Em um dos últimos atos públicos de campanha, Lula mobiliza mineiros para promover "virada"
O revés em Minas Gerais - que em 2002 havia preferido Lula a Jair Bolsonaro - levou o petista a fortalecer a campanha no estado nas últimas semanas: antes de Belo Horizonte, ele esteve em Juiz de Fora e Ipatinga.
"Olha quanta gente tem aqui e tem tido a cada manifestação. As pessoas viram o perigo, no primeiro turno, e agora tem muita gente disposta a mudar isso", disse Luiza, que aos 16 anos participa pela primeira vez de uma eleição.
"Eu acho que o erro inicial da campanha é que a esquerda até hoje não aprendeu a falar uma linguagem não elitista. Não é sobre Goethe e filósofos: a questão é você: você vai perder direitos se Flávio ganhar", analisou a aposentada Rosana, de 81 anos. "Nasci no pós-guerra, meu pai foi lutar contra o fascismo e eu atravessei todo o período nefasto da ditadura. E agora não estou preocupada. Estou é ansiosa para comemorar no domingo", completou.
"A gente tem trabalhado de uma forma que a gente não vinha fazendo e acredito muito na virada", comentou outro eleitor, membro do Levante Popular da Juventude. "A gente não fez tanto o trabalho de base para as eleições presidenciais, e focou mais no Senado e na Câmara. Agora a gente está compensando, estamos todos nos esforçando 10 vezes mais", disse o psicólogo.
Disputa em torno dos sigilos
Na multidão, um dos gritos mais entoados era "Flávio, abre o sigilo", em referência ao desafio feito por Lula para que ambos os candidatos à presidência ofereçam transparência sobre suas contas bancárias, em meio ao escândalo do Banco Master.
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