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Wednesday, September 16, 2026

‘Nick não era só um cachorro, era meu filho’, diz tutora de yorkshire que morreu em pet shop, em Macapá

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A tutora de um cachorro da raça yorkshire, de 2 anos, registrou um boletim de ocorrência após o animal morrer na tarde desta segunda-feira (14), durante um atendimento de banho e tosa em um pet shop de Macapá.

Segundo Vitória Dias, Nick frequentava o estabelecimento desde fevereiro. Ela deixou o cachorro no local por volta das 14h. Cerca de três horas depois, recebeu um pedido do pet shop para retornar ao estabelecimento.

Por volta das 17h30, Vitória encontrou Nick deitado sobre um balcão, com papel sob a cabeça e sangue na boca, sem vida. Segundo ela, o responsável pelo estabelecimento afirmou que o cachorro estava preso pela coleira quando pulou do balcão e se enforcou.

“O Nick não era só um cachorro, era meu filho, minha vida. Em casa eramos só eu, ele e minha mãe. Ele faz e vai fazer uma falta e nada vai trazer ele de volta. Então espero que, no mínimo, a Justiça seja feita e que outros animais não passem mais por isso”.

Histórico de atendimento e boletim de ocorrência

Segundo a tutora, ela que iniciou os procedimentos investigativos, acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Além disso, pagou R$ 1 mil por uma necropsia particular.

Ainda no local, Vitória pediu as imagens das câmeras de segurança, mas recebeu a informação de que o HD externo havia parado de funcionar na semana anterior.

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Segundo Vitória, os funcionários do estabelecimento conheciam o comportamento de Nick porque ele frequentava o local mensalmente desde fevereiro. Algumas pessoas o chamavam de “Nick fujão”.

“Eles conheciam o Nick. Não era como se tivesse sido o primeiro banho e tosa dele. Eles sabiam que ele pulava e fugia, tinha até um apelido”, disse.

Ela afirma que o estabelecimento não se responsabilizou pelas despesas após a morte de Nick.

O que diz o pet shop

Em nota divulgada nas redes sociais, o estabelecimento lamentou a morte do animal, afirmou que prestou assistência à família e disse que mantém diálogo com os tutores.

O empreendimento afirmou que: “Desde que tomou conhecimento do ocorrido, tem adotado todas as providências necessárias para o esclarecimento dos fatos. As circunstâncias do episódio estão sendo apuradas, a fim de esclarecer as causas da morte. Por respeito à família e à própria seriedade do caso, não anteciparemos conclusões nem reproduziremos informações que ainda não tenham sido devidamente verificadas”.

O g1 entrou em contato com a empresa e, até a última atualização desta reportagem, não recebeu retorno.

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