Governo envia MP do “Imposto do Pecado” ao Congresso Nacional
O governo federal enviou nesta quarta-feira (4) a MP (Medida Provisória) que trata sobre a regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado", ao Congresso Nacional.
A alíquota deve taxar produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com a ideia de desestimular o consumo de determinadas mercadorias. O imposto do pecado foi criado pela reforma tributária sobre o consumo e começará a ser cobrado em meados de 2027.
Ao ser recebida no Congresso, a medida vai passar por uma comissão mista, composta por deputados e senadores. Depois, o texto segue para o plenário da Câmara e, se aprovado, ao Senado.
Leia Mais:
Waack: Juros elevados antecipam a conta do populismo de Lula Totvs tem lucro de R$ 237,2 milhões no 3° tri, alta de 8,8% Qualcomm tem lucro de US$ 1,25 bi no 4° tri com expansão por data centers
A cobrança do tributo está sujeita à regra da noventena. Para que o imposto entrasse em vigor em 1° de janeiro de 2027, a MP precisaria ter sido editada até o começo de outubro. Diante do atraso, a equipe econômica trabalha para que o novo imposto incida a partir de fevereiro.
Na proposta orçamentária de 2027, o Ministério do Planejamento e Orçamento estimava que o governo federal iria arrecadar cerca de R$ 41,9 bilhões com o imposto seletivo em 2027, o que daria em torno de R$ 3,5 bilhões por mês aproximadamente.
Para compensar a frustração da arrecadação em janeiro por conta da regra da noventena, o Ministério da Fazenda vai enviar uma outra proposta ao Congresso para prorrogar a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) aos setores que serão afetados pelo Seletivo. De acordo com Dario Durigan, a extensão do IPI deve valer apenas para o mês de janeiro.
“Eu fiz um acordo com todos os setores impactados pelo imposto seletivo e os setores têm acordo para manter a carga do IPI para o imposto seletivo", disse o ministro.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.