Senacon processa postos por suposto aumento abusivo de combustíveis
A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) instaurou nesta segunda-feira (21) 70 processos administrativos contra postos de combustíveis em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo por suspeita de aumento abusivo dos preços dos combustíveis, segundo nota divulgada pela instituição.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou na sexta-feira (18) ter recebido pelo menos 330 denúncias de possíveis aumentos abusivos de preços em postos pelo País.
Leia Mais
Disney nomeia Karandeep Anand como 1° vice-presidente de tecnologia Iene se desvaloriza com possível intervenção cambial Oura, fabricante de anéis inteligentes, projeta US$ 15,6 bilhões em IPO
A Senacon, na nota, afirmou que a fiscalização identificou um aumento nas margens de lucro superior a 70% nos postos alvos do processo. As empresas terão 15 dias para apresentar defesa, e a decisão final da Senacon pode resultar em multas de até R$ 14 milhões, de acordo com os critérios do Código de Defesa do Consumidor.
Ao todo, foram registradas denúncias de aumento abusivo de preços em 15 Estados da federação, e em sete foram identificados aumentos nas margens de lucro dos postos. Por isso, a Senacon convocou uma reunião emergencial dos órgãos de defesa do consumidor para coordenar fiscalizações em todo o território nacional.
No histórico recente, fiscalizações pelos Procons resultaram em aplicações de multas de R$ 3 milhões a mais de 50 postos em Fortaleza. Em Anápolis, nove estabelecimentos também foram autuados, e em Criciúma dois postos receberam auto de infração por elevação injustificada dos preços do diesel.
O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, na nota, afirmou que "liberdade de preços não significa liberdade para práticas abusivas" e reforçou que a Senacon continuará atuando em prol dos direitos dos consumidores em toda a cadeia de combustíveis.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.