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Wednesday, October 7, 2026

As notícias das 13h

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começar o Jornal da Uma. Jornal da Uma com edição do Miguel Vidare. Miguel, o governador do Banco de Portugal considera que nem o Estado nem os privados estão a enfrentar o problema do preço da habitação com a urgência necessária.

Foi o que disse Álvaro Santos Pereira à margem da apresentação do Boletim Econômico de outubro do regulador do setor bancário. Na semana passada, o Eurostat revelou que no segundo trimestre do ano, entre os 27 Estados membros, foi em Portugal que se registou a maior subida do preço das casas, na comparação com o mesmo período do ano passado, 16,5%. A média da União Europeia é de 4,74% na zona euro. Ora, o governador do Banco de Portugal considera que os números sugerem que é preciso fazer mais.

A questão da habitação, eu já disse isso, é o principal risco interno que nós temos pra nossa economia, mas é principalmente uma urgência social. Enquanto nós não entendermos esta urgência social como sociedade, nós não vamos resolver o problema. Eu gostaria que quer o governo, quer as autarquias, quer o setor privado, ficassem realmente não só preocupados, mas obcecados com esta questão, pra resolvermos a questão de termos 300 mil casas a menos no nosso país.

O apelo do governador do Banco de Portugal.

Apelo feito, já aqui referimos, à margem da apresentação do Boletim Econômico de outubro. Há previsões mais otimistas para o desempenho da economia portuguesa este ano.

O Banco de Portugal prevê um crescimento de 2,3% este ano, mais 0,5 pontos percentuais face à estimativa de junho, em linha com as projeções do governo inscritas no orçamento do Estado em execução, apesar do próprio governo já ter admitido que o crescimento do PIB pode ficar ligeiramente abaixo desta estimativa, na casa dos 2,1 ou 2,2%. Junta-se a este jornal da uma da tarde o repórter do Observador, Miguel Gato, que acompanhou a conferência de imprensa de Álvaro Santos Pereira. Miguel, por que está o Banco de Portugal mais otimista? Por que antecipa um crescimento superior ao que previa em junho?

Álvaro Santos Pereira justifica esta revisão em alta do crescimento econômico com três pontos. Diz que o Banco de Portugal prevê agora um crescimento acima dos 2%, impulsionado pelos fundos do plano de recuperação e resiliência, pelas medidas orçamentais adotadas pelo governo e também pelo desempenho português nas exportações. Foi esta a justificação dada pelo governador do Banco de Portugal na conferência de imprensa ao final desta manhã, uma justificação que consta também no documento apresentado do Boletim Econômico de outubro, o penúltimo deste ano. Ora, o crescimento previsto do PIB português é então de 2,3%, como disseste, mais alinhado com o que prevê também o governo. Já nos anos seguintes, 2027 e 2028, o Banco de Portugal prevê um crescimento inferior de 1,8%, valor semelhante aos valores também que foram apresentados relativamente ao ano passado. Quanto à inflação, o Banco de Portugal prevê uma aceleração na ordem dos 3% em 2026, seguido depois de uma estabilização nos anos seguintes, 2,4% em 2027 e 2% em 2028. Portanto, o Banco de Portugal prevê também aqui que a taxa de inflação poderá reduzir nos próximos tempos. Ainda assim, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, diz que estas previsões podem alterar-se diante, obviamente, da imprevisibilidade do contexto internacional, nomeadamente ao que diz respeito à guerra no Médio Oriente, também ao investimento feito em inteligência artificial ou à política monetária dos países da União Europeia.

A coincidir com a divulgação destas previsões, o antigo governador Mário Centeno, num artigo de opinião no jornal Público, vem hoje acusar o governo de ter acabado com a almofada orçamental deixada pelo Executivo de António Costa. Mário Centeno sublinha que o excedente 1,2% do PIB deixado pelo então governo socialista foi dissipado em três anos, fala no governo da AD. Julgo que Álvaro Santos Pereira, Miguel, foi confrontado com estas considerações. São partilhadas pelo atual governador?

Não são partilhadas. Mário Centeno alertou pra esse despesismo do governo. Disse mesmo o antigo ministro das Finanças que o caminho seguido pela AD põe em causa o futuro das contas públicas, um cenário que parece assemelhar-se ao de José Sócrates e à pré-crise de 2009. Ora, o atual governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, discorda desta análise.

Eu acho que é importante controlarmos a despesa, é óbvio. Por outro lado, a nível de déficits excessivos, desde que nós continuemos a controlar exatamente, manter esse excedente orçamental ou muito perto disso, não vamos ter problemas com as regras europeias.

