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Monday, October 26, 2026

5 séries, 2 documentários, um filme e um ciclo em estreia

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Sem uma passagem pelas salas de cinema, o biopic de Matt Johnson dedicado a Anthony Bourdain estreia em Portugal nas plataformas de streaming. Tony é divertido porque não é bem um biopic, antes uma espécie de ficção sobre a entrada na vida adulta de Bourdain e as suas aventuras iniciais na cozinha em Provincetown, para onde vai sem grande objetivo, exceto seguir um sonho de verão: uma rapariga por quem tem um fraquinho e sabe que irá lá estar. Não se entre no filme à procura do Bourdain, da loucura da cozinha (embora haja) ou de ideias que motivem a alguém a entrar no mundo da culinária. Tony evita – e bem – tudo isso. Um pouco como o próprio desejaria.

“The Terror: Devil In Silver”

AMC Selekt, segunda-feira, 26 de outubro

Algo que surge com alguma surpresa em 2026 e é bem-vindo: uma nova temporada de The Terror. A série de antologia original data a 2018 e é uma das grandes séries de terror da última década. A segunda, no ano seguinte, falhou em capturar o brilho da primeira. E esta terceira, Devil in Silver, também não brinca com os fantasmas do passado e da história e o que acontece aos humanos em situações limite e parece mais próxima de American Horror Story do que da série original. Isso pode ser bom. Este terceiro bloco desta série de antologia passa-se num hospital psiquiátrico, o protagonista é Peter Coffin (Dan Stevens), que foi lá colocado por engano e começa a experienciar coisas muito estranhas. Se gostou muito da temporada original, acho que vale a pena dar uma espreitadela nesta. Parece ser uma boa redenção.

“Minimum Wage”

Netflix, segunda-feira, 26 de outubro

As comédias no local de trabalho dão pano para mangas e considerando que Tires, provavelmente a melhor série de comédia da Netflix dos últimos cinco anos, acontece num local de trabalho e surgiu discretamente, é invevitável que olhemos para Minimum Wage com curiosidade. Esta semana estreia metade da primeira temporada, catorze episódios com cerca de doze minutos cada. A história? Um grupo de jovens, ainda a estudar e a trabalhar numa pizzaria ao sabor do salário mínimo, tenta justificar ao patrão que não deveria vender aquela loja, a única que dá prejuízo. O elenco tem muita gente nova e desconhecida, por isso, a única coisa que têm a provar é que são muito engraçados e que estão dispostos a fazer qualquer coisa pelo sucesso. Costuma ser uma boa receita para estas comédias.

“O Episódio Sobre Matthew Perry”

Netflix, terça-feira, 27 de outubro

Na semana em que farão três anos da morte de Matthew Perry, a Netfix lança um documentário em três partes sobre o ator, que tem tanto de história da sua vida, como de contínua sessão de alcoólicos anónimos sobre o perigo da adição. Isso é bom. Realizado por Mary Robertson, que há dois anos deu nas vistas com Quiet on Set: The Dark Side of Kids TV (HBO Max), o documentário faz um bom serviço aos fãs de Friends e a quem procura uma visão clara dos altos e baixos da vida de Perry. Os momentos menos bons tomam muito conta do documentário, sem um lado gratuito, e com depoimentos de pessoas próximas, em diferentes situações e contextos. Evita uma grande atenção em celebridades – e bem – e concentra-se no que realmente importa.

“Video Nasty – Filmes Malditos”

TVCine Edition / TVCine+, quinta-feira, 29 de outubro

Os vídeos nasties eram filmes que circulavam no Reino Unido durante os anos 1980, filmes de terror, não censurados, de baixo orçamento, que aproveitaram o aparecimento do VHS. A vida deles não foi fácil num Reino Unido com uma mão muito forte na classificação e censura dos filmes. Isso ativou a fórmula comum destas coisas, muitos tornaram-se filmes de culto. Esta série é uma homenagem a essa época, pegando em três adolescentes que partem à procura de uma colecção de VHS com alguns desses filmes de culto. Minissérie de comédia de seis episódios, para ver no TVCine Edition às 22h10 e, a qualquer hora, no TVCine+.

“Maya Deren”

Filmin, quinta-feira, 29 de outubro

Plataformas como a Filmin não servem apenas para apanhar séries que saem do radar dos “grandes” ou ver filmes fora do circuito comercial. É também para isto, para conhecer trabalhos que navegam entre a ideia de galeria de arte e cinema e que são absurdamente especiais. Como é o caso dos filmes de Maya Deren (1917-1961), que nasceu em Kiev, em 1917, ainda no antigo Império Russo e mudou-se para Nova Iorque com a família quando ainda era muito jovem. Morreu também jovem – 44 anos – mas os seus filmes são lindíssimos, de uma delicadeza única e foram muito influentes para muitos realizadores experimentais que se seguiram. Na plataforma estarão disponíveis algumas das suas obras mais populares, como Meshes Of The Afternoon (1943), A Study In Choreography For Camera (1945), Meditation On Violence (1946) e Divine Horsemen: The Living Gods of Haiti, que só foi conhecido nos 1980s (quando o seu ex-marido Teiji Itō o recuperou com a sua mulher), com filmagens que Deren registou no Haiti entre 1947 e 1954. Uma semana de prato cheio.

“Nocturno”

Apple TV, sexta-feira, 30 de outubro

Agora que a sexta temporada de Slow Horses terminou, é altura de encontrar justificação para manter a subscrição da Apple TV. Nocturno pode ser essa boa desculpa, um thriller com Liev Schreiber, que interpreta um detetive que se muda para uma pequena cidade que começa a ser assombrada por um assassino em série. Do elenco também fazem parte Stephen Graham e Zazie Beetz.

“Dexter: Ressureição”, temporada 2

SkyShowtime, sexta-feira, 30 de outubro

Dexter está de volta para dar continuidade a um regresso que foi celebrado, mas que também mostra como está a ser difícil abandonar fórmulas de sucesso. Michael C. Hall continua a ser Dexter e Uma Thurman também dá uma perninha. Um episódio novo por semana.

“SCTV: The Greatest Show You’ve Never Heard Of”

Netflix, sexta-feira, 30 de outubro

SCTV — ou Second City Television — foi um programa canadiano de sketches que existiu entre finais dos anos 1970 e meados dos 1980s. Está disponível na Netflix, mas é provável que nunca o tenha visto ou que tenha alguma vez surgido nas suas procuras. Este documentário tem de mudar isso, uma carta de amor à comédia em sketches, quando muita coisa era permitida, com um elenco que adorava experimentar e que estaria, anos mais tarde, em várias comédias que fazem parte do imaginário comum: John Candy, Joe Flaherty, Eugene Levy, Catherine O’Hara, Robin Duke, Rick Moranis e Martin Short.

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