Publicitária, Carla Madeira diz que virar escritora foi uma 'surpresa'

Madeira relatou que a primeira fase da carreira literária teve uma parceria com uma editora pequena em Belo Horizonte, com tiragem inicial feita de forma artesanal. Depois, com a demanda aumentando, ela foi procurada por Roberta Machado, da Record, e decidiu migrar para a editora.
Na negociação, a autora disse que deixou claro que não queria tratar a literatura como "job". Segundo ela, o combinado foi respeitado e o processo de escrita continuou guiado pelo nascimento do livro, e não por calendários.
Eu achei que estava na hora de fazer isso. E aí fui para a Record e deixei bem claro no meu combinado que eu não ia transformar a literatura em job, que a literatura tinha um outro lugar para mim. Carla Madeira
Tabet perguntou se ela conseguiu sustentar essa diretriz. Madeira respondeu que sim e atribuiu a decisão ao caminho que percorreu antes de publicar, com "40 anos de agência".
Eu consegui, eu tenho conseguido. Mas depois de 40 anos de agência, né? Então, acho que eu queria estar justo. Trabalhei muito para chegar nessa possibilidade. Carla Madeira
A escritora também descreveu como lida com leituras externas durante o processo. Ela disse que só mostra o livro depois de pronto, quando faz uma "escuta individual" com um grupo de leitores próximos e, a partir daí, decide o que muda - desde que tenha "adesão" às sugestões.
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