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Monday, September 14, 2026

Olhem só as cartas que me escrevem - Intermédios

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Olá, malta. Sejam bem-vindos a mais um episódio de "Intermédios", nesta que é a terceira semana da nova temporada do "Somos Todos Malucos". Espero que estejam a gostar das conversas e já sabem, vão sempre sugerindo temas, porque eu estarei cá para ver nos comentários e procurar também responder às vossas solicitações. Boa semana, claro, vocês provavelmente estão a ouvir isto na segunda-feira, a chorar no carro, mas faz parte. Setembro também é um bom mês de regresso, para quem tem filhos é o mês mais espetacular, porque começam as aulas e nós finalmente podemos voltar às nossas rotinas, porque estar o tempo todo com os putos em casa como já dizia o meu pai: "Fizeste-os, agora aguentas". Do que eu gostava de vos falar hoje? Eu tenho aqui na minha mão, para quem está a ver no YouTube, e vou fazer assim no microfone para vocês ouvirem. Para quem está a ouvir, só. São cartas à moda antiga, coisas escritas em papel que me deixaram. E onde é que me deixaram? Eu estava ali em cima a recolher. Tinha ainda muitas mensagens para ler. Estava a recolher as mensagens que me deixam no espetáculo "Volte Já". E era sobre isto que eu gostava de falar. Sobre o espetáculo, mas sobre as mensagens. E vou partilhar aqui algumas das mensagens que me enviam. Este espetáculo, "Volte Já", para quem já viu espetáculos meus, eu gosto de ter um fio condutor, ou seja, não ser um espetáculo de comédia, simplesmente. E obviamente, eu gosto desse tipo de espetáculos também, mas não ser apenas observações. Eu procuro que tenha um fio condutor a história e que haja um tema por trás das piadas. E este "Volte Já" é exatamente sobre o meu medo de morrer. Sim, porque eu tenho desde pequeno, de forma muito intensa, às vezes, e então resolvi construir um espetáculo à volta deste tema, porque eu penso: "Se eu tenho medo disso, certamente há uma data de gente que tem e se calhar era giro eu procurar maneiras de me rir disso tudo". E por que se chama "Volte Já"? Porque grande parte de vocês acompanham este podcast e as coisas que eu escrevo. Há uma parte de mim que procura muito, e acho que é transversal para as pessoas que têm medo de morrer, o que é a seguir, se existe alguma coisa. Esta ideia de finitude, das coisas terminarem e nós simplesmente desaparecer, assusta também. E então há uma busca, do meu ponto de vista, como eu procuro fazer através da ciência. Vocês veem aqui no podcast, eu já tive psiquiatras a falar sobre a vida após a morte, já tive médicos. Porque a ciência estuda isto, então eu gosto desta perspectiva mais científica, como se eu procurasse esta certeza. E "Volte Já", porque eu gosto da ideia da reencarnação, de nós voltarmos. Há aqui um romantismo volta desta ideia e por isso chama-se "Volte Já". Mas há duas particularidades neste espetáculo, que é: à entrada da sala, eu tenho um caixão em tamanho real, feito em K Line, sabem aquelas fotografias onde nós metemos a cara para depois tirar uma fotografia, aquelas imagens que a gente mete assim, tem um buraco na cara, nós metemos a nossa cara e tiramos uma foto. Eu tenho isso, mas um caixão, em tamanho real, um caixão com um corpo lá e só um buraco na cabeça. Para quê? Para as pessoas tirarem fotos. Vocês não imaginam a quantidade de gente que não tira foto, porque tem medo de estar a chamar a morte. Outras levam aquilo ao extremo. Tive malta a tirar fotos lá, a até meter algodão no nariz, como às vezes um gajo via antigamente nos vlog, felizmente, já não acontece tanto. Pessoal que se esmera na produção. E depois tem outra particularidade que é: eu convido as pessoas, no fim do espetáculo, a deixarem uma mensagem numa pequena urna que eu tenho lá. Uma mensagem sobre o