthansa, com 5%. Seria um erro histórico para o país se isso não acontecer. E eu estou convencido que o país percebe o extraordinário valor que foi criado, a grande oportunidade. A aviação é muito importante em Portugal. Esta é uma oportunidade extraordinária que o país não pode perder.

Questionado sobre se existe algum risco de despedimentos com esta integração, o ministro das Finanças diz que não faz sentido pronunciar-se caso a caso, mas garante que, ao longo do prazo, a TAP vai ser uma companhia com mais trabalhadores e que vai gerar mais benefícios para o país.

O ponto essencial aqui é que vai haver uma enorme criação líquida de empregos. Não posso dizer caso a caso individualmente, isso não faria sentido. Mas daqui a alguns anos, com este plano, a TAP terá muito mais trabalhadores, muito mais atividade, muito mais receitas, trará muito mais benefícios pra economia do país. Como eu disse hoje, isto é uma reforma estrutural, isto impacta diretamente nas condições econômicas do país, no investimento, no emprego, na produtividade e no crescimento da economia.

São declarações do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em entrevista à RTP1, dá conta dos benefícios da privatização da TAP para o país. Privatização que pode ou não ficar apenas parcialmente nas mãos da empresa alemã Lufthansa. Depois de um ano de processo desta privatização, foram divulgados vários valores para a oferta da companhia alemã, que contemplam vários cenários e fases de operação. Mas para já, David Biléu, o que está contratado com a Lufthansa é o pagamento de € 1.025 milhões por 44,99% da TAP.

Com a primeira e a segunda fase de venda à empresa alemã, o Estado receberia 2552 milhões por toda a TAP. Foi esta ajuda que obrigou a transportadora portuguesa a implementar um plano de reestruturação no passado recente. Mas o Estado compensou ainda a TAP em cerca de 570 milhões de euros por danos relativos à pandemia. É com esta fatura que se chega aos famosos 3,2 mil milhões de euros, mobilizados durante os governos socialistas. O governo fez as contas à estimativa do que Portugal pode vir a receber pela participação de 5% no grupo Lufthansa, e chega a mais 1400 milhões de euros. Somando a parcela de 863 milhões de euros a pagar pela Lufthansa numa segunda fase e os 1201 milhões de valor máximo pago nesta primeira fase, chegamos ao calculado pelos assessores do Estado, os mais de 3400 milhões de euros até 2040. Um valor que depende naturalmente da performance e da cotação do grupo alemão. No que toca aos poderes da Lufthansa, os contratos negociados salvaguardam os poderes do Estado enquanto acionista maioritário na TAP, que é quem tem a palavra decisiva em matérias estratégicas. Para a Assembleia Geral, onde o Estado é maioritário, ficam reservados temas como o capital, os estatutos, o hub e a sede. A gestão operacional fica com a Lufthansa, que tem direito a nomear três administradores executivos, incluindo o CEO. A maior dificuldade é como garantir estes temas se o Estado sair do capital. O primeiro-ministro Luís Montenegro colocou em cima da mesa a possibilidade de vender já a totalidade do capital da TAP. É uma oportunidade, disse, de recuperar o dinheiro investido pelo Estado. Ao contrário do que chegou a ser admitido, a Lufthansa não pode entrar na administração da TAP antes de a Comissão Europeia aprovar a transação. Até lá, a gestão executiva é da responsabilidade do Estado

O jornalista David Bileu com os detalhes da venda parcial do capital da TAP à empresa alemã Lufthansa. Pode ler mais sobre este artigo, assinado pela jornalista Ana Suspiro, no site do Observador. Destaque agora no Porto, o protesto pela habitação continua a esta hora, mas mais pacífico, com um cordão humano que foi constituído por cerca de 200 manifestantes para proteger as tendas. Depois da retirada destas pela Polícia Municipal, os manifestantes voltaram a montá-las. Esta manifestação ocupa a Praça D. João I no Porto desde sábado. Os manifestantes exigem a reversão da lei do arrendamento, o fim do despejo das pessoas sem habitação alternativa e da aquisição de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento da habitação pública e tetos às rendas da Invicta. Na manhã de segunda-feira, a Polícia Municipal retirou cerca de 50 tendas que estavam montadas naquela praça. Hoje, e depois de uma manifestação com várias centenas de pessoas, o movimento que organizou o protesto decidiu voltar a desafiar a polícia. Miguel Pinheiro Correia.

