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Wednesday, October 28, 2026

9h. Flávio Bolsonaro já estará em Miami com a família

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Quarta-feira, 91. Benjamin Netanyahu mantém-se à frente na contagem de votos das legislativas em Israel, mas sem maioria para governar. Estão nesta altura, Carla, apurados 72% dos votos. Netanyahu segue à frente com uma vantagem de seis pontos percentuais face ao bloco da oposição, liderado por Gadi Eisenkot. Ainda assim, se os resultados se mantiverem nesta ordem, o atual primeiro-ministro não terá condições para formar maioria. A votação dos partidos árabes tem estado a subir esta manhã, partidos com quem Netanyahu já afirmou que não quer fazer qualquer tipo de coligação e, por isso, este cenário pode beneficiar a oposição. Esta foi uma noite marcada por reviravoltas na contagem dos votos. É o que nos conta o enviado especial do Observador a Israel, Pedro Jorge Castro.

Todos os partidos desse bloco da oposição já tinham declarado vitória e a derrota de Benjamin Netanyahu, acima de tudo, mas o primeiro-ministro israelita esperou. Por volta da 01h30, uma projeção atualizada acabou por lhe dar a vitória ao bloco dele, à coligação que apoia o governo, e ele fez os seus apoiantes esperar até às 03h30 para decidir aquilo que iria dizer. Afinal, pôde aparecer como vencedor, ou pelo menos ignorando o apelo que tinha sido feito por Gadi Eisenkot horas antes, que tinha apelado à criação de um governo quase de salvação nacional, integrando o Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, mas exigindo a demissão de Benjamin Netanyahu do governo. Netanyahu apareceu pouco depois das 03h00 para falar aos apoiantes, ignorando completamente isto e falando do Irão. Os primeiros minutos do discurso dele são a falar do Irão, da importância de eliminar de vez o Irão e da forma como pretende fazer isso com o seu maravilhoso amigo Donald Trump. Ele utilizou mesmo esta expressão, o que indicia que esse ataque ao Irão deverá estar para muito breve, depois das midterms nos Estados Unidos na próxima semana. Repare como isto vai criar uma enorme instabilidade política no país, porque será mais complicado gerir esta questão da governabilidade com o país em guerra.

Pedro Jorge Castro, a partir de Israel. Entretanto, esta madrugada, o presidente norte-americano voltou a admitir o novo ataque ao Irão. É mais um aviso deixado numa altura em que se multiplicam alertas para o reforço militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. As autoridades israelitas e iranianas estão em alerta máximo. Donald Trump sugere ainda, numa publicação no Truth Social, que o apoio que deu a Benjamin Netanyahu foi fundamental para esta reviravolta nas eleições legislativas. Para já, com mais de 70% das mesas de voto contadas, o atual primeiro-ministro tem uma ligeira vantagem sobre Gadi Eisenkot, que não chega, no entanto, para formar maioria no Knesset. Pode acompanhar os desenvolvimentos das eleições em Israel nos próximos noticiários aqui na Rádio Observador e em permanência no nosso site. Temos um live blog sempre atualizado para si. Derrotado nas presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro já estará com a família em Miami, nos Estados Unidos. A garantia é deixada pelo jornal brasileiro "O Globo". Ontem soube-se que teria fugido do Brasil. A imprensa do país adianta mesmo que Flávio Bolsonaro já está nos Estados Unidos, assim como o irmão Eduardo Bolsonaro. Flávio é investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Esta manhã, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o candidato derrotado ultrapassou a fronteira com três familiares, tendo todos apresentado documentação válida. Flávio Bolsonaro tinha sido intimado pela Polícia Federal do Brasil a entregar todos os passaportes e impedido de sair do país. Entretanto, a Associated Press cita um responsável norte-americano para dizer que os Estados Unidos vão emitir vistos para Flávio Bolsonaro e a família. O presidente Lula da Silva considerou vergonhosa a saída do país do adversário nas últimas eleições. Por cá, a PSP revela que detetou elementos de grupos de extrema-esquerda infiltrados nos protestos que aconteceram no Rossio na madrugada de domingo. Numa resposta enviada ao jornal Público, a PSP diz que foi detetado um grupo de pessoas que evidenciava maior organização, várias de rosto tapado, e que resistiram ativamente à intervenção policial, nomeadamente através do arremesso de objetos e força física. A polícia sublinha também ao Público que não é, no entanto, possível confirmar formalmente essa ligação a grupos de extrema-esquerda. É a primeira vez que a PSP assume a presença de infiltrados desde que começaram os protestos pela habitação. Três intervenções da polícia, duas no Porto e uma em Lisboa, estão a ser alvo de investigações por parte da Inspeção-Geral da Administração Interna e da Provedora de Justiça. Os manifestantes decidiram ontem não acampar em frente à Assembleia da República. Foram milhares de pessoas que saíram à rua com vários apelos, incluindo pedidos de demissão do primeiro-ministro e apelos às estruturas sindicais para que convoquem uma greve geral para 11 de novembro, o mesmo dia em que está marcada uma paralisação em Espanha. No entanto, os organizadores decidiram não avançar com uma acampada por razões de segurança, como conta o Miguel Pina Andrade.

