Cuba e EUA mantêm "canais de comunicação", mas não há negociações, diz diplomata
Os contatos diplomáticos mais recentes entre os EUA e Cuba incluíram reuniões, ligações telefônicas e mensagens pelo WhatsApp, mas os dois lados não avançaram em relação a uma agenda de negociações ou ao reinício de conversações oficiais, disse ela.
“O que temos com os EUA são canais de comunicação”, disse Torres Rivera. Ela se recusou a fornecer detalhes sobre o cronograma, os temas e os participantes.
Sua descrição das comunicações parece ficar aquém da afirmação de Trump na ONU no mês passado de que o secretário de Estado Marco Rubio estava “em negociações avançadas” com Havana. Trump também chamou Cuba de “Estado falido” e previu que seu governo cairia. A delegação cubana saiu do salão em protesto.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse: “Não nos surpreende que o regime cubano esteja divulgando essa propaganda. Na verdade, as negociações estão em andamento e o regime tem se mostrado, até o momento, relutante em concordar com qualquer coisa que ajude o povo cubano, o que, em última instância, ameaça seu controle total.”
Trump declarou abertamente que seu objetivo é mudar fundamentalmente o governo de Cuba. Um bloqueio petrolífero imposto pelos EUA colocou o país sob forte pressão, já que ele enfrenta escassez de combustível e apagões agravados pela infraestrutura precária. Especialistas em direitos humanos da ONU condenaram o bloqueio petrolífero como uma violação do direito internacional.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou no final de junho que as negociações iniciadas anteriormente neste ano com os EUA haviam estagnado e, no início de setembro, que não havia negociações em andamento nem planejadas.
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