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Tuesday, August 18, 2026

9h. Morreu aos 98 anos a atriz brasileira Laura Cardoso

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As notícias com o Luís Soares. O incêndio em Torre de Moncorvo é o que está a preocupar mais as autoridades. Nesta altura, no combate às chamas, estão cerca de 440 operacionais. A Proteção Civil fala, esta manhã, em condições adversas.

Um incêndio que começou no sábado, chegou a estar dominado, mas entretanto reacendeu. É o incêndio que está a mobilizar mais meios em todo o país. Em declarações, há instantes, à Rádio Observador, o segundo comandante regional da Proteção Civil, Luís Araújo, diz que neste momento há três setores principais de combate às chamas e que os bombeiros aguardam, a qualquer momento, a chegada dos meios aéreos.

A linha de fogo está em vigilância na zona de Lousada, a oeste, junto da Capela de Santa Bárbara. Estamos a concluir trabalhos de contenção do setor bravo, combate direto a meia encosta, a progredir junto a uma linha d'água e que vamos tentar posicionar e colocar meios, bem como no setor Charlie. Temos uma frente ardendo livremente, que desce em direção à linha d'água, sem capacidade de entrada de meios. Estamos a reagrupar meios para conseguir fazer a entrada. Aguardamos, a todo instante, que existam condições para que se possam utilizar os meios aéreos.

De resto, nesta altura, a página da Proteção Civil já dá conta de dois meios aéreos no combate a este incêndio em Torre de Moncorvo. O segundo comandante da Proteção Civil, Luís Araújo, afirma também que a prioridade neste incêndio é proteger habitações, mas reforça que neste momento não há casas em risco.

Continuamos, como sempre e aqui, a dar prioridade àquilo que é a proteção dos aglomerados populacionais. Não existindo, neste momento, nenhum aglomerado em risco, mas sempre que tal aconteça, levamos a cabo aquilo que são a evacuação, se for necessário, ou então o simples confinamento da população, por vezes até para a sua segurança e controle emocional, em alguns casos.

O segundo comandante regional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Luís Araújo, a fazer o ponto de situação à Rádio Observador deste incêndio em Torre de Moncorvo. Não há a previsão de quando é que poderá ficar resolvido este incêndio no distrito de Bragança, até porque, como percebemos, a área que está a arder é de muito difícil acesso para os bombeiros.

E além deste incêndio em Torre de Moncorvo, Luís, há outros fogos a preocupar as autoridades esta manhã.

Um em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, onde estão mais de 200 operacionais, de acordo com fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho. Não há, nesta altura, casas em risco, mas também não há uma estimativa de quando é que vai ser possível resolver este incêndio. No local, já estão também dois meios aéreos a ajudar no combate às chamas em Ponte de Lima. Em Santo Tirso, no Porto, há cinco meios aéreos. Foi reforçado o combate com cinco meios aéreos. O combate a este incêndio em Santo Tirso, no distrito do Porto, incêndio com quatro frentes ativas em zona de mato. Não há, para já, danos em habitação nem pessoas feridas, é o que adianta à Agência Lusa a Proteção Civil. No terreno, estão já quase 200 operacionais, mais de 50 viaturas no combate a este incêndio em Santo Tirso. Em Arouca, há também dois meios aéreos no combate a este incêndio, já com mais de 250 operacionais e 75 viaturas no combate a este incêndio, também na região do Grande Porto. Em Valongo, está dominado o incêndio de ontem, um incêndio que provocou sete feridos, cinco bombeiros e dois civis. Um dos bombeiros e também um dos civis sofreram ferimentos graves, mas este incêndio em Valongo está dominado, assim como o incêndio de Boticas e o incêndio de Vila Flor.

As falhas nos ares-condicionados do metrô do Porto estão a causar problemas aos passageiros, problemas com o calor excessivo. A empresa de transportes viu-se assim obrigada a recolher vários veículos para as oficinas.

O que está a causar vários constrangimentos a quem circula nas carruagens do metrô do Porto e o calor que se tem feito sentir na cidade Invicta não ajuda. Em direto da cidade do Porto, está o jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, importa perceber como é que os passageiros estão a lidar com toda esta situação.

