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Sunday, November 1, 2026

13h. MAI reage à atuação da PSP em Lisboa e no Porto

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Maldonado Correia. Vasco, o Ministro da Administração Interna já reagiu à carga policial de ontem em Lisboa e no Porto. Luís Neves assume que as imagens são difíceis de ver.

Na Maria Grande, o Ministro da Administração Interna fala em sentimentos contraditórios, um sentimento de tristeza. Diz que ninguém tem prazer em ver o que aconteceu.

Que ninguém gosta de ver estas imagens que aqui estão. Todavia, também já o disse e vou voltar a repetir, o direito à manifestação é um direito constitucional. É absolutamente bom que haja a capacidade dos cidadãos poderem manifestar, dando a conhecer aquilo que são as suas reivindicações, os seus desejos à procura de justiça. O governo, ainda há dias no Parlamento, o senhor primeiro-ministro enfatizou, é, de fato, este direito de manifestação que é global e, por isso, nós, as autoridades e o governo, e as autoridades policiais estão sempre com a segurança destes grandes eventos.

Luís Neves aqui a descrever imagens negativas, mas a sair em defesa da polícia perante o que considera ser apenas uma pequena franja que quis colocar em causa a ordem pública.

Uma pequena franja, relativamente aos manifestantes, tem vindo de uma forma reiterada a pôr em causa o cumprimento da lei. É isso que aqui está em causa. Como todos se aperceberam, já no passado recente e no âmbito destas mesmas manifestações, no Porto, houve momentos em que os próprios manifestantes levantaram as tendas que previamente tinham colocado. Nestes dias, tem ocorrido, de uma forma absolutamente inédita, por parte das autoridades policiais, da Polícia de Segurança Pública, uma articulação, pedidos até de uma forma muito tranquila, demorada, de que as tendas não se podem manter conforme são montadas. E por isso, perante o incumprimento da lei, há a necessidade de se repor a ordem pública.

Luís Neves, há instantes, aqui um registo captado pela CNN Portugal, sai em defesa das forças policiais, depois de mais uma noite de tensão, tanto em Lisboa como no Porto, que deixou mais de 30 pessoas feridas.

E também da última hora, a reação de José Luís Carneiro, o secretário-geral do PS, vai chamar com urgência o ministro da Administração Interna ao Parlamento para esclarecer os acontecimentos da última noite.

Em conferência de imprensa no Porto, José Luís Carneiro deixou esse anúncio, pede também a Luís Montenegro que convoque o sistema de segurança interna.

O primeiro-ministro deve também convocar, com caráter de urgência, o sistema de segurança interna, onde reúnem as forças e os serviços de segurança, com a presença dos representantes da Assembleia da República, para garantir que se faça o acompanhamento institucionalmente devido, mas também para que ocorra o escrutínio democrático em tudo o que se tem vindo a passar no país.

O secretário-geral do PS diz que ainda quer falar com o presidente da República sobre o tema.

Tenho a intenção de falar com o senhor presidente da República. Falei com ele, como se sabe, por sua convocatória durante esta semana. Pude levar-lhe as propostas do Partido Socialista para responder à crise da habitação.

É o que diz José Luís Carneiro, que avisa ainda que se estivesse à frente do governo, já tinha avançado com uma remodelação ministerial.

Nenhum governo resiste à falta de liderança do primeiro-ministro. E se o governo continuar sem a coordenação, sem a liderança e sem o comando político do primeiro-ministro, de pouco valerá, porque os ministros de per si carecem de uma orientação, de uma liderança, de uma coordenação e de um comando político. Era aquilo que eu faria sendo primeiro-ministro.

E a opinião?

Na minha opinião, se eu fosse o primeiro-ministro, teria feito já uma remodelação do governo.

O secretário-geral do Partido Socialista, aqui com esse conselho para Luís Montenegro, foi em conferência de imprensa na última hora no Porto.

E o PCP acusa o governo de ser o maior fator de instabilidade no país.