espetáculo, sobre aquilo que estavam à espera e realmente o que foi, sobre o que quisessem. Apenas dizendo: "Se não quiserem que eu partilhe essas mensagens, se quiserem que ela fique só para mim, escrevam só 'esta mensagem é só para ti'". E acontece muitas vezes ter isso, também. E o engraçado é que eu recebo mensagens. É um espetáculo de comédia, como é óbvio. Mas, às vezes as pessoas que partilham as suas histórias, e nós estamos a fazer o espetáculo e não estamos a pensar na história das outras pessoas. Estamos simplesmente a fazer o nosso trabalho. E tu não sabes quem está sentado ali à tua frente, se está a ter uma boa noite, se teve uma boa noite, se teve uma boa semana, o que é que lhe tem acontecido, como é que tem sido a sua vida. E às vezes nas partilhas, vem com cada história de pessoas que estão a atravessar dificuldades, que perderam alguém. E é bonito. As pessoas poderem fazer essas partilhas e decidirem também estar ali, como podiam estar num concerto, noutro sítio qualquer, mas as pessoas continuam à procura de respostas, continuam à procura do seu caminho, continuam a viver. E é bonito receber essas mensagens. Outras são mensagens só parvas, mas são engraçadas, como é óbvio, e eu gostava de partilhar algumas com vocês. E começo logo com esta. Eu não me lembro em que espetáculo é que isto foi, mas diz o seguinte: "Raminhos, primeiro dizer que não estava nada à espera de um espetáculo com tanta qualidade". Isto é logo o melhor, as pessoas irem com a expectativa baixa, é das melhores cenas. "Combinar humor, consciência e experiências pessoais tão ricas foi genial. Obrigada pela partilha." Eu acho piada. Há mais deste gênero. Eu tenho aqui outra deste gênero. Esta aqui: "Raminhos, a primeira vez que te vi foi no 'Cinco Para a Meia-Noite'. A convidada era a Ana Bola, e ela disse: 'É tão parvo que tem piada', ou algo assim. Hoje, no teu espetáculo, continuas igualmente parvo, mas mais velho. Espero que continues a ter piada mesmo quando morreres." Ou seja, é engraçado nós termos esta imagem. É como eu quando falo sobre coisas sérias nas redes sociais, quando eu falo sobre saúde mental ou questões que me preocupam, ou faço uma reflexão mais séria, as pessoas ficam surpreendidas. Eu, por um lado, compreendo, porque eu sou um tipo ligado à comédia. Por outro lado, também mostra como nós, e não só em relação a mim, eu acho que nós podemos aplicar isto a qualquer área da nossa vida, como nós reduzimos as pessoas a coisas muito pequenas. Tipo, este tipo só faz comédia, portanto ele só sabe fazer piadas. "Ah, ele não vai falar sério." Ou: "Este tipo é músico. Se é músico clássico, por exemplo, é maestro. Gostas de futebol? E fala tão bem sobre futebol, como é que é possível ele falar bem sobre o futebol?" Nós temos uma visão muito redutora das pessoas que está muito relacionada só com a sua dimensão, muitas vezes profissional. E nós fazemos às vezes isso na nossa vida. Conhecemos alguém e achamos: "Ok, ele só fala desta merda, só faz isto." E é muito curioso eu receber muitas vezes estas mensagens, porque é normal. Eu tenho este humor muito nonsense, que sempre tive, e é o que eu acho piada. É a minha maneira de pensar. E então há muita gente que vai ao espetáculo, ou que foi convidado por alguém, que não queria ir. Eu tenho aqui uma que diz isso. É esta. Diz assim: "Confesso que vim porque me convidaram e com expectativas muito baixas. No entanto, gostei muito e fiquei surpreendida pela positiva. Gostei muito do formato, da mensagem e, claro, do humor. Parabéns e obrigada e vou voltar. Ou melhor, volto já." É engraçado também, muitas vezes, pelo menos aqui neste caso, acho que foram mensagens de mulheres. Já a Ana Bola me chamava parvo. E a minha mulher também me chama muitas vezes parvo. Será que é a dimensão feminina que não se consegue relacionar com este humor mais-- não é