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Tuesday, September 29, 2026

Ações da Shein caem até 14% em Hong Kong

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A plataforma de ‘moda rápida’ Shein caiu, esta terça-feira, até 14% na bolsa de Hong Kong, após divulgar os primeiros resultados desde a entrada em bolsa, que revelaram uma queda de 66,6% do lucro ajustado no segundo trimestre.

No relatório enviado na segunda-feira à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa indicou que, entre abril e junho, o lucro líquido aumentou 247%, para cerca de 2.398 milhões de dólares (cerca de 2.110 milhões de euros), mas o lucro ajustado caiu 66,6%, para cerca de 228 milhões de dólares (200 milhões de euros).

A diferença deveu-se sobretudo a ganhos relacionados com o valor de mercado de ações convertíveis, sem que a empresa tenha fornecido mais detalhes.

No segundo trimestre, a Shein faturou 11.082 milhões de dólares (9.752 milhões de euros), mais 0,9% em termos homólogos, enquanto o resultado operacional caiu 66,3%, para 235 milhões de dólares (206 milhões de euros).

O fundador e presidente da empresa, Chris Xu, atribuiu o desempenho a “uma forte subida dos preços do petróleo e dos custos logísticos perante as tensões geopolíticas no Médio Oriente”.

“Tomámos a decisão deliberada de absorver estes custos, que consideramos transitórios, em vez de os transferir para os consumidores, para manter os preços estáveis e a dinâmica das encomendas“, acrescentou.

A distribuição geográfica das receitas mostra também o impacto das tarifas e taxas aplicadas nos dois principais mercados da Shein, os Estados Unidos e a Europa.

Nos Estados Unidos, as receitas caíram 6% em termos homólogos e, na Europa, recuaram 13,9%.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

O peso dos restantes mercados mundiais na faturação total aumentou de 36,1%, em meados de 2025, para 43,7%, após as receitas nestes destinos terem crescido 21,6%.

A plataforma atribuiu esta evolução ao “crescimento do volume de encomendas e à expansão da base de clientes, especialmente na América Latina”.

No conjunto do primeiro semestre, a Shein mais do que duplicou (+111,7%) o lucro líquido atribuível, para 2.299 milhões de dólares (2.023 milhões de euros), após aumentar a faturação em 0,97%. As despesas operacionais cresceram 3,95%.

Para a segunda metade do atual exercício, Xu antecipou que a conjuntura mundial continuará “incerta”, devido aos “ventos contrários das tarifas e à volatilidade dos custos logísticos”.

O responsável destacou, no entanto, que o último trimestre do ano, marcado pela campanha de Natal e por períodos de promoções como a ‘Black Friday’, constitui a “principal janela de promoções” da empresa, pelo que espera uma recuperação das encomendas.

Entre as prioridades da Shein está o aumento do inventário na Europa, através de melhorias nos sistemas de previsão do comportamento dos consumidores e de maior automatização das instalações, assim como a transição para peças de vestuário com preços mais elevados, para melhorar a rentabilidade.

As ações da Shein chegaram esta terça-feira a cair 13,95% em Hong Kong, antes de reduzirem as perdas para cerca de 10,7%, pouco antes das 11:00 locais (04:00 em Lisboa).

O mínimo atingido hoje representa uma queda acumulada de 37,5% face ao preço definido para a entrada em bolsa, realizada em 01 de setembro.

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