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Wednesday, September 16, 2026

4h. Marco Silva espera adversidades no jogo com o AC Milan

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São 16h. As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. O antigo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, critica o ruído mediático e político dos últimos tempos. O antigo chefe de Estado esteve, na terça-feira, na entrega do Prêmio António Champalimaud, numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, do presidente da Assembleia da República e do atual presidente da República. No discurso, António José Seguro insistiu que um pacto para a saúde é necessário, mas acabou por ver um antecessor roubar as atenções à saída do evento de Vasco Maldonado Correia.

Como quem não quer a coisa, Aníbal Cavaco Silva garante que está de fora, mas não resiste a um breve comentário.

Eu não quero acrescentar nada a todo o ruído político que anda por aí, que eu penso que não serve os interesses do país, porque eu estou, neste momento, na condição de reformado das questões de política.

Sobre a que ruído se refere, ao certo, o antigo chefe de Estado não explica, mas reforça.

Compreendam que eu não quero acrescentar nada ao ruído mediático que existe neste momento no país, demasiado intensivo e, se calhar, muito pouco justificativo.

Cavaco esteve sentado ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, esse ainda menos falador, na cerimónia de entrega do Prêmio António Champalimaud 2026. Foi da plateia que ouviram o sucessor de ambos, António José Seguro, pedir a defesa do Serviço Nacional de Saúde.

É uma das grandes realizações da democracia portuguesa, porque nasceu de um princípio profundamente democrático: o de que a saúde é um direito de todos e não um privilégio de alguns.

Ideia que leva o presidente da República a insistir numa das principais bandeiras eleitorais.

É dever de todos melhorar uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. É esse o sentido do pacto para a saúde que lancei no início do meu mandato e para o qual é necessário canalizar todas as nossas energias.

António José Seguro esteve com o primeiro-ministro e com o presidente da Assembleia da República na entrega do Prêmio António Champalimaud. Este ano, os vencedores foram dois investigadores, o húngaro Botond Roska e o francês José-Alain Sahel, pelo trabalho que permitiu a deficientes visuais ou cegos devido a doenças da retina recuperarem a visão.

Vasco Maldonado Correia, a acompanhar a entrega do Prêmio António Champalimaud, em Lisboa. Na plateia, esteve também o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, o procurador-geral da República e a provedora de justiça. Luís Montenegro apoia António Costa num segundo mandato como presidente do Conselho Europeu. A notícia é avançada pelo jornal "Expresso", que cita uma fonte do governo. António Costa ainda não se pronunciou sobre o futuro, mas o primeiro-ministro quer que o antecessor fique mais dois anos e meio à frente do Conselho Europeu. Em causa, a solução proposta pelo presidente do Partido Popular Europeu, que defende que não se mexa nos cargos de topo até ao final da atual legislatura, o que implica tanto a reeleição de António Costa, mas também de Roberta Metsola como presidente do Parlamento Europeu. O mandato do português só termina em junho do próximo ano, mas a discussão está já em cima da mesa porque está relacionada com o mandato de Roberta Metsola, que termina já em janeiro. O CDS mudou a proposta sobre as bandeiras ideológicas, mas o PSD avançou com uma iniciativa autónoma para responder ao veto do presidente da República. O CDS elimina o artigo que diz respeito às bandeiras proibidas e altera o artigo sobre as permissões para delimitar as únicas bandeiras que podem ser utilizadas em edifícios públicos. Apesar da mudança, o PSD decidiu avançar com uma iniciativa autónoma, em que prevê a utilização de bandeiras internacionais, desde que não sejam de natureza político-partidária. Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, diz que neste tema, cada partido afirma os próprios valores.

Eu não vou substituir o PSD. O que lhe posso dizer é que o CDS e o PSD são partidos diferentes. Temos valores diferentes, causas diferentes, princípios diferentes. Estes são os princípios do CDS, estas são as convicções do CDS e, por isso, nós não abdicamos das nossas convicções e dos nossos princípios. Quer o programa de governo, quer o programa eleitoral não incluem esta matéria.

Paulo Núncio a desvalorizar a falta de entendimento entre o CDS e o PSD. Os centristas vincam que não recuaram perante o veto de António José Seguro e que as alterações são uma tentativa de ultrapassar as dúvidas jurídicas. Mais de 1200 operacionais combatem a esta hora três incêndios em Proença-a-Nova, Portel e Mirandela. Ao início da noite, a Proteção Civil avançava que o incêndio no Conselho de Portel, distrito de Évora, tinha quatro frentes ativas, garantem que não há casas em perigo. A esta altura, estão mais de 300 operacionais no local, apoiados por mais de 100 viaturas. O IP2 continua cortado ao trânsito entre a zona de Portel e da freguesia de Monte do Trigo. Já em Cedains, no Conselho de Mirandela, quase 200 bombeiros continuam no terreno com quase 70 veículos e os dois focos de incêndio em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, já estão em fase de resolução. As chamas deflagraram perto das 16h da segunda-feira, numa zona de difícil acesso. Neste momento, quase 600 operacionais mantêm-se no teatro de operações, apoiados por mais de 200 viaturas. No desporto, o Benfica joga esta quarta-feira frente ao AC Milan para a Liga Europa. O técnico das Águias espera adversidades, tendo em conta que as duas equipes estão habituadas a jogar na Liga dos Campeões. O Benfica entra em campo em Milão às 20h. Na previsão à partida, Marcos Silva diz que jogar no Estádio San Siro vai ser muito difícil para os encarnados.

Duas equipes estão habituadas a Está noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial, pelo que têm sido os últimos anos também em termos de competições europeias, mas a realidade é que estão ambas na Liga Europa. Nós tivemos que percorrer um caminho ainda mais difícil, que tivemos que jogar seis jogos para aqui estar, por circunstâncias diferentes. E um jogo muito complicado, cada equipa que joga aqui, seja a nível interno como a nível europeu, de competições europeias, acaba por ter sempre grandes dificuldades, porque é um local difícil para jogar, pela qualidade da equipa, como se o Milan fosse jogar ao Estádio da Luz, teria essas mesmas dificuldades também.

O treinador das Águias, na antevisão ao jogo frente ao AC Milan. Já do lado da equipa italiana, o treinador Ruben Amorim afirma que o Benfica tem capacidade de ganhar o campeonato nacional, mas alerta para a responsabilidade excessiva das equipas portuguesas nas competições europeias.

O Benfica pode vencer qualquer jogo, porque tem um grande treinador e porque tem os jogadores para isso. O que eu dizia em Portugal, digo aqui o mesmo em Itália. Acho que às vezes os clubes portugueses têm uma responsabilidade que não deviam ter, porque não têm as mesmas condições que alguns clubes, e até propriamente que os clubes italianos. E, portanto, ainda estou a pôr mais responsabilidade do meu lado, mas era o que eu diria sempre em Portugal e é o que eu digo agora. Mas olhando para o treinador, olhando para a equipa, para a rotação que às vezes se pode fazer na liga portuguesa, é possível, se correr tudo bem. Vejo um Benfica claramente muito forte, vejo uma identidade muito clara.

Ruben Amorim, na antevisão ao jogo desta quarta-feira. A partida entre o AC Milan e o Benfica tem início às 20h e conta com emissão especial aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho deste noticiário das 04h. A informação está de regresso às 17h em ponto.

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