infantil, o meu humor, acho que não é infantil, mas este humor mais parvo, mais nonsense. Esta: "António, primeira vez que vejo um espetáculo teu. Vou escrever aquilo que disse a uma amiga por telemóvel: 'Moço, não acredito!'" Isto deve ter sido um algarvio. Eu juntei aqui vários. Este deve ter sido um algarvio. "Moço, não acredito. Olha, ele fala da morte e espiritismo. Eu tenho medo disso e não posso falar disso depois das 22h, porque depois sonho com isso. Nunca mais vou ver o Raminhos da mesma maneira." É engraçada esta mensagem. Sim, e falo sobre espiritismo e morte. O espetáculo foi montado em torno das minhas crenças e foi montado em torno dos meus medos. O ponto de partida disto tudo foi um problema de saúde, com alguma gravidade, vá, que eu tive há quatro anos. Acho que já foi há quatro anos. E que me apanhou completamente desprevenido e que ninguém sabe publicamente, só se sabe no espetáculo. Por que eu não falo publicamente? Eu não falo publicamente, porque se eu falasse sobre isso, se calhar ia ter aqueles dramas das revistas: "António Raminhos lidou com esta cena. António Raminhos superou não sei o quê." E não é nada disso. Não é uma coisa nem outra. Não foi um período fácil. Também não foi nada do outro mundo, para ser sincero. Mas não é essa a imagem que eu quero dar. Foi uma situação pela qual eu passei e é uma partilha. Mas essa partilha é o ponto de partida para a minha relação com a morte. E depois falo do espiritismo, sim, e acreditem, eu tenho lá cenas que me aconteceram quando eu era puto, relacionadas com exorcismos Eu estou a rir porque é uma das cenas do espetáculo que mais as pessoas me referem. E aconteceu. Essa cena aconteceu. É muito curioso. Ora bem, vamos ver esta, que diz: "Obrigada. É bom que haja seres humanos conscientes da realidade que envolve a condição do ser-se. Abordar com humor assuntos sérios é o que mais aprecio no teu trabalho, o que me traz aos teus espetáculos", trata-me por você. "A verdade despida de preconceitos. Mais uma vez usufruí de um excelente serão. Até breve." Muito obrigado. Há malta que diz que os espetáculos de comédia têm que ser só pra rir. E eu gosto de espetáculos de comédia só pra rir, tal como gosto de espetáculos de comédia só sobre humor negro, tal como quando vou atuar a bares, experimento cenas de piadas, aí só vou dizer merda, sem grande nexo, ou seja, sem uma grande história por trás e sem reflexões. Mas há, por exemplo, um comediante que eu gosto muito, que é o Mike Birbiglia. Está na Netflix, se quiserem, explorem. E há outros, mas sobretudo o Mike Birbiglia, é um comediante que, para mim, faz esta viagem. É um storytelling, faz o trabalho de storytelling com humor e eu vejo os espetáculos dele e é como se eu estivesse a assistir a um filme. Ele vai pro passado, vai pro futuro, faz piadas, vai buscar histórias que já contou no início. É uma viagem superinteressante e eu sempre que vi, eu pensei: "Eu gosto disto, isto faz sentido pra mim". E, naturalmente, os meus espetáculos sempre foram criados nesta ramificação. Eu lembro do primeiro que fiz, que foi "As Marias", que era sobre os vídeos, que tinha uma apresentação PowerPoint por trás. É curioso que ele já tinha alguns pormenores, já tinha assuntos sérios, já tinha debates sérios. É engraçado isto que nós estávamos a falar das dimensões do ser humano, de nós acharmos que um cara de comédia só faz comédia e só diz merda, só diz parvoíces. Mas na realidade, a minha vida é uma vida perfeitamente normal como qualquer pessoa. Eu tenho questões, tenho medos, tenho dúvidas. Então por que não pegar nesses temas e desconstruí-los? Porque eles são comuns a todos nós. Olha esta: "Cara Raminhos, as tuas palavras tocaram muito no coração, foram momentos de reflexão, gargalhadas e muita sabedoria", sabedoria eu duvido. E não estou a ser modesto. Não entendo isto como