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Thursday, October 22, 2026

Palantir diz que não pode desligar IA que desenvolveu para operações da OTAN

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A Palantir afirma que não pode desligar remotamente o Maven usado pela OTAN. A declaração ocorre em meio ao temor europeu de dependência tecnológica dos EUA. A aliança adquiriu a plataforma em março de 2025 e anunciou capacidade técnica operacional plena em junho de 2026. O software apoia decisões militares e recebeu credenciamento para operar na rede classificada da organização.

A Palantir afirmou nesta semana que nem a empresa nem o governo dos Estados Unidos podem desligar remotamente o Maven Smart System, plataforma de inteligência artificial usada pela OTAN para apoiar decisões militares. A declaração foi feita por Louis Mosley, vice-presidente executivo para Reino Unido e Europa, em entrevista à Reuters.

Segundo Mosley, os compradores mantêm o controle operacional do software da Palantir. A manifestação ocorre após restrições relatadas pela Ucrânia ao Starshield, serviço militar que utiliza a constelação Starlink, reacenderem preocupações sobre a dependência de fornecedores americanos.

A Reuters relata explicações conflitantes para o episódio. Uma motivação política é suspeita mencionada por autoridades, não uma conclusão estabelecida pela reportagem.

A impossibilidade de desligamento remoto é uma garantia da Palantir, não uma conclusão técnica independente.

O que o Maven faz para a OTAN

A aquisição do Maven Smart System NATO, ou MSS NATO, foi concluída em 25 de março de 2025 pela Agência de Comunicações e Informação da OTAN e pela Palantir. O anúncio oficial, publicado no mês seguinte, destinava a plataforma ao Comando Aliado de Operações. O valor do contrato não foi informado.

Segundo a agência, transcorreram seis meses entre a definição da necessidade e a aquisição. O sistema reúne aplicações de IA para integrar informações de inteligência, apoiar o planejamento e ampliar a compreensão do campo de batalha.

A descrição oficial inclui modelos de linguagem, IA generativa e aprendizado de máquina. A contratação amplia o espaço da Palantir nas estratégias militares baseadas em IA.

A implantação ocorreu em etapas. Em agosto de 2025, o Centro Conjunto de Guerra da OTAN relatou treinamento para incorporar o software aos exercícios que organiza. O Maven havia sido introduzido no exercício Steadfast Deterrence em maio daquele ano, e sua implementação passou a envolver também engenheiros de dados, programadores e analistas da aliança.

Como a soberania tecnológica entra na discussão

Em comunicado de agosto de 2026, a OTAN informou que o Maven alcançou capacidade técnica operacional plena em 22 de junho. A organização anunciou ainda credenciamento de segurança para sua rede classificada, permitindo sua utilização em exercícios, missões e outras atividades.

A aliança descreve o Maven como uma plataforma que conecta sistemas de comando e controle e aceita modelos de diferentes fornecedores, incluindo a francesa Mistral e a americana Meta.

O Maven conecta sistemas militares e pode incorporar modelos de IA de diferentes fornecedores.

Em seu material institucional sobre soberania em inteligência artificial, a Palantir defende que clientes controlem dados, regras e permissões e possam trocar modelos. A companhia apresenta opções de implantação em infraestrutura local e nuvem soberana, sem que isso descreva necessariamente a configuração contratada pela OTAN.

O debate sobre dependência de infraestrutura estrangeira também mobiliza a União Europeia. Em junho, a Comissão Europeia apresentou um pacote de soberania tecnológica voltado a semicondutores, nuvem, IA e código aberto. Entre as propostas está um quadro comum para avaliar a soberania de serviços de nuvem e inteligência artificial.

Perguntas frequentes

O que é o Maven Smart System NATO? +

É uma plataforma de inteligência artificial da Palantir adotada pela OTAN. Apoia a integração de informações, o planejamento e decisões militares.

Quando a OTAN comprou o Maven? +

A aquisição foi concluída em 25 de março de 2025. O anúncio oficial foi publicado no mês seguinte.

Quanto a OTAN pagou pelo sistema? +

O anúncio oficial da aquisição não informa o valor do contrato. Ele descreve a finalidade da plataforma e o prazo do processo de compra.

A Palantir pode desligar o Maven da OTAN? +

A empresa afirma que não. Essa garantia não equivale a uma verificação técnica independente.

O Maven foi aprovado para a rede classificada da OTAN? +

Sim, segundo comunicado da aliança. A OTAN também informou que o sistema alcançou capacidade técnica operacional plena em 22 de junho de 2026.

O Maven aceita modelos de IA europeus? +

A OTAN descreve a plataforma como compatível com modelos de diferentes fornecedores. Entre os exemplos citados está a francesa Mistral, além da americana Meta.

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