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Monday, October 26, 2026

Galp lucra 1.494 milhões nos nove primeiros meses do ano

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A Galp lucrou 1.494 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Este é o resultado líquido ajustado (RCA – Custo de Substituição Ajustado, que elimina a volatilidade dos preços do petróleo) que reflete uma subida de 54% face aos 973 milhões de euros um ano antes. Considerando os lucros contabilísticos, estes ficaram nos 852 milhões, tendo em conta o efeito dos inventários petrolíferos, menos 9% que nos nove primeiros meses de 2025.

Só considerando o terceiro trimestre, o lucro atingiu 682 milhões, mais 68% que em igual período do ano passado.

A Galp justifica o impulso no lucro com “o aumento da produção de petróleo e gás natural no Brasil para um novo recorde, o forte desempenho das exportações e as atividades de trading de petróleo e gás nos mercados internacionais”.

O aumento de produção de petróleo no Brasil associado à subida dos preços do Brent resultou num aumento de 67% do EBITDA (resultado ajustado a custo de substituição antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) no upstream (exploração), que atingiu dois mil milhões no ano até final de setembro. O que representa mais de metade do EBITDA total da Galp que no conjunto subiu 54% para 3,7 mil milhões de euros.

Sines perto da capacidade máxima impulsa exportações

Na componente industrial, onde está a refinação e o trading de gás, petróleo e eletricidade, o EBITDA aumentou 52% para 1,3 mil milhões de euros. As exportações nos nove primeiros meses do ano nesta área triplicaram o seu contributo para o negócio, para 640 milhões.

“A Galp beneficiou da significativa melhoria das margens de refinação internacionais que, nos nove meses, se situaram em 22,1 dólares por barril (e em 34 dólares no trimestre), devido à elevada disponibilidade dos equipamentos da Refinaria de Sines, que no trimestre operou perto da sua capacidade máxima”.

Esta era uma das áreas que estavam em negociações entre a Galp e a Moeve para a junção do negócio cujo fim, sem acordo, foi anunciado esta segunda-feira.

Galp e Moeve falham acordo para junção de negócios. Refinaria de Sines não muda de mãos

A Galp garante, em comunicado, que os seus investimentos na refinação permitiram assegurar “o abastecimento das necessidades de gasóleo de Portugal e 85% das de jet fuel, os produtos que se transacionam a maior prémio”. No trimestre, acrescenta ainda, “as equipas de trading da Galp responderam ativamente às disrupções dos mercados globais, assegurando já as necessidades de importação de combustível de aviação de Portugal até ao final de 2026, reforçando o contributo da Galp para a segurança do abastecimento energético nacional”.

Margem de refinação da Galp duplicou num trimestre, mas agora está a cair devido ao custo de transporte

A área comercial assistiu à recuperação das vendas de produtos petrolíferos, gás natural e eletricidade aos segmentos empresariais na Península Ibérica. Com isso o EBITDA deste negócio aumentou 22% para 344 milhões de euros. Nas renováveis, a capacidade instalada da Galp subiu para 2,7 GW, representando a energia eólica 19% do portefólio. O EBITDA deste negócio aumentou 67% para 57 milhões, no conjunto dos nove meses.

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