Para já, com alguns leques, ventoinhas também e lenços ou panos para limpar o suor do rosto. Era o cenário que víamos de manhã numa das carruagens da linha azul. Encontro-me na paragem de Matosinhos Sul, onde passa a linha azul e onde esta linha tem sido uma das mais afetadas por este problema. E se hoje de manhã a situação é um bocadinho melhor, agora, à tarde ou na tarde de ontem, a situação era diferente, também porque estava mais calor. Agora está ainda fresco, mas os passageiros também temem que, entretanto, à tarde, com mais passageiros também e com mais calor, a situação se repita. Isto é um problema recorrente e já se tornou também quase uma normalidade para os passageiros desta linha, mas também da linha laranja ou da linha amarela, mas sobretudo a linha laranja e a linha azul, porque é um problema que se tem repetido nos últimos tempos e que agora com mais ondas de calor, se repete cada vez mais. Não são todos os passageiros, lá está, que sentem este problema, porque se centra nestas três linhas que usam ainda os Eurotram, essas composições que além de serem as mais antigas em circulação pela Metro do Porto, são também as mais numerosas. Falamos de mais de 70 veículos que representam mais da metade desta frota total da Metro do Porto. E estes problemas nos ar-condicionados, a Metro do Porto já os sinalizou, sabe que acontecem e que por isso tem obrigado também, quando a situação se torna insuportável, a retirar de circulação algumas destas composições, o que provoca mais atrasos e também metros mais cheios, o que adensa as críticas dos passageiros. A Metro do Porto está a tentar solucionar este problema, tem algumas soluções de curto prazo. Quando isto aconteceu em julho, no início de julho, noutra onda de calor, a solução, além de retirarem mais de 20 veículos de circulação, desta vez não especificaram ao Observador quantos veículos foram retirados. Ontem sabemos que foram retirados alguns, não sabemos quantos. Outra solução que tem sido adaptada, essa mais a curto prazo, é de injetar ar frio nestas composições antes de começarem o seu serviço. Ora, mesmo assim O problema mantém-se e o governo também está a par deste problema. Da última vez que aconteceu o problema, o governo, o Ministério das Infraestruturas, referiu que estas composições ainda têm uma vida de pelo menos mais 10 anos, ainda durarão mais 10 anos, o que está em média com o que acontece em outros veículos do mesmo gênero, e que, por isso, sendo expectável que continuem a circular nos próximos 10 anos, é preciso arranjar alguma solução para que os problemas não se repitam. Agora chega mais um metro aqui à estação de Matosinhos Sul, as pessoas vão entrando. Para já, como eu disse, estando mais fresco, o problema é menor, mas com o passar do tempo, com o chegar da tarde, com mais passageiros também, numa linha muito usada por quem vai à praia, é preciso arranjar soluções para que estes passageiros não continuem a reportar os mesmos problemas.

Miguel Pinheiro Correia aqui em direto, a acompanhar a situação. Ligeiramente melhor no metro do Porto do que ontem à tarde. Ainda assim, os passageiros vivem dificuldades relacionadas com o calor por causa da avaria no ar-condicionado de várias carruagens do metro do Porto.

Esta madrugada ficou marcada por mais uma troca de ataques entre Rússia e Ucrânia. A imprensa russa dá conta de uma ofensiva ucraniana com recurso a mais de 600 drones.

E fala mesmo num dos maiores ataques a Moscovo dos últimos dois anos de guerra. Não há, para já, indicação de vítimas ou de danos. É mais uma ofensiva ucraniana em território russo esta semana. O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, afirma que a Ucrânia tem tido cada vez mais sucesso nos ataques e sublinha também que nesta altura fica cada vez mais difícil esconder os impactos da guerra na sociedade russa.

Os ucranianos, este ano, estão a ter muito sucesso no campo de batalha, não propriamente a avançar, mas a eliminar soldados russos e, portanto, há a expectativa de que Putin terá que fazer uma mobilização geral para conseguir ter mais soldados, até porque já não tem muito dinheiro para os recrutar na periferia. E esse será o momento crítico, creio eu, para a liderança de Putin, de saber se os russos aceitam uma mobilização geral, porque aí torna-se impossível esconder os efeitos da guerra sobre toda a sociedade russa.

Análise do especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, no gabinete de guerra desta manhã. Kiev acusa a Rússia de ter realizado um ataque com quase 150 drones contra várias regiões ucranianas esta noite. As forças ucranianas de defesa aérea afirmam ter abatido a grande maioria destes drones.

