Manifestantes israelenses exigem que oposição se alie aos árabes para tirar Netanyahu do poder
Os partidos árabes participaram do governo apenas uma vez, quando o líder do Raam, Mansur Abbas, integrou uma coalizão de curta duração entre 2021 e 2022. Abbas declarou estar disposto a repetir a experiência.
Já o líder da Lista Unificada, Yusef Jabareen, afirmou à AFP que estaria disposto a apoiar Eisenkot no Parlamento sem integrar o governo.
Mas Eisenkot, ex-chefe militar de perfil centrista que compartilha algumas das posições de Netanyahu em temas de segurança, declarou que aceitaria apenas formar um "governo sionista", cujos integrantes se comprometam com o "reconhecimento de Israel como um Estado judeu, democrático e liberal" e considerem o Hamas uma "organização terrorista", condições que os líderes árabes rejeitaram no passado.
O opositor disse que não deseja depender dos partidos árabes, mas também não descartou explicitamente o apoio delas.
"Quero que o bloco opositor tenha a coragem de fazer o que é correto", afirmou Sharon Balaban, produtor de vídeo de 55 anos, em Jerusalém.
Paralelamente à manifestação em Tel Aviv, mais de 100 apoiadores de Netanyahu realizaram um ato próprio. "Os dois partidos árabes são do Hamas", alegou Rebecca Schindler, de 60 anos. "Eles querem transformar Israel em um país palestino."
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