Pede o apuramento das responsabilidades pela atuação da PSP nessas manifestações, tanto em Lisboa como no Porto, num comunicado divulgado há cerca de uma hora. O PCP diz que o Executivo está a agir com autoritarismo, à margem da lei e da Constituição. O partido associa os acontecimentos desta madrugada a uma intensificação das medidas do governo contra os direitos dos trabalhadores e da população. Apela também à mobilização dos trabalhadores e da população nas próximas ações pelo direito à habitação, na manifestação nacional convocada pela CGTP para o dia 21 deste mês.

E o presidente da República já falou com o primeiro-ministro e com a provedora de Justiça, na sequência da carga policial da última madrugada em Lisboa e no Porto.

Informação enviada ao Observador por fonte oficial da Presidência da República, que dá conta que essa conversa com Luís Montenegro e Luísa Neto aconteceu nas últimas horas, aconteceu esta manhã, sendo que fonte de Belém já tinha também indicado que António José Seguro tinha pedido informações e esclarecimentos sobre os incidentes da última madrugada e ainda sobre a situação dos manifestantes detidos e de todas as pessoas que ficaram feridas. Ao todo, há 13 detidos, seis em Lisboa, sete no Porto, sendo que já todos foram libertados. Entretanto, chega também a informação que os manifestantes detidos em Lisboa vão ser presentes a tribunal já na segunda-feira, ou seja, amanhã. Entretanto, há também 13 polícias que apresentaram ferimentos e o movimento Acampada garante que mais de 30 pessoas ficaram feridas entre os manifestantes.

Alguns tiveram de seguir para o hospital. No São José, em Lisboa, quatro manifestantes tiveram alta esta manhã.

Quatro dos cinco que seguiram para o hospital. A notícia foi avançada por fonte da Unidade Local de Saúde, sendo que entre esses 30 feridos dos manifestantes, 10 tiveram de ser hospitalizados.

Entretanto, Vasco, os manifestantes prometem voltar hoje à rua.

O que vai acontecer já daqui a algumas horas, às 17h, no Rossio. É um novo momento de protesto, agora contra a violência policial e pela habitação.

Entretanto, os comerciantes da Baixa Pombalina vêm condenar os atos de violência da última madrugada e apontam o dedo aos manifestantes.

Num comunicado enviado às redações da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, vem mostrar preocupação com os comportamentos registados na última noite, particularmente no Mercado da Figueira. Esta associação fez aqui que respeita o direito à manifestação, mas condena os manifestantes que invadiram o espaço desse mercado. Queixa-se que foram retiradas mesas e bancos, o que colocou em risco a segurança das instalações, dos comerciantes e da própria continuidade da atividade do mercado. Diz também a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina que só graças à intervenção da segurança privada presente no local é que foi possível evitar consequências mais graves.

Uma hora e sete minutos, Vasco. Há outras notícias em destaque a esta hora?

A começar pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, que começou hoje uma visita oficial de três dias à Venezuela. O objetivo é reforçar as relações políticas e económicas entre os dois países, de acordo com o comunicado enviado às redações. Manuel Castro Almeida vai participar em vários encontros com as autoridades venezuelanas, é o que se pode ler nesse comunicado enviado às redações, e vai estar também com representantes da comunidade portuguesa residente no país. Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky denuncia novos ataques russos contra infraestruturas energéticas da Ucrânia durante a madrugada de hoje. A denúncia foi feita através de uma publicação na rede social X. Os ataques atingiram quatro regiões do país, deixaram centenas de milhares de pessoas sem eletricidade. Perante essa intensificação dos ataques, o presidente ucraniano voltou a pedir aos Estados Unidos e à Europa mais sistemas de defesa aérea, nomeadamente mais mísseis Patriot. Neste jornal da Uma, olhamos também para o futebol. Jornada 10, depois da vitória de ontem do Foco do Porto, há hoje quatro jogos no campeonato nacional. Às 15h30 arranca o Arouca-Nacional, às 18h há dois jogos, o Académico de Viseu-Rio Ave e o Marítimo-Santa Clara. O Santa Clara que segue neste momento na quarta posição do campeonato. Destaque também para o Braga-Famalicão, que se joga às 20h30. E lá fora, destaque para um jogo grande na Premier League, Liverpool-Arsenal, às 16h30. Em caso de vitória, o Arsenal fica isolado na liderança do principal campeonato do mundo.

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