Tarcísio e Haddad trocam farpas, atacam alianças e miram 'herança maldita'

No final do terceiro bloco, o candidato do PT questionou o adversário a respeito do avanço da alfabetização no estado e que o índice em São Paulo estava abaixo dos dados nacionais —o estado tem 61% das crianças alfabetizadas na idade certa, enquanto o país tem 66%. "Se não está funcionando, porque a gente ganhou o selo ouro do MEC? O selo ouro não vale nada?", respondeu o governador. Haddad não soube falar sobre o reconhecimento do governo federal.
Já o petista debochou de Tarcísio ao questionar o adversário a respeito da meta de matrículas em ensino integral. O governador rebateu e disse "de não entregar, você tem bastante experiência, né?", mas não respondeu sobre o objetivo traçado para educação. "Bom, portanto, não entregou", disse Haddad.
Em um discussão sobre responsabilidade fiscal, Haddad disse que o grupo político de Tarcísio quer seguir a política de Javier Milei, presidente da Argentina. "Vocês estão querendo destruir a maior conquista depois do Plano Real, que é a reforma tributária. É isso que vocês querem para o Brasil? Vocês querem o Milei aqui, não é? Vocês forneciam osso e agora querem carne de burro aqui", ironizou o petista.
PCC e Milton Leite
No debate, Haddad e Tarcísio de Freitas trocaram acusações sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital). O candidato do PT questionou o governador sobre pedir votos para os filhos de Milton Leite (União Brasil) em evento de campanha no dia 30 de agosto. O ex-presidente da Câmara dos Vereadores da capital foi preso por suposto envolvimento em um esquema de infiltração do PCC no setor de transporte coletivo.
"Ninguém te informou que você não deveria subir no palanque para pedir voto para uma pessoa que 15 dias depois seria presa?", questionou Haddad. Tarcísio afirmou que a relação com a família Leite "sempre foi institucional". O governador também rebateu o adversário e voltou a acusar Haddad de ter subido em um palco, na Favela do Moinho, com Alessandra Moja, apontada pelo Ministério Público como liderança do PCC na região.
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