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Friday, September 25, 2026

10h. ANAREC. Gasóleo cai 7,5 cêntimos e gasolina 3,5

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São 10:01. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Morreu a bombeira que ficou ferida na sequência do incêndio em Resende. Presidência da República e Liga dos Bombeiros lamentam a morte da jovem de 24 anos.

A Liga lamenta a perda de mais um operacional no combate a um fogo em Portugal. Em comunicado, a Liga dos Bombeiros Portugueses lembra que é a segunda morte este ano e que se junta aos 257 bombeiros que morreram em combate a incêndios nos últimos 46 anos. Também há reação do presidente da República. António José Seguro diz que foi com profunda consternação que tomou conhecimento da bombeira que morreu esta madrugada no Hospital de Lamego, depois de ter sofrido ferimentos graves no combate ao incêndio em Resende. Numa nota no site da presidência, o chefe de Estado endereça condolências à família, amigos, aos bombeiros voluntários e ao município de Resende. Seguro fala no momento difícil, numa perda irreparável para a comunidade, mas destaca também que esta bombeira era um exemplo de profissionalismo e coragem que morreu no cumprimento da missão que desempenhava. Este incêndio, no distrito de Viseu, foi considerado dominado esta manhã. Era um dos que mais preocupava as autoridades. Mantêm-se no terreno cerca de 200 operacionais, 60 viaturas e um meio aéreo. Também já está em fase de resolução o fogo em Odemira, no distrito de Beja. Mantém-se no local um forte dispositivo, cerca de 450 bombeiros, 150 veículos e três meios aéreos.

E está a decorrer a marcha lenta de caminhonistas em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis. A GNR alerta para os constrangimentos no trânsito e pede aos condutores para que tenham cuidado na estrada.

Estamos a falar das autoestradas A1, A41 e A42, por onde esta manhã passa a marcha lenta. Em comunicado, a GNR pede aos condutores para que planejem previamente as deslocações. Esta marcha lenta começou às 7h30, junto à entrada de Lordelo, da A42. Tem chegada prevista para Coimbra a esta hora. O objetivo é alertar para o impacto da subida do preço dos combustíveis. O repórter Miguel Pinheiro Correia continua a acompanhar este protesto. Miguel, o que vais ouvindo por parte dos caminhonistas?

Além destas buzinas, Carla, que têm sido recorrentes ao longo de todo o percurso, sobretudo quando passam pelos caminhões, outros caminhões de empresas que não aderiram a este protesto ou que não acompanham esta marcha lenta. A marcha, que se tornou ainda mais lenta há pouco, há cerca de uma hora, quando entrámos na A1, o percurso faz-se agora com ainda maior lentidão. O percurso tem sido sempre acompanhado pela GNR, também presente nos viadutos, viadutos esses onde se vão vendo algumas pessoas ora aplaudindo, ora com o polegar para cima, como que aprovando esta manifestação dos caminhonistas, que reclamam, pedem ajudas ao Estado para que seja possível combater a subida do preço dos combustíveis, que tem afetado muito estas empresas de transporte, sobretudo do subsetor da construção, mais vocais neste protesto. E há pouco, ainda antes da partida, em Paredes, falámos com Rui Cunha, um dos organizadores, que nos explicou um pouco como é que se organizou este protesto.

Nós reunimos há dois dias, na passada sexta-feira, um pequeno grupo de pessoas e decidimos avançar com esta manifestação ordeira. Eu volto a repetir, é ordeira. Não queremos com isto complicar a vida a ninguém, nem queremos criar desacatos nas ruas. Queremos só fazer um protesto, que nos façam ouvir, que saibam que nós estamos cá, porque ninguém fala de nós, nós não somos reconhecidos por ninguém, ninguém nos diz nada.

Querem fazer-se ouvir, sentem-se ignorados e, por isso, também têm estado esta manhã neste percurso pela A42, A41 e agora na A1, a buzinar, tentar tornar este protesto mais audível e avisando também que este poderá ser apenas um pontapé de saída, têm dito isso os caminhonistas, para mais protestos, caso as reivindicações não sejam cumpridas.

