PunchVIDEO: Any man who says he won’t die for his woman is a fool — OdumodublvckESPN DeportesMauricio Pochettino: "La rivalidad con México me da lo mismo"CNN Türkİstanbul'da son yağmurlar barajlara yaradı: Baraj doluluk oranları açıklandıThe Jerusalem PostHigh school students in Paris' deprived suburbs spark national protest movementESPNUSA's youth vs. Mexico's veterans: Who is better off for 2030 World Cup cycle?InquirerOver P3.2M ‘shabu’ seized, 4 nabbed in Northern Mindanao drug stingsDaily MaverickGauteng targeting safer, smarter transport to support future growthZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFVarietySkydance Blasts Off: Can David Ellison Make Paramount-Warner Bros. Merger Fly?ESPN CricinfoFatima Sana joins Perth Scorchers for WBBL 2026-27CNN بالعربيةمصر.. شيرين عبدالوهاب تفي بوعدها بالمزيد من الأغانيtazDebatte um Thélyson Orélien: Um Integrität geht es nur am Rande
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, October 3, 2026

A caneta emagrecedora ficou mais barata. Agora as farmácias precisam vender mais

Translate

O preço médio das canetas de GLP-1 começou a cair nas farmácias, e o volume vendido não está compensando. Em agosto, o indicador que a XP Investimentos usa como aproximação do Mounjaro mostrou receita 6% menor que em julho, com volume apenas 1% maior. A combinação implica queda de cerca de 7% no preço médio, segundo relatório dos analistas Pedro Caravina e Laryssa Sumer.

O indicador é construído com dados da Sindusfarma/IQVIA e considera medicamentos de referência, patenteados e não biológicos. Em julho, o volume havia crescido 6% e a receita tinha ficado estável. Na comparação com agosto do ano passado, as vendas ainda sobem 91,6%.

Para a XP, os números confirmam que a tese de GLP-1 para o varejo farmacêutico entrou em uma nova fase, seis meses após a expiração da patente da semaglutida. A oportunidade deixa de ser puramente de receita e passa a ser uma discussão de margem e volume.

A concorrência maior entre fornecedores pode melhorar as condições de compra das farmácias, mas tíquetes mais baixos vão exigir crescimento contínuo de volume para sustentar a rentabilidade.

Dez registros, duas canetas na prateleira

Segundo a XP, o mercado brasileiro de GLP-1 passou de uma corrida para registrar produtos para uma corrida para chegar às prateleiras. A Anvisa concedeu neste ano 10 registros de semaglutida similar, mas apenas dois produtos estão nas farmácias, o Ozivy, da EMS, e o Semavy, da Hypera. Os demais aguardam a definição de preço pela CMED ou a data de lançamento.

O Semavy chegou às farmácias em 4 de setembro por R$ 333 por caneta na compra para três meses, igualando o preço do Ozivy no programa de fidelidade.

A próxima onda de lançamentos é a que mais deve mexer com os preços, na avaliação dos analistas. Os similares devem reduzir valores para ganhar participação de mercado, e a chegada dos genéricos tende a acelerar a queda. Pelas regras regulatórias, um genérico precisa custar pelo menos 35% menos que o produto de referência.

Todas as aprovações até agora são para diabetes tipo 2. Uma versão indicada para obesidade, substituta do Wegovy, é esperada até 2027, e as formulações orais estão na fila da Anvisa depois dela.

Em setembro, a Anvisa também aprovou os dois primeiros genéricos de liraglutida, ambos da EMS, no dia 8, e a nova caneta da Novo Nordisk, a Kyinsu, no dia 28. O produto combina insulina icodeca e semaglutida em uma única injeção semanal.

SUS deve ampliar o acesso, não tirar clientes das farmácias

O governo anunciou em 17 de setembro a intenção de oferecer canetas de GLP-1 pelo SUS, e o Ministério da Saúde protocolou o pedido de incorporação no dia 24. Critérios e cronograma ainda não foram definidos.

A XP vê impacto limitado para as farmácias. Os primeiros sinais apontam para um grupo inicial restrito, e o SUS deve ampliar o acesso ao tratamento em vez de canibalizar o varejo. Se a distribuição ocorrer pelo Farmácia Popular, as redes podem capturar algum benefício com fluxo de clientes e vendas de outros produtos.

O risco, segundo os analistas, é que compras públicas em larga escala estabeleçam um preço de referência baixo e pressionem ainda mais os tíquetes no setor privado.

Receita eletrônica e novos canais de venda

Desde 30 de setembro, o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) permite a emissão eletrônica e o rastreamento de receitas retidas, incluindo as de GLP-1. Para a XP, isso significa menos atrito no balcão e mais rastreabilidade, o que favorece o canal formal em relação ao mercado informal.

Ao mesmo tempo, os similares estão ampliando a categoria para associativismos e farmácias independentes e, mais recentemente, para o comércio eletrônico, com a entrada de players como o Mercado Livre.

Os analistas também apontam que os volumes estão ficando mais voláteis. Como parte das compras é feita em pacotes para vários meses, os meses de lançamento tendem a ser fortes e os seguintes, mais fracos.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.