Havana acusa Trump de "terrorismo de Estado"

O governo cubano classificou sexta-feira como “terrorismo” as ações do governo de Donald Trump que o visam levar à “rendição pela fome” e recordou os milhares de cubanos mortos e feridos em atos terroristas.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ao recordar os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, afirmou, nas redes sociais: “Cuba, que tem sofrido desde há mais de 60 anos ataques terroristas de diverso tipo com um saldo de mais de 3.400 mortos e 2.099 feridos, enfrenta hoje um plano genocida para fazer o povo render-se por fome. Isso também é terrorismo, terrorismo de Estado”.
Acrescentou que, um quarto de século depois dos atentados de 11 de Setembro, “este facto tão insólito deveria servir para criar a luta internacional contra o terrorismo”.
Citando o líder da revolução cubana, Fidel Castro (1926-2016), Díaz-Canel acrescentou que a luta contra o terrorismo no mundo “resolve-se acabando, entre outras coisas, com o terrorismo de Estado e outras formas repulsivas de matar”.
“Acabando com os genocídios, seguindo lealmente uma política de paz e respeito por normas morais e legais que são ineludíveis”, concluiu.
As autoridades cubanas têm afirmado que constitui genocídio o embargo económico dos EUA existente há mais de seis décadas, o bloqueio petrolífero iniciado por Washington em janeiro e as sanções contra empresas estrangeiras que mantenham vínculos com Cuba.
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