Cristiano Ronaldo pede perdão mas crucifica Jorge Jesus

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Está no ar mais uma edição da conferência de imprensa na Rádio Observador. Eu sou o Carlos Pedro. A edição de hoje é do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Hugo, vamos começar pelo assunto do momento: o pronunciamento de Cristiano Ronaldo depois de ter abandonado o estágio da Seleção Nacional na semana passada. É o tema em destaque na capa do Jornal de Notícias. Escreve o JN que Ronaldo pediu perdão, mas crucificou Jorge Jesus.
Num longo comunicado, o capitão da Seleção explica que saiu do estágio depois de sentir uma quebra de confiança do selecionador. Ronaldo acusa Jorge Jesus de ter faltado à palavra dada por duas vezes. A primeira terá sido quando não o colocou em campo frente à Noruega, depois de ter aquecido e de lhe ter sido indicado que jogaria. A segunda aconteceu, segundo o jogador, já na conferência de imprensa antes do jogo com a Dinamarca, onde Jesus terá assumido uma postura diferente daquela que tinha mostrado em privado. Ronaldo pede desculpa aos adeptos e aos companheiros de equipa por ter abandonado o estágio, mas mantém que naquele momento sentiu que continuar iria prejudicar o grupo. Sobre o futuro, admite cumprir o castigo que lhe venha a ser aplicado pela federação e depois voltar a estar disponível para a Seleção, caso esteja em boas condições físicas.
Seguimos com o jornal Público, que faz manchete com a Caixa Geral de Aposentações e uma correção que vai afetar, Hugo, quase 3 mil pensões.
A CGA vai corrigir 2937 pensões atribuídas entre maio e agosto, depois de ter detectado um lapso no cálculo. Em média, os reformados vão passar a receber menos 93 € por mês do que o valor que lhes tinha sido inicialmente comunicado. A Caixa explica que houve um erro na parametrização do sistema informático, que levou à atribuição de pensões acima do valor previsto na lei. Os pensionistas já começaram a ser notificados e têm 10 dias para contestar ou consultar o processo.
Em destaque no Diário de Notícias, um alerta do Fundo Monetário Internacional: os apoios ao choque energético são um perigo para os contribuintes.
O FMI considera que este tipo de medidas tem sido pouco eficaz a chegar às famílias mais pobres na crise energética de 2022 e de 2023. Por cada euro gasto na redução dos preços da eletricidade, do gás e dos combustíveis, menos de 0,20 € chegaram aos 20% de famílias com menores rendimentos. O fundo defende, por isso, que os governos devem substituir os apoios generalizados por ajudas temporárias e direcionadas para quem mais precisa. O objetivo é aliviar o custo de vida sem criar uma pressão excessiva sobre as contas públicas. É um alerta que surge no momento em que o FMI antecipa que os efeitos do atual choque sobre os preços da energia e dos bens essenciais poderão prolongar-se além dos próximos meses.
Olhamos agora além-fronteiras, Hugo, para a imprensa internacional. Em França, na capa do Libération, lê-se: "A ira dos alunos do ensino secundário", em alusão aos grandes protestos estudantis dos últimos dias.
Esta terça-feira, várias centenas de milhares de jovens voltaram a sair às ruas em várias cidades francesas. Em Paris, entre 56 mil e 100 mil pessoas participaram na manifestação, segundo os números divulgados pelas autoridades e pelos sindicatos. Em Bordéus, foram cerca de 9 mil, segundo as autoridades, mas várias dezenas de milhares, de acordo com os sindicatos. O movimento, que começou com o bloqueio de escolas e reclama melhores condições de ensino, mais professores e mais recursos, tem também denunciado alegados excessos na atuação policial. Os estudantes prometem continuar. Está já marcada uma nova mobilização para quinta-feira.
E o Washington Post faz manchete com uma investigação que revela que o ICE reduziu o treino dos agentes auxiliares.
Estes chamados agentes auxiliares são polícias locais que colaboram nas detenções de imigrantes, mesmo sem estarem diretamente ligados à Agência para a Imigração. Segundo e-mails consultados pelo Washington Post, a formação destes polícias passou de quatro semanas presenciais para apenas 40 horas de treino e virtuais. Foram reduzidas as instruções sobre as leis de imigração e eliminados cenários práticos que ajudavam os agentes a perceber quando tinham base legal para avançar com as detenções. A redução acontece numa altura em que os acordos entre as polícias locais e o ICE aumentaram de forma significativa. Eram 135 durante a administração Biden e são agora mais de 2600.
Os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira.
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