Fica esta ameaça, Miguel Pinheiro Correia, numa altura em que ainda decorre este primeiro protesto por parte dos caminhonistas, esta marcha lenta que terminará dentro em pouco em Coimbra, mas com a possibilidade de alargar o protesto noutra situação para o resto do território. A iniciativa é organizada por empresários dos setores de extração de materiais, terraplanagem, escavação e transporte de terras. Um dos caminhonistas ouvidos esta manhã pela Rádio Observador deixou precisamente esse aviso. Se nada for feito, em breve poderão avançar para uma paralisação nacional.

O antigo secretário de Estado da Energia, Nuno Ribas da Silva, considera que a sugestão de Luís Montenegro de criar um mecanismo para regular os preços do petróleo não tem viabilidade.

O primeiro-ministro disse ontem na Assembleia Geral da ONU que não faz sentido haver uma dependência da especulação e da volatilidade dos mercados financeiros. Por isso, defendeu um mecanismo global de regulação. No Espectador desta manhã, o antigo secretário de Estado da Energia, Nuno Ribas da Silva, discorda da proposta. Afirma que as dinâmicas dos mercados mundiais de petróleo ultrapassam qualquer país.

Há uma dinâmica mundial do mercado de petróleo que, eu diria, transcende qualquer país. Veja-se uma coisa: mesmo os Estados Unidos, que são, de longe, o maior produtor mundial de petróleo, 24 milhões de barris por dia, mais do que a Arábia Saudita e a Rússia produzem, não conseguem fazer esse controle, sendo os maiores produtores mundiais de petróleo e de gás natural. Os políticos gostam de mostrar algum músculo perante o mercado mundial do petróleo, bem podem bramar

Sobre as declarações do secretário-geral do PS, que acusou o governo de mobilizar parte das reservas energéticas para França e de comprar um tipo de petróleo que não é possível refinar em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva classifica-as como surpreendentes e também ignorantes.

São duas declarações absolutamente surpreendentes, eu diria, de uma ignorância e de uma irresponsabilidade notável. Mas enfim, no ponto de vista notável como cidadão, que alguém venha levantar estas lebres e de uma forma que obviamente preocupa as pessoas e lança suspeição sobre a boa gestão das reservas estratégicas do país, porque houve alguém que passou uma dica a dizer que isto estava a acontecer.

O antigo secretário de Estado de Energia, Nuno Ribeiro da Silva, convidado do Explicador desta manhã da Rádio Observador, especialista em questões energéticas, defende que a refinaria de Sines é uma das mais sofisticadas da Europa e que está habituada a processar crude de características diferentes. São 10:08, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam a atualidade? Ainda o preço dos combustíveis, com a indicação de que deve descer na próxima semana em Portugal. O gasóleo deve cair cerca de €0,075 por litro, a gasolina €0,035. São as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, com dados que foram avançados há instantes à Rádio Observador. Ainda assim, são dados provisórios que podem sofrer alterações. Nova noite de troca de ataques entre Rússia e Ucrânia. Um ataque em Kiev esta madrugada atingiu um prédio residencial e matou uma pessoa, um jovem de 14 anos, feriu outras sete. Na rede social X, o presidente Volodymyr Zelensky classificou este ataque como absolutamente brutal e repugnante, desprovido de qualquer lógica militar. Há também registro de ataques russos em Odessa, onde morreram pelo menos duas pessoas. A Ucrânia também atacou território russo, atingiu refinarias e uma fábrica de armamento. Até ao momento, não há vítimas a registrar. Paulo Rangel esteve reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, à margem da Assembleia Geral da ONU, que decorre em Nova York. O ministro português divulgou uma fotografia a apertar a mão do ministro na rede social X. No encontro, Portugal voltou a apelar ao diálogo entre Irão e Estados Unidos. Defendeu também que os canais de comunicação permaneçam abertos entre as duas partes do conflito.

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