PunchPriscilla Ojo celebrates son’s first birthdayוואלהרוסיה: 351 כטב"מים אוקראיניים יורטו במהלך הלילהCNN TürkÇocuklar dijital alışverişin hedefindeBollywood HungamaSCOOP: John Abraham undergoes his BIGGEST physical transformation yet for Maria IPS; ages from 20s to 60s for Rohit Shetty’s flickESPNTakeaways from NFL preseason Week 2: Even with win, should Titans be worried about revamped secondary?The Jerusalem PostSerious management failures caused Ben-Gurion Airport strike, says former IAA chief한겨레우크라, 한국에 ‘최신형 패트리엇’ 지원 요구?…미 일각 “우회 지원” 주장도InquirerDuterte trial: Acosta ‘stupid in the name of blind loyalty’ – TulfoFootball ItaliaVideo: Di Gregorio flies out for Bournemouth medicalNotJustOkAleksander Čeferin rules out FIFA challenge against Gianni InfantinoVanguardSurge in betting fuels poverty and crime across West Africa – Nextier reportThe Sydney Morning HeraldWhy the AFL CEO had a public crack at Dogs star Ed Richards
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, August 24, 2026

Feira SP-Arte Rotas aposta no Brasil como o novo polo latino para as artes visuais

Translate

"Nosso Norte é o Sul." A frase de Joaquín Torres García —pintor uruguaio conhecido por seu desenho do mapa da América do Sul invertido, em que os países meridionais ganham o protagonismo em geral reservado aos setentrionais— parece se relacionar com a proposta de Fernanda Feitosa.

A diretora das feiras SP-Arte e Rotas diz que o mundo está se reorganizando, com polos regionais agora muito fortes. Os centros gravitacionais do circuito das artes não são mais somente os Estados Unidos e a Europa, ela argumenta, dado que regiões como a América Latina, a África e o Oriente Médio despontam como produtoras de arte e mercados importantes do setor.

Nesta geografia anticolonial, o Brasil tem condições de se estabelecer como ponto de parada para as galerias latinas, segundo ela, sobretudo São Paulo, devido à força econômica da cidade, o tamanho do mercado local e a pujança da vida cultural. "Não tem por que Miami ser o centro de encontro da América Latina, dentro dos Estados Unidos", afirma.

Ela se refere à edição de Miami da feira Art Basel, praça internacional de negócios onde galeristas e artistas brasileiros, argentinos, mexicanos, colombianos e peruanos se encontram e acessam os colecionadores e as instituições dos Estados Unidos.

Feitosa diz entender por que o sucesso ainda está vinculado a passar pela peneira de feiras muito influentes como a Art Basel ou a Frieze, mas acrescenta que outros mercados estão surgindo. "Se você vender um monte na feira latina agora é sucesso, na feira de Joanesburgo também é."

Com a Rotas —que acontece a partir desta quarta-feira, dia 26, em São Paulo—, ela põe os seus tijolos nesta construção geopolítica. Das 66 galerias da feira, seis são de países da América do Sul, em relação a três na edição do ano passado. Além disso, algumas casas brasileiras exibem artistas da região.

A galeria argentina Isla Flotante traz pinturas de Tobias Dirty, nome novo para os colecionadores paulistanos, enquanto a também portenha Barro exibe obras de La Chola Poblete, alvo de uma exposição recente no Masp, o Museu de Arte de São Paulo.

A Sur, do Uruguai, estará na feira depois de participar da edição de abril da SP-Arte, um indicativo da importância do mercado brasileiro para a casa de Montevidéu, que participa da feira desde o início, há mais de 20 anos. E a colombiana Casa Zirio faz sua primeira participação na Rotas.

Das brasileiras, a Casa Triângulo terá obras de Matías Duville, argentino que está agora na Bienal de Veneza, e a Leme expõe esculturas do paraguaio Jorge Enciso, tapeçarias da peruana Olinda Silvano Inuma e uma pintura de Sandra Gamarra.

"Tem que construir, aqui no Brasil, a educação e a informação do que está acontecendo nos países vizinhos", afirma Feitosa. Para ela, isso não significa virar as costas para os galeristas dos Estados Unidos e Europa, mas fortalecer laços com os mercados próximos.

A iniciativa da Rotas de se aproximar da América Latina acontece dias antes do Masp abrir uma grande exposição dedicada a artistas da região e da feira paulistana Arpa fazer sua primeira edição em Buenos Aires, o que indica uma movimentação do mercado e das instituições.

Daqui a alguns anos, talvez as feiras brasileiras contem com mais galerias latinas entre seus estandes e possam entrar no circuito que inclui a ArtBO, em Bogotá, e a ArteBA, em Buenos Aires. O México, com a sua Zona Maco, parece distante demais do Brasil, dada a proximidade com os Estados Unidos.

Esta é a quinta edição da Rotas, irmã menor da SP-Arte. A feira começou no final da pandemia, com a proposta de mostrar artistas de todas as regiões do Brasil, muitos deles desconhecidos ou conhecidos apenas em suas regiões de origem.

Por exemplo, a galeria Galatea exibe pinturas do maranhense Romildo Rocha informadas pela cultura popular e pela tradição do Bumba-Meu-Boi. E a Jaider Esbell, de Roraima, mostra artistas indígenas como Bartô Macuxi e Isais Miliano Patamona.

Com menos nomes de peso, os valores das obras tendem a ser mais baixos, o que permite o acesso de novos colecionadores. Gravuras de Lidia Lisbôa e Véio, à venda pela Papel Assinado, terão preço entre R$ 3.000 e R$ 4.600, por exemplo.

"A feira tem o tamanho adequado para o panorama que a gente quer traçar. Não vejo, nesse momento, necessidade de crescer", diz Feitosa, ao analisar a trajetória da Rotas até agora.

Marcelo Guarnieri, dono da galeria de mesmo nome, diz notar a diferença de escala entre a SP-Arte e a Rotas. Enquanto colecionadores de fora priorizam a feira maior, os compradores locais frequentam e compram em ambas, segundo ele. Na Rotas, Guarnieri exibe as "pinturas-gato" de Luiz Paulo Baravelli.

São aquelas que "quando você entra, vão para baixo do sofá e ficam te olhando", diz o artista. "Se você chega perto e faz 'pspsps', elas vão embora. Depois, se elas gostam de você e no tempo delas, chegam devagarinho sem você perceber e roçam de leve na sua perna."

Talvez nada tenha mais a cara da feira do que o estande de Renan Quevedo, mentor do projeto Novos para Nós. Ele roda o Brasil atrás de artistas dito populares, que não passaram por escolas de arte e fazem trabalhos que representam as suas regiões. Nesta edição, ele exibe, entre outros, os quadros de Ju Cabeleireiro, artista que pinta sobre chapas metálicas histórias da vida no interior de Minas Gerais.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.