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Wednesday, September 30, 2026

'Ganho duas vezes mais com games do que ganhava como professora'

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    • Author, Zoie O'Brien
    • Role, da Universidade de Suffolk, Reino Unido
    • Author, Laura Devlin
    • Role, BBC News
  • Published

  • Tempo de leitura: 5 min

Em 2019, Jarvs Tasker foi forçada a abandonar o magistério devido a uma doença crônica, quando tinha apenas 28 anos de idade.

Agora, sete anos depois, ela ganha o dobro do seu antigo salário, dirigindo a empresa Jarvs Indie Insights, que fornece comunicação e marketing na indústria de videogames.

Na quarta-feira passada (23/9), Tasker visitou as instalações de e-sports da Universidade de Suffolk em Ipswich, no Reino Unido, para homenagear os estúdios e desenvolvedores de games independentes.

"Posso dizer com segurança que eu provavelmente levaria cerca de 20 anos no magistério para receber o que ganho hoje", afirma ela.

Quando Tasker deixou de lecionar, ela inicialmente passou a atuar como voluntária para o canal do PlayStation no YouTube. Ela conta que existem muitos pontos comuns entre os dois tipos de trabalho.

"Administrar uma comunidade é muito parecido com gerenciar uma classe de crianças", ela conta. "Por isso, existem muitas habilidades coincidentes.

"Mas, na verdade, os videogames são uma daquelas indústrias às quais muitas pessoas chegam com mais idade."

Tasker mora em Exeter, no sudoeste da Inglaterra. Ela acredita que os jovens podem não conhecer os "diversos caminhos" existentes no setor.

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"A comunidade de videogames é muito forte e irá recompensar as pessoas que amam o que fazem", segundo ela, "mas eles também irão perceber se você estiver ali apenas pelo dinheiro".

"A paixão é o mais importante", afirma Tasker.

Questionada sobre os impactos da inteligência artificial, ela afirma acreditar que o setor está fazendo "um trabalho muito bom" ao rejeitá-la, pois os jogadores a odeiam.

"Acho que é um setor que deve realmente nos orgulhar por ainda estarmos valorizando a criatividade humana e porque o público também apoia nossa decisão", defende Tasker.

Homem sorrindo para a câmera, com cabelos castanhos ondulados e camiseta preta com a marca 'Game Anglia'

Crédito, John Fairhall/BBC

Legenda da foto, Mark Backler, da Game Anglia, afirma que o grupo trabalha para promover a consciência sobre as carreiras na indústria de jogos

Em Suffolk, Tasker compareceu a um evento promovido pela organização Game Anglia para mostrar a crescente indústria de jogos independentes do leste da Inglaterra.

Mark Backler, da Game Anglia, declarou que o setor já é uma das maiores indústrias do Reino Unido. Ele reconhece sua competitividade, mas afirma que "nunca foi tão viável desenvolver e publicar seus próprios jogos independentes".

"É como ser um criador de conteúdo", explica ele. "É difícil ficar entre os que se destacam, mas é possível."

Backler destaca que é difícil dizer como a IA mudaria as coisas, mas muitos jogadores foram contrários ao seu uso.

Homem sentado em uma cadeira de gamer, sorrindo, com boné azul e moletom escuro

Crédito, John Fairhall/BBC

Legenda da foto, O desenvolvedor Sam Read-Graves afirma que o setor de jogos está crescendo no leste da Inglaterra

Sam Read-Graves é um desenvolvedor da empresa Read Graves. Ele trabalha especificamente no leste da Inglaterra.

Durante o evento, ele declarou que a indústria de games "cresceu massivamente nos últimos 10 anos".

"Devido a iniciativas como a Game Anglia em Suffolk, Essex, Cambridgeshire e Norfolk [leste da Inglaterra], existem grupos muito bons, com muitos estudantes e desenvolvedores, e gosto de pensar que isso começou a atrair estúdios que podem vir a fazer grandes jogos."

"Em termos de jogos como Call of Duty ou Fifa, eles por enquanto não irão sair do leste da Inglaterra porque não temos grandes estúdios", prossegue Read-Graves.

"Mas, em relação aos desenvolvedores independentes, não há motivo para que estes jogos não possam ter a mesma importância financeira."

Mulher sorrindo para a câmera, em frente a jogos antigos, com longos cabelos castanhos claros, vestindo uma jaqueta preta com blusa branca

Crédito, John Fairhall/BBC

Legenda da foto, Abbygale Dunn estudou programação e design de jogos na universidade

Abbygale Dunn tem 22 anos. Ela é a fundadora e diretora da empresa de desenvolvimento de games independente Astral Forge, com sede em Essex.

Dunn afirma que existe atualmente "muito espaço para as mulheres" no setor.

"Obviamente, é assustador. Quando eu era estudante, havia apenas cerca de três mulheres na minha sala", ela conta.

"Todos são muito gentis. Realmente, não é tão ruim quanto parece, especialmente hoje em dia."

"Como programadora, o que é mais raro entre as mulheres, nunca me senti deslocada."

Homem sentado em uma cadeira de gamer sorrindo para a câmera, com um boné preto da equipe de baseball New York Yankees, óculos e uma camisa de futebol americano vermelha e branca

Crédito, John Fairhall/BBC

Legenda da foto, Para o observador de games Omar Khalil, pode ser difícil criar o próximo jogo de sucesso

Omar Khalil é observador de games da empresa Entity. Para ele, "não há falta de talentos no Reino Unido", mas criar o próximo jogo de sucesso é um desafio.

"Existem tantos games por aí e não é que não haja bons jogos." Para ele, a questão é "como você consegue visibilidade para eles?"

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