Bia Bonemer revela como Fátima Bernardes se comporta por trás das câmeras: 'Muito metódica'

Bia Bonemer, 28 anos, está empolgada com a segunda temporada do videocast Cá entre Nós, que comanda ao lado da mãe, a apresentadora Fátima Bernardes, de 64. Depois da boa aceitação do público com a primeira temporada, lançada em maio com seis episódios e com "maternidade" como tema central, a dupla debate "sucesso".
Na atual temporada, com oito episódios, o jornalista William Bonner, de 64, foi o convidado da estreia. "Cresci com pais de muito sucesso. Achava que o sucesso fosse aquele modelo. Com o tempo, percebi que o sucesso também está em pequenas conquistas do dia a dia", conta Bia, a única dos trigêmeos de Fátima e Bonner que experimenta passos profissionais à frente das câmeras.
Formada em Design, ela abraçou a oportunidade de lançar o videocast com a mãe. Já os irmãos, Laura e Vinicius, vivem na França e trilham carreiras longe dos holofotes. Embora tenha adotado o nome artístico de Bia Bonemer, Beatriz Bernardes Bonemer é chamada carinhosamente de Bê pela mãe.
A relação é marcada por cumplicidade e posturas diferentes. "A minha mãe é muito metódica. Ela já chega propondo: 'Vamos estudar a introdução?', 'Já revisou as perguntas?'... Já eu, quando chego, quero ficar o mais calma possível."
Quem: Sua mãe, Fátima Bernardes, dispensa apresentações. Como é dividir o Cá entre Nós com ela?
Bia Bonemer: É muito agregador estar ao lado da minha mãe. Aprendo muito com a forma ela conduz. Estar com minha mãe não dificultou o trabalho. A Gabi, nossa roteirista, prepara sugestões de perguntas, mas também fazemos as nossas. Assim, fica mais natural, abordando aquilo que a gente também quer saber.
E por trás das câmeras? Como funciona a parceria?
A minha mãe é muito metódica. Ela já chega propondo: "Vamos estudar a introdução?", "Já revisou as perguntas?"... Só que eu, para me tranquilizar, não fico focando nisso imediamente antes de entrar no estúdio. Prefiro me preparar antes. Quando chego, quero ficar o mais calma possível. Outro dia, estava com uma profissional arrumando o meu cabelo, outra colando os cílios, vem a minha mãe sugere: "Filha, vamos passar o texto?". Não tem como (risos).
Como é a escolha dos entrevistados?
A gente fez a curadoria dos convidados. Temos uma equipe, mas participamos da elaboração das pautas, de todo o processo. Quisemos diferentes perfis de entrevistados. Por exemplo, o meu pai é uma pessoa que já convive com o sucesso há muito tempo. Já a Juliette teve um sucesso repentino. Trouxemos a Maisa que foi um sucesso infantil e continua relevante até hoje.
E tem um entrevistado dos sonhos?
Queremos muito trazer o João Gomes.
Da primeira para a segunda temporada, vocês fizeram adaptações?
Não mudamos muito, não. Apenas alguns pontos. No final de cada episódio, tínhamos uma dinâmica de desatar nós. Tiramos essa parte final e optamos por um desfecho com perguntas mais rapidinhas. Ouvimos um comentário do público. Eles se incomodavam com o entrevistado no meio, cada hora olhando para uma de nós. Mudamos isso. Agora somos nós duas de um lado, o convidado à frente. Outra mudança nesta temporada é o encerramento. Tínhamos um quadro de desatar nós. Como era uma proposta mais visual, funcionava para quem assiste ao programa nas telas. Para quem ouve pelo Spotify, não funcionava tanto. Então, optamos por tirar.
O tema desta segunda temporada é sucesso. Como é a sua visão sobre ele?
Cresci com pais de muito sucesso. Achava que o sucesso fosse aquele modelo. Com o tempo, percebi que o sucesso também está em pequenas conquistas do dia a dia. Por exemplo, é um sucesso quando termino o dia e vejo que consegui realizar tudo o que me propus a fazer no início do dia. Um sucesso também pode vir quando me proponho a me desafiar e experimentar o que é novo para mim.
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