E morreu aos 98 anos a atriz brasileira Laura Cardoso. Era um dos maiores nomes da televisão brasileira.

Foi, de resto, uma das maiores atrizes do Brasil. Morreu de madrugada, em casa, na cidade de São Paulo, por causas naturais. É o que diz a Rede Globo, que cita declarações do bisneto da atriz. Filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso tornou-se, Carlos Pedro, uma das mais respeitadas atrizes da televisão brasileira.

Nasceu em 1927, iniciou a carreira aos 15 anos na Rádio Cosmos, onde participou em radionovelas. Desde aí, construiu uma trajetória de mais de 80 anos ligada à cultura. Não foi por acaso que em 2002 foi distinguida com o Troféu Mário Lago e quatro anos depois recebeu a Ordem do Mérito Cultural, uma das principais distinções brasileiras na área da cultura. A estreia em televisão chegou em 1952, na TV Tupi. Laura Cardoso, nome artístico de Laurinda de Jesus Cardoso, tornou-se uma das pioneiras da teledramaturgia brasileira. Em 1981, chega à Globo, onde participou em produções como "Gabriela", "Caminho das Índias", "Mulheres de Areia", entre outras. Muitas outras peças de teatro, séries e também filmes. Foram 60 novelas ao longo de oito décadas de carreira, algumas delas transmitidas em Portugal. A última foi "A Dona do Pedaço", em 2019. Estava afastada das novelas desde aí, mas tinha contrato vitalício com a TV Globo. Só uma história curiosa sobre Laura Cardoso. Um dos papéis mais marcantes da carreira desta atriz foi o de Guiomar, novela "A Viagem". A brasileira chegou a deixar a novela durante as gravações por causa de uma operação, mas antes de ir para esse processo cirúrgico, pediu para que a personagem não morresse. Isto não aconteceu e para justificar a ausência dos ecrãs durante algum tempo, a produtora mudou a personagem de Laura de cidade, foi morar para outro local, onde depois continuou o enredo na novela.

Uma das histórias de Laura Cardoso na dramaturgia brasileira. Carlos Pedro, com alguns desses destaques da vida e obra de Laura Cardoso, um dos maiores nomes da televisão brasileira. Morreu hoje, aos 98 anos, em São Paulo, no Brasil.

São agora 9h11. Luís Soares, antes do Explicador, que outras notícias merecem destaque?

A circulação ferroviária entre Lisboa e Cascais esteve esta manhã interrompida na estação de Passos de Arcos, devido a um atropelamento. O ferido grave foi transportado para o Hospital São Francisco Xavier, segundo apurou o Observador. A circulação na linha de Cascais já foi retomada. O preço do petróleo Brent está esta manhã a ultrapassar os $91, é o valor mais alto desde o início do mês, uma subida que acontece no dia em que uma embarcação foi atingida com um projétil no estreito de Ormuz. E o espião português que vendia segredos à Rússia está no centro do novo podcast do Observador. Hoje é terça-feira e, Maria João, há mais um episódio.

Frederico Carvalhão Gil era um dos agentes mais antigos do SIS. A operação para o deter em Roma, em flagrante, deve ter sido preparada ao pormenor.

E contou com 27 agentes, portugueses e italianos, no terreno.

Carvalhão Gil entra no mercado Testaccio. O espaço ocupa quase um quarteirão inteiro do bairro com o mesmo nome. Cada um dos lados do edifício tem entre quatro e seis portas e o espião vai usar várias delas. Carvalhão Gil faz aquilo a que na vigilância se chama um percurso controlado. Entra por uma porta. E a seguir, sai pela zona oposta do edifício. Volta a entrar e a sair do mercado, mas por uma entrada e uma saída diferentes. E depois passa uma e outra vez pelo mesmo local, no interior do mercado. As equipas de vigilância vão se revezando. Pelo auricular, os inspetores que seguem o espião indicam o local exato onde ele está. Depois, afastam-se e uma nova equipa entra em ação.

Um excerto do quarto episódio de "A Vida Dupla do Espião Traidor", que já está disponível.

Se for assinante standard ou premium do Observador, já sabe que tem acesso antecipado à série completa. É uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, com música original do Bruno Pernadas. A investigação e os guiões são do jornalista do Observador, o Pedro Rainho.

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