O desafio à polícia já foi feito. Os manifestantes reuniram na Praça D. João I e decidiram que vão voltar a montar tendas. Isto apenas poucos dias depois de as autoridades terem terminado o acampamento neste protesto contra os preços da habitação. Ora, a polícia não parou dessa vez o protesto. Os manifestantes continuaram desde segunda-feira até hoje, aqui sem tendas, mas entretanto, esta tarde foi realizada uma grande manifestação com centenas de pessoas, seguida também de uma assembleia popular, onde ficou decidido isso mesmo, que vão continuar o protesto, neste caso, novamente, com tendas que já estão a ser montadas e desde esse anúncio já podemos comprovar que foram montadas pelo menos 30 tendas, por isso deve prolongar-se este braço de ferro entre manifestantes, polícia e também a Câmara Municipal do Porto. Isto porque na segunda-feira, depois da retirada das tendas, a autarquia falou apenas num protesto ilegal, mas hoje as palavras do presidente da Câmara do Porto foram bem mais duras. Subiu de tom o autarca, disse que alguns dos manifestantes só querem causar distúrbios e até que estão mais preocupados com questões paralelas ao problema da habitação. A resposta destes manifestantes chegou hoje, nesta noite, com esta grande mobilização. Criticam Pedro Duarte, dizem que quer tentar descredibilizar este movimento, que é justo e que irá continuar. E irá certamente continuar, como conseguimos comprovar pela mobilização a que assistimos esta noite. Vão sendo montadas cada vez mais tendas na Praça D. João I, sob o olhar atento da polícia, que ainda não agiu, mas, e porque os organizadores também confirmaram ao Observador que não têm uma autorização diferente daquela que também não tinham no fim de semana, quando a polícia atuou e retirou estas tendas. Por isso, a pergunta fica no ar. Sabemos que a polícia vai atuar, terá de retirar estas tendas. Agora, resta saber quando.

Miguel Pinheiro Correia, que está no Porto a acompanhar estes protestos contra os preços da habitação. A polícia continua a esta hora a monitorizar a situação. Olhemos para a atualidade internacional. Donald Trump acusa Joe Biden de ter provocado a guerra na Ucrânia e recusa chamar ditador a Vladimir Putin. O presidente norte-americano reafirma que o conflito na Ucrânia nunca devia ter começado e aponta responsabilidades ao antecessor por ter ridicularizado a Rússia.

Eu tenho que negociar com as pessoas. Eu não posso ficar por aí a chamar-lhes nomes. Eu sou um negociador, sempre fui um bom negociador. Eu fiquei rico à custa disso, porque eu não fico por aí a insultar as pessoas. E parte da razão pela qual sequer começou esta guerra é porque o Biden insultava a Rússia e toda a gente e não sabia o que estava a fazer. E esta foi uma guerra que nunca deveria ter começado.

Donald Trump, que diz ser um excelente negociador e alguém que procura acordos com as pessoas. Já agora, na Liga dos Campeões, o Futebol Clube do Porto perdeu esta noite com o Betis na segunda jornada da fase de liga. A equipa portuguesa foi a Sevilha e sofreu a segunda derrota na liga milionária, desta vez por três bolas a duas. Os azuis e brancos ainda estiveram a vencer, com dois gols em cinco minutos, mas não conseguiram segurar o resultado e sofreram a reviravolta já perto do final, numa primeira parte sem gols e numa segunda com duas reviravoltas. Francesco Farioli diz que o problema da equipa esteve no último terço do campo, ao contrário do adversário.

Nos primeiros 70 metros do campo, fomos muito bons. Conseguimos várias vezes com que o Varela tivesse condições para progredir, mas nos últimos 30 metros não produzimos o suficiente para criar o perigo que devíamos. E eles foram o oposto. Nos últimos 30 metros, sempre que tocavam na bola, eles rematavam ou criavam a oportunidade.

Com duas derrotas em dois jogos, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, considera que o jogo da próxima semana contra o PSV é decisivo para a equipa continuar na luta pelo apuramento.

É sempre importante pontuar. No fim, nunca sabemos o que pode acontecer, mas claro que temos que começar por algum lado e o jogo com o PSV tem de ser uma dessa oportunidades.

Treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli. Já o treinador do Betis, Manuel Pellegrini, deixou elogios aos Dragões e mostrou-se confiante na campanha da equipa. O Futebol Clube do Porto segue assim com zero pontos na competição, depois de ter perdido na primeira jornada com o Manchester City. Fechamos assim este jornal das três da manhã. O essencial da informação está atualizado às 15h30.

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