sabedoria, é partilha, mas respeito que digam isto. "Que acalmou os nossos corações e nos ajudou a dar um sentido especial a tudo isto. Dedico esta noite à minha avó Gira, que me deixa eternas indiscutíveis saudades. Obrigada por criares um espaço onde rimos, homenageamos e prestamos a devida importância a temas tão pertinentes e especiais". Muito obrigado a esta menina que fez esta partilha. É isto que eu estava a referir. Às vezes tenho essas discussões com colegas, malta da comédia, que diz: "Eu não concordo. Eu não quero ir a um espetáculo de comédia e não quero estar a chorar". E estou a dizer com esta voz, parece que é a voz de estar a criticar, mas não é essa a imagem que eu quero dar, atenção. Nós temos tendência pra fazer isto. Quando outra pessoa dá uma opinião e nós não concordamos com a opinião, fazemos uma vozinha assim. Não, porque ele virou-se pra mim e disse: "Ah, isto não é nada assim". E na realidade, ele pode ter dito só: "Olha, que eu acho que isso não é nada assim". Mas na nossa cabeça, a voz é: "Ah, ele não disse nada assim". Mas na conversa com colegas, com a malta da comédia, há malta que diz isto, que os espetáculos não devem terminar com um momento de reflexão, com um momento sério. "Isso não é um espetáculo de comédia, as pessoas vão lá pra rir". As pessoas vão lá porque vão assistir a um espetáculo. Muitas vão porque te conhecem. Muitas vão e porque sabem o teu tipo de humor. Muitas vão porque foram arrastadas e vão achar que aquilo é uma merda, mas pronto, foram arrastadas. Mas é o quê? Pra mim, faz sentido. Foi aquilo que eu pensei. E pra mim faz sentido se eu puder fazer um espetáculo de comédia, porque a comédia, na realidade, é entregar emoções, é provocar emoções, é uma onda, é como surfar uma onda. Por isso é que se vocês pensarem, se eu criar um momento de reflexão sério e depois a seguir digo uma grande bujarda, isto cria uma onda na pessoa. A pessoa está a viajar, está a surfar pelas suas próprias emoções, pode estar a refletir sobre a vida, no caso deste espetáculo, sobre alguém que partiu, pá, e de repente, e o gajo só pensa, como a Ana Bola: "Este gajo é mesmo parvo". É esta viagem nas emoções que eu procuro partilhar. E ali, os espetáculos de comédia, eu digo coisas puxadas Digo coisas puxadas. Tenho muitas cenas de humor negro também. Aliás, eu recebo algumas mensagens, porque eu desencolei um bom pedaço na igreja, sendo que eu tenho educação católica e sou crente, sou cristão. Mas há coisas com as quais não concordo. E eu pego naquilo em que não concordo e brinco com isso. E eu já tive mensagens a dizer assim: "Gostei muito do espetáculo, mas, por favor, aceite Jesus no seu coração". Mas eu aceitei, malta. Eu aceitei Jesus no meu coração. Eu só não aceito Jesus no meu coração, sei lá, tanto como a imagem da Igreja Católica ou de outras religiões. Ok, é só isso. E isso leva a esta mensagem: "Hoje morres por dar uma opinião". É verdade. Hoje nós morremos por dar uma opinião. Não vou falar sequer das opiniões mais agressivas ou controversas e que são más opiniões ou de má índole, pessoas que têm uma opinião de apoio à segregação, ao racismo, xenofobia, etc. Esta questão, por exemplo, da Palestina e de Israel é uma área muito fértil para as pessoas se matarem umas às outras, infelizmente, sobre a história de um genocídio e matarem-se pelas opiniões umas das outras, digitalmente e, infelizmente, bem pior fisicamente, como acontece na própria zona de conflito. Mas hoje na internet vive-se muito esta ideia de tu morres por uma opinião. E eu posso dizer que nos espetáculos de stand-up, acho que ainda são os poucos locais onde vocês podem, ao contrário das redes sociais, eu acho que no espetáculo de comédia vocês podem dizer o que querem, porque há quem vai fazer comédia. Por que comédia? Porque há essa expectativa de: "Isto é comédia, portanto, isto