Governadores aliados de Flávio Bolsonaro buscam relação pragmática com Lula

O discurso entre os governadores tem sido de seguir em frente após a derrota. Foi o caso de Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo. Após a carta, o governador disse que o caminho é "respeitar o resultado das urnas" e "olhar para a frente".
Nas redes sociais, governadores também têm evitado mencionar o senador desde a fuga para os EUA. O UOL observou posts feitos entre 28 de outubro, dia em que a carta foi divulgada, e ontem nos perfis de Tarcísio, Sergio Moro (PL, Paraná), Luciano Zucco (PL, Rio Grande do Sul), Douglas Ruas (PL, Rio de Janeiro) e Celina Leão (PP, Distrito Federal).
A reportagem não encontrou publicações com referência ao senador. As postagens têm tratado de assuntos de gestão, como transição de governo, nomeação de novos secretários e entregas de obras.
O que dizem os governadores
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), precisará negociar uma dívida de R$ 180 bilhões do estado com a União. O déficit no orçamento mineiro para 2027 está previsto em R$ 10 bilhões, o que deve piorar a situação fiscal mineira. Apesar do apoio a Flávio, o governador tem pregado o fim da polarização política para pacificar o país, posição que indica para relação de diálogo com Lula.
Eleito governador do Rio de Janeiro em primeiro turno, com apoio massivo de Flávio, Douglas Ruas (PL) disse que terá um "relacionamento institucional produtivo" com o governo federal.
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