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Monday, August 17, 2026

O guitarrista que Mark Knopfler cita como um dos melhores que já ouviu

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Líder do Dire Straits exaltou a autenticidade de um ícone do blues surgido na década de 1980: ‘muito extraordinário’

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

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Quando um músico da envergadura de Mark Knopfler tece elogios a um colega de instrumento, o mundo da música para para prestar atenção. O líder do Dire Straits — ele próprio aclamado mundialmente por seu estilo inconfundível — nunca escondeu sua profunda admiração por um outro ícone da guitarra: Stevie Ray Vaughan.

Em declaração registrada no documentário A Tribute to Stevie Ray Vaughan — An Up Close Extra, lançado em 1991, Knopfler deixou clara a sua fascinação pelo talento arrebatador do guitarrista do Texas (EUA).

Knopfler exaltou (transcrição via Guitar Player):

“Ele era um dos melhores. Era realmente muito extraordinário.”

O líder do Dire Straits explicou o motivo da reverência a Stevie Ray Vaughan ao ouvi-lo tocar:

“Percebi que algo estava acontecendo ali: as influências de Jimi Hendrix e Buddy Guy estavam dando lugar a algo verdadeiramente poderoso. Ele é um dos melhores que já ouvi. Sem dúvidas.”

Stevie Ray Vaughan e Mark Knopfler

Stevie Ray Vaughan surgiu no cenário musical no início dos anos 1980 com o álbum de estreia de sua banda Double Trouble, Texas Flood (1983) — trabalho que atingiu a 38ª posição na parada americana e conquistou a certificação de platina dupla nos Estados Unidos.

No entanto, para Knopfler, o auge de Vaughan ia além da pura técnica inicial: residia em sua capacidade de absorver os mestres que o inspiraram e transformar essa bagagem em uma voz própria.

Embora a trajetória de Stevie Ray Vaughan tenha sido tragicamente interrompida por um acidente aéreo em 1990, seu legado permanece. Além do supracitado álbum de estreia, ele ainda lançou outros três discos de estúdio em vida: Couldn’t Stand the Weather (1984), Soul to Soul (1985) e In Step (1989).

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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