Minissérie 'Anos Rebeldes' teve inspiração em obra de Zuenir Ventura

Livro '1968 — O ano que não terminou', lançado em 1988, foi usado por Gilberto Braga no enredo de sucesso da TV Globo na década de 1990
O jornalista Zuenir Ventura, que morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22), teve participação direta em um dos maiores clássicos da teledramaturgia da TV Globo. Seu livro 1968 — O ano que não terminou, lançado em 1988, foi inspiração para a minissérie Anos Rebeldes, produzida e exibida pela TV Globo em 1992.
Na opinião de Gilberto Braga, a melhor personagem que criou foi Heloísa de Anos Rebeldes, minissérie produzida pela TV Globo em 1992, vivida por Cláudia Abreu. “Acredito que seja o melhor papel que criei. Era uma heroína típica, arrebatada”, afirmou em entrevista ao livro Autores – Histórias da Teledramaturgia, um projeto desenvolvido em parceria entre Memória Globo e Editora Globo, em 2008.
No último capítulo, Heloísa foi brutalmente assassinada ao tentar fugir do país como consequência da repressão da ditadura militar, com torturas e humilhações aos presos políticos. A cena foi ao ar em 14 de agosto de 1992, mesmo dia em que estudantes tomaram as ruas do Rio de Janeiro em uma passeata exigindo o afastamento do então presidente Fernando Collor.
Os caras pintadas entoavam Alegria, Alegria de Caetano Veloso – tema de abertura da minissérie --, e tinham a personagem de Cláudia Abreu, tida como musa do movimento. Em 29 de dezembro daquele ano, Collor renunciou ao cargo.
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