A decisão de não montar tendas nem sequer foi a votação. Foi, sim, Priscila Valadão, uma das porta-vozes do movimento Acampada de Lisboa, que desfez qualquer dúvida que houvesse. No final da assembleia popular, ouviu-se nas colunas que não estavam reunidas as condições de segurança para acampar à frente do Palácio de São Bento. Ao longo da noite, os momentos de maior tensão foram acontecendo apenas quando os cinco agentes da PSP que vigiaram a manifestação nas escadarias do Palácio de São Bento eram rendidos, mas destacar que, fora estes momentos, foi um protesto bastante pacífico. São os últimos sinais de vida de uma manifestação que contou com muitas milhares de pessoas, mas que não terminou com uma acampada à frente da Casa da Democracia, apenas com essa garantia da organização da acampada, que esta quarta-feira vai acontecer nova assembleia popular no Rossio, está marcada para às 19h.

Miguel Pina Andrade, que acompanhou o protesto de ontem em frente à Assembleia da República. Também houve protestos no Porto. Os manifestantes até chegaram a votar a permanência na Praça Dom João I, sem tendas, mas a multidão acabou por dispersar entre a meia-noite e a 01h00. Hoje, o presidente da República anunciou que vai reunir-se com vários especialistas do setor da habitação antes de, amanhã, falar com os partidos sobre coesão social. Já a seguir, no Explicador, recebemos Filipa Roseta, arquiteta e antiga vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, e Luís Mendes, geógrafo e especialista em habitação. São agora 09h08, Carla. Que outras notícias marcam a atualidade? Uma notícia de última hora: há vários feridos em Espanha na sequência de uma colisão entre dois comboios de alta velocidade perto da estação de Urda, em Toledo. Para já, ainda não foi divulgado o número concreto de feridos. O acidente levou à suspensão da circulação na linha de alta velocidade que liga Madri a Andaluzia. O choque aconteceu por volta das 9h, hora local, eram 08h em Lisboa, entre um comboio que seguia da capital para Sevilha e um outro que circulava em sentido contrário. De acordo com testemunhas no local, duas das carruagens acabaram por descarrilar. É uma notícia que naturalmente vamos continuar a acompanhar. A Assembleia da República vota hoje a proposta do Orçamento do Estado para 2027 na generalidade, uma aprovação que já está garantida com a abstenção do PS, que vai permitir viabilizar o documento. O debate no Parlamento retoma daqui a pouco, 10h. A votação final global está agendada para o dia 24 de novembro. Os estudantes universitários saem hoje à rua. Há manifestações marcadas para esta tarde em Coimbra, Évora e na Covilhã. Os estudantes protestam contra a intenção do governo de descongelar as propinas, exigem mais investimento público no ensino superior e reclamam melhores condições de alojamento e de apoio social. As manifestações incluem ainda críticas às alterações previstas para o regime de graus e diplomas e também à reforma da ação social.

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