Não há problemas com as regras europeias, desde que o governo mantenha o excedente orçamental. É o que diz o atual governador do Banco de Portugal, que rejeita o pessimismo de Mário Centeno no que toca às contas públicas e à maneira como o governo está a governar nesse aspecto. Álvaro Santos Pereira diz ainda que há condições pro governo apresentar um excedente orçamental nos próximos anos, mas que é importante manter a prudência fiscal e continuar a descida da dívida pública.

Foi o que disse Álvaro Santos Pereira nesta conferência de imprensa, que foi acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Gato. O Banco de Portugal está mais otimista quanto ao desempenho da economia portuguesa neste ano e também no próximo.

E Miguel, já há data pra instalação de duas novas comissões parlamentares de inquérito sobre os problemas com os exames nacionais e sobre a conduta de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. Estão agendadas para 14 de outubro.

Sim, é a decisão que sai da reunião da Conferência de Líderes desta manhã. A data foi anunciada há instantes. Seguimos sem demora até ao Parlamento, ao encontro do jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, quer isso dizer que, ao contrário do que defendeu José Pedro Aguiar Branco, vamos mesmo ter quatro comissões parlamentares de inquérito a funcionar em simultâneo?

No mínimo durante algumas semanas, Miguel. É bom lembrar que já há essas duas comissões parlamentares de inquérito ativas, que estão em fase de conclusão, uma sobre o INEM e outra sobre os negócios dos incêndios rurais e a 14 de outubro, ou seja, daqui a uma semana, vão ser instaladas mais duas, uma sobre a polêmica em torno dos exames nacionais e a outra sobre as polêmicas em que está envolvido Luís Neves. Ou seja, ficam quatro comissões instaladas. Estas duas novas podem já começar, por exemplo, a pedir documentação, a identificar quem querem ouvir, mas há aqui um pormenor importante, é que nas próximas semanas arrancam também os trabalhos de discussão orçamental, que suspendem automaticamente os trabalhos das comissões e, por isso, só lá para o fim do ano vão poder arrancar as audições nestas duas novas comissões, e isto numa altura em que se espera que já estejam concluídos os trabalhos destas duas comissões que existem neste momento. Quer isto dizer que sim, esse desejo de Aguiar Branco de só ter duas comissões parlamentares de inquérito ao mesmo tempo, até para respeitar os grupos parlamentares mais pequenos e permitir que estejam presentes nesses momentos, acaba por não ser respeitado, apesar de até ter recebido um apoio amplo nesta reunião da conferência de líderes, mas na prática, as audições sobre os exames nacionais e sobre Luís Neves só arrancam lá para o fim do ano e, por isso, a decorrer a todo o gás, só haverá duas comissões a decorrer de uma vez.

Vasco Maldonado Correia, jornalista do Observador, que acompanhou as conclusões desta reunião da conferência de líderes com esta novidade, esta data 14 de outubro, data pra instalação das duas novas comissões parlamentares de inquérito aos exames nacionais e também à conduta de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.

Uma hora e nove minutos, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade.

Está confirmado, o novo presidente da AIMA é César Teixeira. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amar, esta manhã, durante uma audição na Comissão de Assuntos Constitucionais. O primeiro-ministro assinalou também esta manhã os três anos dos ataques do Hamas a Israel, que fizeram perto de 1200 mortos. Luís Montenegro lamenta e sugere que é preciso refletir sobre a capacidade da comunidade internacional de promover uma solução de paz duradoura para a região do Médio Oriente. A Polícia Judiciária tem em curso uma megaoperação de combate a crimes econômicos. Mais de 700 inspetores da PJ e 300 da Autoridade Tributária fazem buscas em casas e a cerca de 150 empresas e escritórios. As autoridades acreditam que o Estado pode ter sido lesado em mais de € 100 milhões. 11 de novembro, data da greve geral em Espanha. É a primeira greve geral apoiada pelos principais sindicatos do país em 14 anos. Está marcada para uma quarta-feira, duas semanas e meia das eleições gerais e um dia antes do início oficial da campanha eleitoral. De saída, Portugal subiu à quinta posição do ranking da FIFA. A seleção de futebol das Quinas sobe dois lugares, ultrapassa Brasil e Marrocos, depois do início da era Jorge Jesus como selecionador nacional, com quatro vitórias em quatro jogos. Já assegurou a qualificação para os quartos de final da Liga das Nações. Na classificação divulgada hoje pelo organismo máximo do futebol mundial, a Espanha continua a liderar.

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