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Tuesday, November 3, 2026

Força multinacional para a Ucrânia realizará neste mês seu primeiro exercício na Polônia

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Cerca de 2.800 soldados de dez países europeus participarão neste mês, na Polônia, do primeiro exercício de uma nova força internacional de apoio à Ucrânia, anunciaram nesta terça-feira (2) o Reino Unido e a França.

Liderada por Londres e Paris, a Força Multinacional para a Ucrânia (MNF-U, na sigla em inglês) não tem uma missão ofensiva e só será mobilizada após a assinatura de um cessar-fogo para pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa do território ucraniano, em 2022.

A unidade, criada em 2025 e que já conta com um quartel-general operacional em Paris, não tem ligação com a Otan e conta com uma participação limitada dos Estados Unidos.

Seu objetivo é apoiar as Forças Armadas ucranianas, garantir a segurança do espaço aéreo e permitir a retomada da atividade econômica no Mar Negro.

No entanto, a dimensão e a duração do exercício, denominado "Koalicja" ("Coalizão", em polonês), correm o risco de provocar a Rússia, já que Moscou continua demonstrando pouco interesse em chegar a um acordo de paz.

"O exercício permitirá testar a rapidez e a eficiência com que vários países podem mobilizar forças por terra, mar e ar para apoiar a Ucrânia assim que as hostilidades cessarem", informou um comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Defesa francês.

"Não se trata de um plano hipotético, mas de uma força real, pronta para ajudar a Ucrânia assim que os combates terminarem", afirmou o ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, segundo o comunicado britânico.

As manobras estão previstas para ocorrer entre 9 e 22 de novembro, no sudeste da Polônia, não muito longe da fronteira com a Ucrânia, e contarão com a participação de 2.800 soldados.

O maior contingente, com 1.100 militares, será enviado pela França, enquanto o Reino Unido mobilizará 300 soldados.

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- Mobilização de equipamentos leves -

O primeiro exercício da força de coalizão é "um marco importante, pois servirá como demonstração concreta da capacidade da MNF-U de ser mobilizada assim que as hostilidades terminarem", afirmou o general francês Armel Dirou, que comandará as manobras ao lado do tenente-general britânico Tom Bateman.

Tropas da Espanha, Bélgica, Estônia, Alemanha, França, Lituânia, Países Baixos, Polônia, Suécia e Reino Unido participarão de operações aéreas e terrestres nos arredores da localidade de Nowa Deba, cerca de 100 km a oeste da fronteira com a Ucrânia, segundo o comunicado conjunto.

Enquanto isso, a Turquia comandará, a partir de Istambul, uma simulação marítima para testar a preparação para eventuais operações de desminagem no Mar Negro.

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As tropas turcas não participarão do exercício terrestre na Polônia, acrescentou o comunicado.

Bateman ressaltou que a força não é uma "missão de manutenção da paz nem de monitoramento do cessar-fogo".

"Ela não foi concebida para operações ofensivas. Seu objetivo é proporcionar segurança e apoiar a recuperação das Forças Armadas da Ucrânia, fortalecendo sua capacidade de dissuadir e, se necessário, defender-se contra uma futura agressão russa", afirmou.

Ainda assim, Moscou acompanhará de perto as movimentações enquanto a guerra, que já dura mais do que a Primeira Guerra Mundial, se aproxima de completar cinco anos, sem que nenhuma das partes pareça estar perto de alcançar um avanço decisivo.

Dirou afirmou que o objetivo do exercício é preparar a mobilização da missão, superando os diferentes problemas logísticos e culturais que possam surgir durante as operações conjuntas entre os países participantes.

"Isso não é uma demonstração de força. Não vamos exibir nosso poderio militar", ressaltou.

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A previsão é que apenas equipamentos leves, como drones, sejam mobilizados na Polônia. Eles serão utilizados em exercícios de defesa contra esses mesmos aparelhos e de autodefesa, em vez de armamentos pesados ou tanques.

Entre os aspectos que serão testados durante o exercício estão os mecanismos de coordenação, a movimentação de pessoal, equipamentos e suprimentos, além da avaliação da capacidade dos diferentes componentes de se integrarem e operarem de maneira eficiente como uma única força multinacional, afirmou Bateman.

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