Caiu em um golpe virtual? Polícia Civil do AP lança ferramenta para orientar vítimas; veja como acessar

Desenvolvida pela Polícia Civil, a página reúne orientações passo a passo sobre recuperação de contas, bloqueio de valores e prevenção a fraudes virtuais.
Um dos casos que motivaram a iniciativa foi o do estudante Breno Pantoja. Ele caiu em um golpe ao tentar comprar uma câmera fotográfica pela internet por R$ 3.350, valor que parcelou em seis vezes no cartão de crédito.
"Eu entrei lá, vi que era muito profissional, as publicações eram boas, tinham muitos produtos e 24 mil seguidores. Então, achei que fosse confiável", contou o estudante.
Estudante Breno Pantoja foi vítima de um golpe virtual. — Foto: Divulgação
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Como funciona a fraude
Breno recebeu a confirmação da compra e o código de rastreamento por e-mail. Uma semana depois, os golpistas entraram em contato alegando que a entrega não foi concluída por ausência de morador no endereço e solicitaram o pagamento de uma taxa extra para realizar uma nova tentativa de envio.
O estudante pagou a taxa, mas desconfiou quando a cobrança se repetiu no dia seguinte. Ao analisar novamente o perfil da loja nas redes sociais, percebeu que as fotos eram copiadas de outros estabelecimentos e que os seguidores e comentários eram falsos. Pouco tempo depois, a página e os canais de contato sumiram.
"Percebi que muita gente também tinha caído no golpe, inclusive empresários que tiveram uma perda significativa", relatou Breno.
Breno recebeu a confirmação da compra e o código de rastreamento por e-mail — Foto: Divulgação
Redução nos registros de crimes virtuais
Para combater esse tipo de crime e orientar a população rapidamente, a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCCiber) desenvolveu o ambiente virtual direcionado ao cidadão.
Apesar das notificações diárias, um levantamento da Polícia Civil aponta redução de 24% no número de Boletins de Ocorrência (BOs) registrados por crimes cibernéticos no estado neste ano, em comparação com 2024, quando houve um aumento de 12%.
Segundo a corporação, a queda é reflexo de campanhas de prevenção iniciadas no fim do ano passado.
"Todos os dias recebemos pessoas na delegacia ou pelo WhatsApp pedindo orientações sobre o que fazer após cair em uma fraude. Por isso, criamos uma plataforma direta no site para ajudar o cidadão a tomar as primeiras medidas e evitar que o prejuízo seja maior", explicou o delegado titular da DRCCiber, Breno Esteves.
Delegado titular da DRCCiber, Breno Esteves. — Foto: Rede Amazônica
Agilidade no Pix e passo a passo para acesso
No portal, a população encontra tutoriais específicos para cada tipo de golpe e plataforma. Além das orientações de prevenção e recuperação, é possível registrar o Boletim de Ocorrência diretamente no site.
Em fraudes que envolvem transferências bancárias, a velocidade de reação da vítima é determinante para tentar recuperar os valores perdidos.
"A pessoa deve acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) no próprio aplicativo do banco ao contestar o Pix, antes mesmo de tentar contato com os suspeitos. Como a transferência do dinheiro para outras contas acontece de forma muito rápida, quanto mais agilidade no acionamento do MED, maiores são as chances de reaver os valores", alertou o delegado Breno Esteves.
Como acessar o portal:
- Acesse o site oficial da Polícia Civil do Amapá;
- Clique na aba "Serviço ao Cidadão";
- Selecione a opção "Segurança Digital".
Polícia Civil do Amapá lança plataforma para orientar vítimas de golpes virtuais. — Foto: Isadora Pereira/g1
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