vai ser para rir" ou "já sei que este cara pode dizer coisas com as quais eu não vou concordar, está tudo bem". É um local enquadrado. Enquanto se vocês puserem piadas de humor negro, ou o que quer que seja, nas redes sociais, isso vai apanhar todo o tipo de gente. Vai apanhar gente que gosta de vocês, pessoas que não gostam, pessoas que não concordam, pessoas que estão até com um mau dia, etc. E isto leva a esta última mensagem que diz: "Morrer sem arrependimentos". Só isto, está escrito: "Morrer sem arrependimentos". E eu acho que isto é uma boa mensagem final, na realidade, para todos nós. Nós procurarmos morrer sem arrependimentos, no sentido de, se temos sonhos por cumprir, coisas que gostávamos de experimentar, fazê-lo. Se temos mágoas em relação a alguém, falar com essa pessoa. E eu falo nisto no espetáculo. Até essa pessoa já pode ter partido, mas falar com essa pessoa, à mesma. Eu digo isto no espetáculo, a minha avó morreu em 2004. Eu tive uma relação sempre muito difícil com a minha avó e eu fiz as pazes com a minha avó há sete, oito anos. Da minha parte está espetacular e eu acredito dela também. Mas basicamente eu pensei na minha vida com a minha avó, na realidade da minha avó e falei com ela. Independentemente de existir algo do outro lado ou não, em termos de psicologia e da própria ciência, faz bem, é uma desconstrução. E então eu falei com a minha avó e pedi-lhe desculpa, se calhar, por aquilo que eu também fiz de errado e pela minha falta de compreensão da sua própria história. E também aceitei as desculpas da minha avó e de tudo isso, e hoje eu penso na minha avó com um sorriso. Portanto, este viver sem arrependimentos, acho que não é só em relação a ações, a coisas que gostávamos de experimentar, de viver, mas também mágoas que temos em relação a pessoas. E este viver sem arrependimentos é algo que me custa muito, eu digo isto no espetáculo. Eu fiz um espetáculo sobre a morte, sobre o meu medo de morrer. Eu continuo a ter medo de morrer. Eu não deixei de ter medo de morrer. Apesar da situação que me aconteceu, que eu refiro no início do espetáculo, eu não deixei de ter medo de morrer. Eu continuo com os mesmos medos. Mas é abrir espaço a poder brincar-se com isso, a ter no público pessoas que passaram por situações complicadas ou que perderam alguém. Eu recebo mensagens de malta que perderam o pai, a mãe ou algum familiar há pouco tempo, que perderam um filho. E poderem estar ali e poderem rir é do caraças. Acho que é uma viagem engraçada que podemos todos fazer. Dito isto, e super importante, eu vou ter até o final do ano três, quatro espetáculos do "Volta Já", porque a massa vem de janeiro a abril. Mas, para já, há três espetáculos muito importantes, porque são espetáculos únicos que vão acontecer. Vai ser já dia 26 de setembro, eu vou estar em Fafe. Malta, é o primeiro espetáculo, quer casa cheia. Vamos embora. Mas também quer casa cheia nos outros, como é óbvio. Outubro, dia 10 de outubro, Dia da Saúde Mental, em Viseu. E por fim, último espetáculo em Lisboa, provavelmente na zona de Lisboa, 7 de novembro, na Ala Magna. Portanto, 7 de novembro, Ala Magna, 10 de outubro, Viseu, na Ala Magna de Viseu e 26 de setembro em Fafe. Este é o "Dá o Pontapé de Saída". Malta do Norte, malta de Fafe, conto com vocês. E conto também com vocês para esta quarta-feira, para novo episódio de "Somos Todos Malucos", com um novo convidado, que vai ser uma conversa engraçada, porque é com um puto na casa dos seus 20 anos e vamos falar sobre este gap geracional e o que era para mim ter 20 anos e o que é para ele agora ter 20 anos. Todas as quartas-feiras, novo episódio, todas as segundas-feiras, este "Intermédios". Espero que tenham gostado. Resta boa semana para vocês e já sabem, morrer sem arrependimentos. Obrigado, malta.

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